sexta-feira, 25 de abril de 2008

Vamos rir e ajudar a ABRACE?




Vocês já devem ter ouvido falar no humorista Diogo Portugal, né? Ele tem aparecido bastante na TV. E agora está em cartaz com o show "Portugal é aqui", no teatro Frei Caneca, em São Paulo.
Fico muito feliz, porque a produção do show fez uma parceria com a Abrace - Associação Brasileira para o Adolescente e a Criança Especial, de modo que uma grande parcela dos recursos arrecadados com as vendas dos ingressos será revertida à entidade. Mas para isso, você precisa comprar o ingresso direto com a Abrace, pelo fone: 5093-2311 (falar com Flávia).
O show fica até o dia 28 de maio, sempre às quartas, 21:00 hs. Não perca a chance de dar boas risadas e de quebra, ainda ajudar uma instituição tão séria quanto a Abrace, que está entre as 400 melhores entidades listadas no Guia de Filantropia da Kanitz Associados.
Conheci esta instituição há alguns anos, através de uma grande amiga minha, Rosa Antunes, uma das fundadoras. Fui ver de perto o trabalho deles, que buscam proporcionar aos portadores de deficiência mental, de 13 a 41 anos, a inclusão social e no mercado de trabalho. Desenvolvem, também, todo o potencial de talentos, habilidades, autonomia, respeito por si e pelos outros, através da Pedagogia de Projetos: eles têm uma Oficina de Produção, onde confeccionam, com excepcional talento, produtos feitos a partir de papel e papelão, reciclados por eles mesmos. São cartões, cadernos, blocos, embalagens etc, vendidos depois em espaços cedidos por algumas empresas parceiras.
Outras atividades complementam o trabalho educacional: música, leitura e escrita, passeios culturais, capoeira, teatro. Pude assistir a encenação de "Romeu e Julieta", numa emocionante mostra do potencial das pessoas com necessidades especiais. Pude perceber quanto talento a sociedade desperdiça, por puro preconceito ou por falta de conhecimento...
Alguns alunos da Abrace já estão inseridos no mercado de trabalho, através do Programa de Emprego Apoiado, graças às portas abertas por empresários conscientes da necessidade de inclusão destas pessoas tão especiais, em todos os sentidos. Há também um trabalho cuidadoso de apoio às famílias, através de encontros periódicos.
Além de ir prestigiar o show de Diogo Portugal, você pode ajudar de outras formas: adotando um aluno, já que a Abrace oferece 70% das bolsas a alunos com comprovada impossibilidade de custear o atendimento, doando material reciclável, apoiando projetos culturais etc.
A Abrace fica na rua Princesa Isabel, 548 - Brooklin - São Paulo/SP. Os telefones são: 5093-2311 e 5096-3894. ABRACE ESSA IDÉIA!

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Alzheimer: estímulo e carinho retardam a evolução da doença





Em 1999, me mudei para o bairro do Limão, zona Norte de São Paulo. Morei lá por um ano.
Dona Antonieta era uma vizinha de 78 anos de idade, vítima de Alzheimer. Já não tinha expressões no rosto. Não sorria, não falava, parecia não reconhecer ninguém...mas tinha um olhar firme, por vezes desconcertante, como a querer desesperadamente dizer algo.
Eu tinha meu filho André, de 2 anos e Adriana, com uns 8 meses de vida. Encontrávamos dona Antonieta na rua, passeando com a enfermeira. Erguendo minhas crianças nos braços, incentivava-os a fazer carinho, dar beijos. Não recebíamos de volta nenhum sorriso, nenhuma reação. Mas repetíamos as atitudes todos os dias.
Os filhos dela diziam: "Ah, não tem mais jeito, não tá mais nesse mundo". E tiraram dela o direito de conviver com os netos, com o restante da família. Raramente a visitavam. Foi praticamente largada na casa, com as enfermeiras, que se revezavam. A Medicina já sabe que privar o doente de Alzheimer da convivência social só agrava o problema.
Eu a visitava sempre com minhas crianças. Um dia, ela estendeu o braço como a querer pegar minha bebê. Eu e a enfermeira, colocamos Adriana nos braços dela. E ela a sustentou, colocando a mãozinha esquerda, já atrofiada, sobre Adriana. Espontaneamente.
Momento inesquecível. Que você pode ver na foto acima.
O que tenho como experiência neste e em outros casos, de aparente ausência de atividades cerebrais, é que vale a pena estimular o doente. Levar carinho, o toque, um olhar amoroso, uma conversa agradável, por mais que não se saiba se a pessoa ouve, reage retribuindo ou não.
Porque, se delimitar as atividades cerebrais ainda é um mistério para a Ciência, nós, leigos, podemos ter uma certeza: o coração daquele ser humano continua pulsando e sentindo.
Exatamente como o seu.
Dona Antonieta faleceu há alguns anos. Mas deixou em mim e nos meus filhos, a grande lição da solidariedade: sempre, sempre vale a pena estender a mão ao próximo, que pode estar mais próximo do que você imagina. Nunca esquecerei aquele colinho que ela deu à minha filha, de presente.

domingo, 13 de abril de 2008

De olho no Orkut

Não abro mão de estar no Orkut, pela facilidade de contato com meus amigos. Mas a gente tem que ficar de olho. Ontem, em meio às comunidades que adicionei, apareceu uma tal de "Vereador Zito", com a foto de um fulano pra lá de mal-encarado. Pensei comigo: "Ué, como essa comunidade veio parar entre as minhas?"
Simples. Um belo dia, vc adiciona uma comunidade do tipo "Eu amo animais". Que pode muito bem ser uma comun. de fachada. Aí, o espertinho, dono da tal comu., muda o conteúdo, sem te avisar, óbvio. E quando você se dá conta, está fazendo propaganda de candidatos que você nem conhece ou até de coisa pior - sites de Pedofilia, de incentivo a contravenções etc etc.
Eu sei que ninguém tem tempo de ficar vasculhando o Orkut - no ambiente de trabalho, em alguns casos, é até proibido. Mas sempre que tiver chance, dê uma olhada...verifique os tópicos, mesmo das comunidades de nome "bonitinho", do tipo "Eu adoro bebês". E dependendo do conteúdo destes tópicos, delete a comun. do seu perfil. Sem dó nem piedade. Afinal, é a sua imagem que está em jogo.

Notícias sobre crime abalam as crianças

Se vc tem filhos em casa, não deixe de ler a matéria no FOLHA ONLINE de hoje. Eu tinha mencionado o sensacionalismo de alguns jornalistas no caso Isabella. No artigo da Folha, especialistas alertam sobre a necessidade de protegermos as crianças dos excessos apresentados nas reportagens. Todos os dias, durante o café-da-manhã, ouvimos a CBN. Outro dia, enquanto meu filho de 10 anos passava mel na torrada, o apresentador descrevia o crime: como a menina foi jogada, como foi encontrada pelo resgate...ora, que coisa para se ouvir durante uma refeição em família. Levantei imediatamente e desliguei o rádio. Adoro a rádio CBN, mas há momento pra tudo. Não podemos criar nossos filhos numa redoma. Mas temos, como pais, a obrigação de selecionar o que assistem, o que ouvem, o que lêem. Começar o dia com uma boa música é bem melhor.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

O perigo nas piscinas

Moro numa cidade em que a quantidade de condomínios de alto padrão cresce vertiginosamente. A existência de uma piscina e´condição "sine qua non" para o sucesso de vendas. Mas, sob quais condições técnicas essas piscinas são disponibilizadas para os condôminos? Quem fiscaliza se estão seguras ou não para o uso comum? Desde que tomei conhecimento sobre o caso de Flavia, isso virou quase uma obsessão na minha vida, a cada vez que deixo meus filhos num prédio onde moram seus colegas e onde haja uma piscina.
Em breve estarei aqui fornecendo-lhes informações sobre isso. Os condomínios devem seguir alguns passos técnicos na instalação e manutenção dos ralos de piscina. O poder de sucção de um simples e aparente "inofensivo" ralo de piscina pode tirar a vida de seu filho.
Essa questão é mais séria do que imaginamos. E merece uma abordagem mais profunda da Imprensa. Vou lutar por isso.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Olimpíadas

E continua o "acende-apaga" da tocha olímpica. Eu, que nunca fui grande fã de esportes, já tô achando que o espírito olímpico desta vez se perdeu irremediavelmente. Como puderam escolher a China, um país de regime totalitarista, onde ainda existe mão-de-obra escrava, o sistema de saúde pública é uma desgraça e onde ainda se mata cachorro pra comer, para ser a sede dos Jogos Olímpicos? E o Lula fica se vangloriando pela nossa aproximação comercial com a China. O total desrespeito aos direitos trabalhistas faz deles um concorrente desleal no mundo inteiro, pois assim conseguem preços competitivos. Nossa indústria têxtil está sendo sucateada. Fábricas e mais fábricas no interior do estado de São Paulo são fechadas todos os dias, porque não dá pra competir com os chineses. Eu não compro nada de camelôs na famosa rua 25 de março porque os produtos não têm a menor qualidade: a maioria vem da China. Se for brinquedo, é feito geralmente com tinta tóxica e desmonta assim que a criança abre a caixa. Os protestos contra a situação no Tibete ganham adeptos no mundo todo. Da China, eu só gosto dos rolinhos Primavera e do camarão empanado. Definitivamente, esses caras não merecem as Olimpíadas.

CPI no Orkut

Gente, tô adorando essa história da CPI do Orkut. O maior alvo é a pedofilia. Mas eu espero que a moda pegue e a festa doentia de quem não sabe ainda usar direito essa maravilha da nova tecnologia de relacionamentos acabe atrás das grades, ou pelo menos, com o impedimento de tanta gente psicótica acessar e montar perfis falsos.
Não se pode confundir democracia com bandalheira, com impunidade. Liberdade de expressão sim. Mas falta de respeito, sem-vergonhice e bandidagem têm que ficar fora do Orkut. Não é possível que os administradores do site não consigam ter controle sobre os usuários.
O recurso que podemos usar como meio de manter nossa privacidade acaba servindo de disfarce para os pedófilos e outras figuras estranhíssimas. Se vc deparar com algo errado ou suspeito, denuncie.

Narcisismo no caso Isabella

O narcisismo e o culto às celebridades parece ter tomado conta do ego das autoridades envolvidas no caso Isabella Nardoni. Estão virando estrelas de TV. Só falta serem convidados para participar de um reallity show.
Cada um fala uma coisa, há uma série de contradições nas entrevistas, precipitações inúteis, que acabam confundindo, mais do que esclarecendo. Em parte, a culpa também é da Imprensa dita "marrom", sensacionalista. Outro dia o apresentador Geraldo Luis, do programa "Balanço Geral", da Rede Record, vociferava na TV durante mais uma matéria sobre o caso, chacoalhando uma esquadria de alumínio com uma rede cortada ao meio, idêntica à encontrada no apto. do casal que está preso. Em plena hora do almoço. Que mau-gosto. Só desligando a TV mesmo!
E ficam aqueles repórteres lá, de plantão na porta da delegacia, sem trazer nenhuma informação nova, concreta. Apenas especulações. Enquanto isso, inúmeras crianças Brasil afora estão sendo vítimas da violência, anonimamente. Todos torcemos para a conclusão do caso e a punição dos culpados. Mas esse massacre de parte da Imprensa, que repete as mesmas imagens e as mesmas informações à exaustão, acabam contribuindo para cansar a audiência, também. O tiro sai pela culatra. Pobre Isabella e sua família. Não vão ter paz tão cedo.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Coleta seletiva

Eu separo o lixo reciclável do orgânico. Mas no meu bairro, a coleta apenas uma vez na semana já não é suficiente. Uma alternativa é levar os recicláveis nos postos dos Bombeiros ou no supermercado Pão de Açúcar. Lá, a procura pelo serviço está aumentando. Os contêineres são grandes e comportam grande quantidade de material. Você pode entregar até óleo de cozinha, que precisa ser acondicionado numa garrafa PET. O óleo entope o encanamento e vai parar nos lençóis dágua. Então, livre-se dele de um jeito inteligente. Nesta semana, ouvindo o jornalista André Trigueiro, na rádio CBN, soube que o Brasil está em segundo lugar na reciclagem de PETS. Por um lado, é bom; por outro, o mercado de reciclagem não vê vantagem nesse material. Para os catadores, é muito leve - e para eles, que vendem o material por peso, não compensa. O custo da reciclagem dos PETS também é alto, de modo que está virando uma praga e levando algumas indústrias a ressuscitar as velhas e retornáveis garrafas de vidro.

Flavia, lindo anjo adormecido


Esta linda menina é Flavia, quando tinha 9 anos. Filha de Odele Souza, mãe-guerreira, uma brava, uma lutadora. Ela que, tão e mais mãe do que eu, convive com a dor e o desafio duplo de dar amor à filha em coma vigil (um tipo de coma em que a pessoa abre os olhos durante o dia e os fecha durante a noite) e ainda acha forças pra ALERTAR A SOCIEDADE sobre o perigo oculto das piscinas, em condomínios, em clubes e academias E LANÇAR UM GRITO DE PROTESTO CONTRA A LENTIDÃO DA NOSSA JUSTIÇA, através de seu blog, "Flavia vivendo em coma" .
Odele consegue, com seu blog, 337 visitantes por dia, de várias partes do mundo. É uma obstinada. Não em conseguir câmeras e holofotes sobre Flavia. NÃO. Ela não quer jornalismo sensacionalista. Ela quer que ACORDEMOS, enquanto Flavia dorme...Acordemos para o fato de que não temos a menor segurança nesses "tanques de água". Por pura negligência, o risco existe e faz vítimas, mas os acidentes são pouco noticiados. Alguns deles: nos EUA, uma menina teve parte de seus intestinos sugados por um ralo de piscina. No Brasil, um menino morreu sugado pelo ralo de um tobogã, num parque aquático do Nordeste. Em São Paulo, uma moça morreu afogada com os cabelos presos no ralo de uma piscina de hidromassagem, num motel, em Pinheiros. E FLAVIA, essa menina absolutamente linda que vemos na foto, no dia 6/01/1998, em Moema, teve seus cabelos presos no sistema de sucção da piscina do prédio onde morava. São réus no processo a Jacuzzi do Brasil, fabricante do ralo da piscina, a AGF Seguros e o condomínio Jardim da Juriti. O processo segue para Brasília nestas próximas semanas, para julgamento em última instância.
Se na Blogosfera, a solidariedade das pessoas não mostra limites, na grande mídia o caso foi esquecido com o tempo. Sufocado pela mediocridade geral do que nos é imposto pelas emissoras de TV e por algumas publicações sem qualquer valor informativo.
Eu sou jornalista e estou lutando pela divulgação do caso de Flavia, pois silenciosamente outras crianças, adolescentes, adultos, eu e você, estamos correndo o mesmo risco.
A voz de Flavia se calou no fundo daquela piscina. E nós, jornalistas, vamos ficar calados, com tantos meios à nossa disposição? Até quando? Até quando trocaremos a oportunidade de ajudar quem precisa da nossa voz, trocando esses apelos pelas pautas que são simplesmente "bolas da vez", o que dá audiência? É claro, como empregados, temos que cumprir o que a chefia manda. Mas façamos nossa parte também, "correndo por fora". Estamos sendo cúmplices da sórdida prática de transformar seres humanos em índices do Ibope. A pequena Isabella Nardoni será mais uma, sua mãe será mais uma. Daqui a alguns meses, quem vai se lembrar? Só os produtores dos programas de retrospectiva, no final do ano. Sua mãe, Ana Carolina, diz que pretende se envolver no trabalho com uma ONG de combate à violência. Algum jornalista irá ajuda-la na divulgação?
A Imprensa noticiou o acidente com Flavia assim que aconteceu. Depois, o caso foi esquecido, como tantos outros. Ela está há 10 anos em coma, com as inúmeras sequelas que os anos sem movimentar-se deixaram em seu corpo. Os melhores anos de sua vida foram jogados ralo abaixo, numa piscina.
Colegas jornalistas: somos, na maioria, simples subordinados nas redações. Outros, como eu, autônomos. Mas nada justifica nosso silêncio, porque temos o tal do "Quarto poder" nas nossas mãos, de uma forma ou de outra. Temos uma arma na mão, sim: a palavra. Podemos fazer a diferença.
O caso Flavia, 10 anos depois, É UMA GRANDE PAUTA, com dois possíveis enfoques: segurança nas piscinas e lentidão no julgamento de um processo em que as responsabilidades estão mais do que claras.
Sejamos profissionais, cumprindo nosso dever de informar, de alertar a sociedade. Mas, acima de tudo, sejamos mais humanos.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Bituca de cigarro



Em minha última passagem por Florianópolis, fiquei impressionada com a quantidade de bitucas de cigarro espalhadas pela areia da praia de Canasvieiras. Não contentes em transformar quem está do lado em fumante passivo, os adeptos das mini-chaminés ainda precisam poluir? O Brasil produz 33 mil bitucas de cigarro POR ANO. Parece que nem os carros luxuosos possuem cinzeiro: seus abastados motoristas fumantes abrem o vidro na maior cara-de-pau e arremessam seus "resíduos" no asfalto, todos os dias. A boa notícia é que bituca de cigarro é reciclável, senhoras e senhores fumantes. Pode virar papel, de acordo com a pesquisa de uma universidade em Brasília. Ainda não temos informações precisas sobre a coleta deste material. Mas um bom começo, é, pelo menos, jogar no lixo. Não nas ruas. Nem na areia da praia.
Por um olhar mais atento aos pequenos detalhes da vida