sexta-feira, 30 de maio de 2008

Espiritualidade

Amanhã meus filhos, de 9 e 11 anos, participam de um ritual de primeira Eucaristia. Para os não católicos, explico: trata-se de receber pela primeira vez a hóstia, lâmina de trigo que simboliza o pão que Jesus Cristo compartilhou com seus apóstolos pouco antes de ser preso pelos romanos.
À parte minha posição sobre as células-tronco e a inconveniente ingerência da Igreja Católica sobre o assunto, quero dizer que optei por dar aos meus filhos a iniciação de uma crença espiritual. O aprendizado e a crença, a fé, de que estamos sob a gerência de alguma força superior a nós.
Acho que os fatos corriqueiros, de violência dentro da família, nas ruas, no trânsito, no convívio entre as pessoas, passa também por uma falta de crença em algo superior que nos move, que dá uma diretriz à nossa vida. Minha falecida avó dizia: "Falta temor a Deus". Convicções antropológicas à parte, do que vem a ser o tal "Deus", mas...
A misericórdia e a compaixão que nos distingue dos animais - embora estes, tantas vezes, nos dêem provas de muita inteligência e sentimento - aquilo que nos freia e nos impede de cometer atos tais como os que mataram Isabella, ou do cara da picape que atirou em outro por causa de uma freada brusca, ou do terrorista que estava a bordo do avião que se chocou sobre o WTC em NY, ou da pessoa que deixa o cachorro fazer sujeira na calçada pública. "AH, NÃO COMPARE UMA COISA COM A OUTRA" - dirão alguns.
Comparo sim. É individualismo, a raiz de tudo. E isso não tem nada a ver com religião.
É incoerência com o próprio compromisso de vida, seja qual for a religião, o caminho individual ou mesmo o ateísmo. Conheço indivíduos ateus que são lindos seres-humanos. Com compaixão, com respeito pelo outro, com dignidade, com admiração pelo Direito público, com consciência de cidadania. Com a santa mentalidade de que o ser humano não vive só e depende do outro.
Espiritualidade é crer que somos seres únicos...e que temos compromisso com o próximo, com a boa convivência. Seja lá qual religião este "próximo" tenha.
Dei aos meus filhos a chance de conhecerem um pouco do Cristianismo, pelo o que considero, por tradição familiar, o meio mais simplificado.
Amanhã, conforme seus próprios pilares de conhecimento, darei a eles a liberdade de acolherem esta, aquela ou nenhuma religião.
Fiz a minha parte.

2 comentários:

Jornalista Azarado disse...

Acho importante a religiosidade... Acreditar em Deus, acho que isso é super importante e me revolto quando vejo noticias sobre a "geurra canta"... não existe isso.. há diversas religioes e acho que o importante é ter um Deus em quem confiar... Ja fui na Assembleia, Batista, Adventista 9com a qual mais me identifiquei) e agora estou conhecendo um pouco do catolicismo. Acho que a tolerância, o respeiar o diferente está em falta em nosso mundo... cada um tem uma decisão, de ir ou não em uma igreja ou outra, de acrditar ou não em Deus... E i que falta é aprender a respeitar essas decisões..

bjus!

Jornalista Azarado disse...

Acho importante a religiosidade na vida das pessoas... Acreditar em Deus, acho que isso é super importante e me revolto quando vejo noticias sobre a "guerra santa"... não existe isso.. há diversas religiões e acho que o importante é ter um Deus em quem confiar... Ja fui na Assembleia, Batista, Adventista (com a qual mais me identifiquei) e agora estou conhecendo um pouco do catolicismo. Acho que a tolerância, o "respeitar" o diferente está em falta em nosso mundo... cada um tem uma decisão, de ir ou não em uma igreja ou outra, de acreditar ou não em Deus... E o que falta é aprender a respeitar essas decisões..

Por um olhar mais atento aos pequenos detalhes da vida