domingo, 31 de agosto de 2008

Celebrando a amizade, com os Tigres da Lapa


O Orkut tem me revelado boas surpresas.
E não é que há alguns meses, descobri uma irmã mais nova nas serras de Petrópolis?
E mesmo sendo menor que eu - em todos os sentidos - essa flor, que é mãe de uma florzinha chamada Iara, me pegou pela mão e me levou a passear pelos Arcos da Lapa.
Não, não fui pro Rio. Ainda.
Sempre achei essa história de rivalidade entre cariocas e paulistas muito mal contada e uma bobagem sem tamanho. E a boa música tem o poder de acabar com todas as fronteiras, unir as pessoas...como unidos são os Arcos da Lapa.

Ir pro Rio é desejo antigo. Quero tirar as fotos que todos os turistas tiram, mas principalmente...conhecer a Vila Isabel de Noel Rosa, a Velha Guarda da Portela e os lindos Arcos da Lapa.
Então minha maninha me pegou pela mão pelo menos em sonho, enquanto de olhos fechados, ouvia seu presente, recém-chegado das serras: o CD de Marcos Ariel & os Tigres da Lapa".
Ariel é pianista renomado, tocou com mestre Cartola. Precisa mais?

Não, precisar não precisa...mas ele é flautista também e se divide entre Bossa-Nova, Jazz e Chorinho. Eis o repertório deste CD: o Chorinho, que vira alegria.
E mais: Ariel é tio da Ciça.
Mas este é só um -maravilhoso- detalhe!!

Ao entrar no site da gravadora RobDigital, clique em gêneros, digite Choro e confira dois deleites sonoros dos Tigres da Lapa: "Maxixe do João Pedro" e "Seu Lourenço no vinho". Mas tem que ouvir deitado, de olhos fechados, porque é uma viagem.

Ô Ciça, minha maninha, preciosa flor de dona Ignez: prometo em breve concretizar o velho sonho.
Batucar com vc numa caixinha de fósforos os bons sons da histórica boemia carioca, em alguma mesa debaixo dos tais belos arcos.
Tomando uma cervejinha...comendo torresminhos...e nos acabando numa feijoada!
Fica aqui minha homenagem à nossa eterna e linda amizade.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Fumaça perto de mim, não!

Apoio total ao Dia do Combate ao Fumo.
Um vício que atenta ao direito alheio de ter pulmões saudáveis!

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Agonizante

Bem longe a sirene pedindo socorro.
Olho no retrovisor esquerdo. Lá vem ela.
Jogo o carro pra cima da calçada e quase atropelo a velhinha.
Mas a escandalosa grande, branca e salvadora, tem que passar! Lá dentro, um coração pode estar fraquejando.
Aqui, o meu já salta do peito.
Ela passa. Ela vai não sei pra onde.
E até eu perdi o rumo.

Menos tijolos, mais ação

Não aguento mais ouvir candidato a prefeito dizendo: "Vou construir mais hospitais, vou construir casas, pontes" e mais isso e mais aquilo.
Tá cheio de hospital por aí, pelas periferias de São Paulo, tinindo de novos. Mas que não funcionam, ou por equipamento quebrado, ou por falta de, ou por não atrair médicos, ou por espantar médicos - a insegurança atinge até esses "anjos de branco".
E muitos outros profissionais, que de anjos não têm nada, maltratando as pessoas, atendendo friamente.
Palavras inesquecíveis de uma diarista que trabalhou aqui em casa: "Na hora de ter meu filho senti muitas dores e chorava...o médico chegou pra mim e disse 'Ué, quem mandou parir?'
Isso é jeito de tratar uma paciente??
Então, ilustríssimos candidatos: menos papagaiada.
Fazer funcionar bem e melhor o que já existe. É disso que minha Sampa precisa.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Frases de pára-choque

Essa eu li hoje, pasmem, na traseira de um veículo que transportava dejetos hospitalares:

"Eu bebo é pra ficar ruim. Se eu quisesse ficar bom, eu tomava remédio".

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Centro de Sampa: um lixo.


Semana passada fui conferir a exposição sobre Machado de Assis no Museu da Língua Portuguesa.

O museu é ótimo. Dá pra se perder a noção de tempo lá dentro, aprendendo muito sobre a nossa língua.

Mas o entorno daquela região continua um lixo. Prédios que viraram e continuam sendo cortiços.

Mendigos pra todo lado. Um deles enfiou a mão no lixo, na minha frente, e levou restos de comida à boca. Alcóolatras e deficientes mentais sem a menor assistência jogados pelas calçadas.

Cheiro de mijo e fezes.

Não sei de onde o Gilberto Dimenstein tira suas teorias de Pollyana, a famosa personagem que só via o lado bom das coisas. Quanto blá blá blá. Parece que ele realmente nunca andou a pé em volta da Sala São Paulo, antro de prostitutas. Ou no Jardim da Luz, reduto de cheiradores de crack, vendendo pedras em plena tarde de sábado.

Revitalização do centro? Tá bom. Me engana que eu gosto.

Pequim, FIASCO 2008


Chorei muito com as medalhas de ouro do Brasil. Chorei mais ainda com os olhares deprimidos de atletas que tinham tudo pra trazer o ouro mas conseguiram prata e bronze, ou voltaram de mãos vazias, a despeito de todos os esforços.
Mais do que nunca é hora de a gente cobrar do governo mais decência na gestão dos recursos para a formação dos atletas. É muito desperdício de energia. Muito desperdício de talento, de botar a criançada pra fazer esporte, o que traria qualidade pra suas vidinhas, em todos os sentidos. Daria-lhes um horizonte, quem sabe uma profissão.
Pelos nossos atletas temos que continuar torcendo. Eles não têm culpa. Talvez, a única, seja a de não se mobilizarem, como de resto, é praxe no povo brasileiro.
Chega de ser povo cordeirinho! Chega! Chega!

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Bebês jogados por aí

Eu sei que os casos que chegam às TVs são apenas uma parcela da realidade.
Mas só nessa semana, já foram uns 3, de bebês abandonados. Todos recém-nascidos, com o cordão umbilical. Uma sobre uma lápide de cemitério, outra num banheiro público, ao lado de uma privada e outro dentro de uma sacola, no jardim de um condomínio, o corpinho já coberto por formigas.
Será só falta de informação dessas mães? Será só desespero? Duvido. Pra mim é uma falta de humanidade, uma falta de compaixão extrema. Se não têm nem para com os próprios bebês, imagino com outros seres humanos.
Não se pode condenar só as mães. E os pais? Cadê os marmanjos? Estas mães (?), que abandonam as crianças ao relento, sem alimentação, em locais insalúbres, merecem a cadeia e os progenitores também, por absoluta falta de responsabilidade. Mas a mídia não fala nos homens, nos pais. Parece que filho a mulher só faz sozinha!
Entrevistei certa vez o dr. Yassim Issa, juiz do Fórum de Infância e Juventude de Santo Amaro. Segundo ele, a lei é muito clara: mães que entregam seus filhos ao Estado, seja nos hospitais ou nos juizados, ou mesmo deixam em qualquer local onde a criança tenha garantia de ser bem cuidada, não serão punidas. Isto não é crime!
Espero que a mídia informe mais sobre isso...
Controle de natalidade em primeiro lugar, paternidade responsável em segundo e cadeia, pra quem larga bebês indefesos à própria sorte, num país onde tantos querem adotar e não conseguem.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Bienal do Livro

Alguns posts abaixo contei uma historinha engraçada da Bienal do Livro. Post no qual eu elogiava o evento. Ela de fato ainda não perdeu seu encanto, pelo menos pra mim.
Mas gostei muito do artigo a seguir e convido todos a lerem, porque propõe reflexões muito construtivas. E nós, público frequentador da Bienal, somos os principais responsáveis por cobrar, criticar e até atrair novos frequentadores.
Boa leitura!

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Pequenos expostos à violência

Voltando ao assunto do post anterior.
A exposição das crianças à violência não acontece só na periferia não...Tem acontecido, penso eu, em excesso, pela TV também.
Outro dia uma cena de assassinato em pleno programa matinal, o "Hoje em Dia", da TV Record.
Mandei e-mail de protesto. Como um programa que mostra uma pessoa dando um tiro na cabeça de outra pode ser classificado como sendo de censura LIVRE??
Da mesma forma, outros assuntos recorrentes, como pedofilia, abuso sexual, estupros, infidelidade, transexualismo, são abordados durante a manhã, à tarde, livremente. Quanto lixo!
Não que os temas não sejam importantes. Mas não devem ser apresentados dessa forma, afinal, alôooooooo...tem crianças e velhinhos assistindo a TV!
Mil vezes o tempo dos "enlatados"...Ou das "Sessões da Tarde", com cenas de Ginger Rogers e Fred Astaire bailando na frente dos nossos olhinhos infantis.
O público infantil tem sido massacrado impiedosamente, tanto pela TV aberta quanto pela TV a cabo.
Nunca o botão "Desliga" foi tão útil.

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Crianças vendo a morte de tão perto e tão cedo

Não costumo assistir a noticiários sanguinolentos. Mas hoje vi uma reportagem na Record, pela manhã, sobre mais uma mulher vítima da violência doméstica.
Violência que atingiu, é claro, o filho de 11 anos. Ele viu a mãe ser brutalmente espancada e morta. Mais um caso entre milhares, Brasil afora.
Na cena seguinte, o moleque no velório da mãe, ao lado do caixão. Junto com ele, outras crianças pequenas, não sei se eram irmãos.
Pensei comigo no quanto essas crianças convivem com a morte tão cedo. Se vêem um corpo esfacelado, uma mãe, uma irmã, um pai, um vizinho...se não são protegidas sequer de um cenário tão macabro e tão próximo, como protege-las do que virá depois?
Se acostumam a conviver com a brutalidade...e submete-las a esse espetáculo deprimente também é, por si só, uma violência. Como podem ter alguma esperança, como podem ter infância, como podem ser, simplesmente crianças?
Elas crescem achando a violência muito normal.
Como nós também, acabamos achando.

domingo, 17 de agosto de 2008

Aquecedores solares nas favelas

Uma escola particular da Zona Sul de São Paulo tem um projeto bem interessante: estão instalando aquecedores solares numa favela.
São equipamentos de baixo custo, feitos quase que artesanalmente. Bola dentro por dois motivos: os alunos, crianças na faixa dos 11 anos, exercitam a solidariedade, pois são elas que instalam os aquecedores, com a orientação de um monitor e...
Beneficia pessoas carentes, que economizam energia e não correm o risco de ter seus aquecedores roubados. Afinal, os equipamentos usuais, comercializados por aí, são caríssimos e fatalmente roubados em questão de dias.
Se algum órgão de imprensa estiver interessado na pauta, com a relação das devidas fontes, entre em contato com esta que vos escreve.

Um lixo a menos!

Vivaaa! A boa notícia não tem hora!
O grupo mexicano RBD anunciou que vai acabar! Agora que já arrancaram das crianças e adolescentes toda grana possível, com shows, pôsteres, bonecos e demais quinquilharias, vão finalmente pegar o rumo de casa.
Pretendem fazer um show de despedida em São Paulo.
Galera, não precisa não, viu? Podem dar tchauzinho de longe mesmo!
Os fãs que me desculpem, mas acho essa bandinha um lixo, ainda por cima não-reciclável.

sábado, 16 de agosto de 2008

Rádio: ser ouvinte é participar sempre!

Fico muito honrada com a citação de meu nome no blog do colega jornalista Milton Jung, da rádio CBN.
Ouvia uma matéria sobre a dificuldade de publicar livros, no Brasil. Mandei uma pergunta por e-mail e ela foi considerada pertinente, ao menos "em parte", como disse o Milton.
Acho que nada supera nem nunca superará o rádio como um meio de comunicação realmente interativo.
E isso desde o surgimento do rádio, muito antes da chegada de tanta tecnologia - especialmente a digital.
A cumplicidade com o ouvinte é inigualável e emociona, ainda mais quando nos vemos agentes dessa participação, essencial aos bons prestadores de serviço, no Jornalismo - isso mesmo, com J maiúsculo.

Valeu Milton Jung!

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Bossa Nova em Sampa

Fui ontem às duas exposições sobre os 50 anos da Bossa Nova, que estão em cartaz no Ibirapuera.
A do Pavilhão da Bienal é muito fraquinha. Ainda bem que é de graça. Esperava ver modelos de roupa da época e deparei com uns trapos horrorosos do Ronaldo Fraga. Nada a ver. Depois, um monte de fotos e capas de discos...Eu adoro, mas se você for com crianças, por exemplo, esqueça. Um tédio.
Já a exposição da Oca é melhor. Legal a tecnologia de projeção nas paredes, com documentários e entrevistas. Mas o isolamento acústico das salas deixa a desejar e não se ouve bem os depoimentos dos artistas e pessoas ligadas ao movimento.
Outra coisa interessante é a projeção holográfica. Pareciam fantasmas, mas com um pouco de boa vontade você até acredita que Frank Sinatra, Elis e João Gilberto estão mesmo no palco. Eu esperava mais, porque a projeção é em branco e preto e as figuras aparecem pequenas. Mas me emocionei mesmo assim. Para o padrão brasileiro de exposições culturais, foi bom.
A câmara anecóica, completamente isolada do barulho exterior e que propõe silêncio absoluto por alguns instantes me deu claustrofobia. Ainda bem que as portas ficam destrancadas, porque eu tive que sair correndo!
Senti falta de objetos dos músicos...por que não um violão do João Gilberto? O chapéu Panamá do Tom Jobim? Alguns manuscritos de composição ou um vestido da querida Nara Leão? Aliás, dela, realmente havia muito pouco material. Ela merecia.
Bom, vale a pena ir à Oca. Tá acabando, vai só até dia 7/09. Os ingressos custam R$ 20, criança até 12 anos não paga e cliente Itaú tem direito a um ingresso grátis quando acompanhado de outro adulto pagante. Às terças, entrada gratuita.
Mas só abre a partir das 10 hs. Bem que podia abrir mais cedo. É preciso tempo para se esticar nos almofadões e apreciar com calma os vídeos de música e depoimentos.
AH! Não esqueça que agora tem Zona Azul pra estacionar dentro do parque Ibirapuera.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Resumindo

O post mais curto da história desse blog.
É bom que muita gente por aí passe remédio anti-pulgas atrás das orelhas!
Vejam essa: um advogado preso em SC por falsificar e difamar através do Orkut.
Nada mais a dizer a não ser:
Bem feito!!!

Mico feliz na Bienal do Livro


Começou a Bienal do Livro 2008, evento que não perco por nada nesse mundo.

Não tanto para compras, porque não vejo muitas vantagens nos preços...Muito menos pelo tumulto, que muitas vezes faz a gente perder a paciência e passar muito calor.

O que eu adoro mesmo é o Salão de Idéias, com debates entre escritores, jornalistas e muita interação com a platéia. Duro é conseguir senha.

Certa vez não consegui e era uma palestra com um dos meus escritores preferidos, Carlos Heitor Cony. Eu não tinha grana pra comprar nenhum livro, naquele ano. Mas levei um exemplar de "Quase Memória", pra pelo menos tentar um autógrafo. Dei com o nariz na porta. Ou melhor, na parede de vidro que separava o auditório do resto da exposição.

Nem assim desisti: o Cony tava lá dentro e eu lá fora, com o livro na mão...pois ergui meus braços com o exemplar, mostrando a capa para ele. Apontava, sorria e movimentava os braços de um lado pro outro. Para meu encanto, ele viu e deu uma risadinha.

Fiquei lá, plantada, observando meu ídolo. Um charme, carequinha, bigodinho, muito elegante, num blazer azul e gravata combinando. Só de poder ver e tentar ler seus lábios já era o máximo pra mim.

De repente...o debate acabou. Para meu espanto, após se levantar, ele veio andando direto na minha direção. Afastou os seguranças e pediu que lhe abrissem a porta. "Ai meu Deus, vou ter um treco" - pensei... Eu tremia mais que vara verde.

Ele disse: "Tudo bem querida? No que posso ajuda-la?" Falei que era sua fã e pedi um autógrafo.

Ele respondeu: "Pois não, meu bem...que privilégio ter uma fã tão jovem como você".

Ah, escritores, que delícia falar com eles, que honra!...

No mesmo dia, também tive o prazer de conversar com Tatiana Belinky, uma gracinha, tão velhinha já. Uma das melhores autoras de livros infantis.

Nunca percam a oportunidade de ter esse contato respeitoso com as pessoas que vocês admiram.

Porque um dia, pode ser tarde demais e vc vai se arrepender de não ter tentado!
(na foto acima, o autógrafo do Carlos Heitor Cony)

Economizar água

Você já deve estar cansado de ver: gente com o esguicho ligado, minutos a fio, usando a mangueira como se fosse vassoura.
Em 15 minutos de esguicho forte são gastos 279 litros de água.
Poupar esse volume todo do "ouro azul" não só vai diminuir a conta de água, como, o mais importante, evitar desperdício deste bem cada vez mais escasso no nosso planeta.
Calçadas, garagens e quintais não podem ser "varridos" com água. É preciso usar a vassoura antes, recolher tudo e depois usar um balde, de preferência aproveitando a água do enxágue da máquina de lavar.
Nos últimos meses, São Paulo enfrentou uma das maiores estiagens da história. É verdade, a poeira se acumula, incomoda, causa problemas respiratórios.
Mas eu apelo: não desperdice água...oriente também seus empregados e observe a conta de água, controlando sempre e tentando diminuir o consumo.
Queria que mais gente tivesse acesso a informações como essa, pois por mais que se fale e se divulgue, as pessoas teimam em não se preocupar com o assunto.
Um dia, vamos pagar caro por isso.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Ricaços mal-educados

Carro de gente rica não tem cinzeiro? É impressionante como os bam-bam-bans do trânsito, em seus Audis, Pajeros e Mercedes gostam de arremessar bituca de cigarro no chão. Abrem a janela e descaradamente "pluft" - lá sei vai o excremento de seu vício.
Ter dinheiro não tem realmente nada a ver com ter educação.

Aprender x praticar

Sempre fui inquieta, curiosa e sempre caminhei numa busca espiritual. A maturidade faz a gente ganhar discernimento. Felizmente soube distinguir o que é bom pra mim, do que não é.
Sem entrar em detalhes e sem querer ferir este ou aquele credo, pois levando a Deus, no qual eu creio, pra mim tá tudo bem.
Mas vejo, infelizmente, a mesma cena se repetindo, sempre. Pessoas arrogantes, vaidade, imposição de hierarquias e patotas se apossando de locais sérios, que começaram humildes oásis de assistência espiritual e fraternidade e acabaram virando verdadeiras empresas.
Num piscar de olhos deixa-se de encarar o ser humano ao lado como simplesmente um irmão em busca de desenvolvimento, progresso interior.
De repente, passa-se a julgar o próximo pela quantidade de cursos que fez, pelo tempo que frequentou, pela "galera" que conhece. Tudo se reduz a quantificar e comparar currículos e avaliar o outro de acordo com a "patota" à qual se pertence! Meu Deus...Tende piedade porque não sabem o que fazem.
Continuo na minha busca, através do conhecimento que pode ser obtido em qualquer religião/filosofia do bem e da paz; budista, por ex., que é linda...
De resto, gosto muito de três frases, que são bem conhecidas, mas pouco praticadas:
1 - "Que tua mão esquerda não saiba o que faz a direita" - São Mateus, VI: 1-4
2 - "Bem-aventurados os pobres de espírito" - São Mateus, V:3
3 - "Tudo o que sei, é que nada sei" - Sócrates
A humildade e a discrição são as chaves de uma busca bem-sucedida. Ainda que interminável.
O aprendizado está ao alcance de todos, em várias instituições. Difíceis são as pessoas e seu jogo de vaidades.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Junte-se a nós!

Abaixo, segue texto de minha amiga Odele Souza, do blog Flavia Vivendo em Coma.

O selo que vc vê à direita, feito pelo autor do blog Adesenhar, de Portugal, é a convocação para a Blogagem Coletiva para Flavia, programada para o dia 15 de Setembro de 2008, cujo tema será JUSTIÇA PARA FLAVIA. (como está escrito no selo de adesão)
Para participar, copie o código do selo ao lado que melhor se ajuste ao layout de seu blog e mantenha-o no seu sidebar. No dia da Blogagem transfira o selo para o início de seu post e escreva algo relacionado ao tema. Se preferir, copie na integra ou parcialmente um dos posts que estarei escrevendo nos próximos dias.Nesse caso, por favor, mencione que o texto é meu. Peço que por gentileza não usem termos inadequados ou ofensivos aos réus e juizes.
Os réus do processo pelo acidente causado à Flavia são :
JACUZZI DO BRASIL – fabricante que vendeu o ralo sem orientação técnica quanto à correta relação de proporção entre o equipamento de sucção e o tamanho da piscina onde foi instalado..
CONDOMÍNIO JARDIM DA JURITI - Av.Juriti,541 - Moema - São Paulo
Substituiu - sem orientação técnica - o equipamento de sucção da piscina. O motor de potência de 0,50 cavalos foi substituído por outro de 1,50 cavalos com potência superior em 78% o que deixou o equipamento superdimensionado e fora dos padrões de segurança, conforme perícia técnica anexada aos autos do processo de Flavia.
AGF BRASIL SEGUROS. – Seguradora do Condomínio.
Não pagou, quando por mim solicitada, o seguro de responsabilidade civil existente no condomínio, vindo a fazê-lo 1 ano e 11 meses após, mediante ordem judicial mas sem juros nem correção monetária.
Há quase dez anos, dei entrada na Justiça Paulista no processo de indenização por perdas e danos morais pelo acidente causado à Flavia. Há quase dez anos, luto na justiça pela condenação dos culpados. Até hoje os réus seguem impunes, e Flavia, já com 20 anos, segue vivendo sem a proteção que deveria - de imediato - lhe ter sido dada pela justiça que de tão lenta se torna uma justiça injusta.
Durante esses todos esses anos de batalha judicial, o processo de Flavia teve dois julgamentos. Em ambos nos foram concedidas indenizações de valores irrizórios, ínfimos, podendo mesmo serem considerados aviltantes, tendo em vista as gravíssimas sequelas que este acidente - causado por negligência de terceiros - deixou em Flavia. (*) Em novo e último recurso solicito à justiça, - agora em Brasília - indenização de valor adequado à gravidade deste acidente, para que Flavia possa ser cuidada - pelo resto de sua vida - com os recursos de que necessita para ter uma sobrevida digna. Há mais de um ano, o processo de Flavia teve autorização da justiça paulista para ser julgado em Brasília, em última instância. Há mais de três meses, essa decisão saiu publicada no Diário Oficial de São Paulo. Somente dia 14 de Julho de 2008, o processo de Flavia saiu do Tribunal de Justiça de São Paulo rumo ao Superior Tribunal de Justiça em Brasília. E lá, não sabemos por quantos anos ainda permanecerá.
Solicito sua adesão a esta Blogagem Coletiva. A união dos blogs em torno de um tema nos torna - a todos - mais fortes. Vamos juntos, escrever sobre a lentidão da justiça no julgamento de processos judiciais, deixando vítimas de acidentes graves, esperando por anos a fio pela punição dos culpados e por uma indenização coerente e condizente com a gravidade do dano que lhes foi causado. Vamos protestar contra essa lentidão, não só no Brasil, mas também nos países em que a justiça seja lenta. Somos todos irmãos.
(*) Nos dois julgamentos a indenização concedida pelos juizes de São Paulo foi em torno de 100 mil reais.=============================================================
Nota: Não tenho conseguido entrar em alguns blogs para copiar o nome e o linlk. Por isso peço que por favor, junto ao seu comentário de adesão, deixe sempre o nome de seu blog e o link. Caso você tenha aderido à Blogagem e seu blog não esteja na relação abaixo, por favor enviei um e-mail para odele.souza@gmail.com que imediatamente farei a devida inclusão. Obrigada.Confirmaram adesão à Blogagem Coletiva de Flavia, até agora: 82 blogs.

domingo, 3 de agosto de 2008

Amy Winehouse

Estou meio cansada de ver e ouvir as histórias de auto-destruição desta ótima cantora que tem álcool até no nome.
Gosto do visual dela, adoro a voz, o som é legal. Tinha tudo pra ser uma figura divina, uma diva da boa música. Infelizmente a mulher prefere jogar tudo pela janela e beber até cair, em público. Será que ela acha engraçado? Será que ela acha que vende mais assim? Será que ela só quer chocar os pais chatos? Sei lá.
Fico triste quando vejo tanto talento desperdiçado. Espero, de coração, que um dia ela tome mais vergonha na cara do que biritas.

sábado, 2 de agosto de 2008

Odele e Flavia na Record HOJE

Quero convidar você leitor a assistir o programa "O melhor do Brasil", hoje, na Record.
Há algum tempo postei aqui um texto sobre o drama de Flavia, que está em coma há 10 anos. Uma menina linda, que sabia nadar muito bem e estava acompanhada pelo irmão mais velho e um amigo, na piscina do condomínio onde morava, em Moema.
Num acidente que jamais poderia ter acontecido, num exemplo de negligência do fabricante do ralo da piscina e do condomínio, ela teve seus cabelos presos no ralo e entrou em coma irreversível.
Desde então Odele tem lutado pelos seus direitos, para que a Flavia tenha um mínimo de dignidade, apesar de todo seu sofrimento.
Fiz questão de conhecer Flavia pessoalmente. Peguei em suas mãos, afaguei seus cabelos e isso torna mais doloroso meu sentimento de impotência.
Embora aparecer na mídia não minimize a dor de Odele, é importante que se divulgue o fato, até porque uma de suas bandeiras é alertar outros pais e responsáveis, sobre o perigo escondido nas piscinas de clubes, centros de lazer, condomínios, residências.
Veja a reportagem. Divulgue. Se você tiver outros contatos na mídia em geral, repasse o caso, é uma excelente pauta jornalística. Junte-se a nós nessa luta.

Gatos - uma paixão


Nesse mês de agosto vai fazer 1 ano que ganhei minha gata siamesa, Jujú.

Vejo sempre uma certa magia na maneira como os gatos chegam até mim, especialmente porque sempre foram todos adotados.

Com a Jujú foi assim: eu tava procurando um bichano porque o meu anterior, Stitch, preto-e-branco, tinha sido cruelmente assassinado com uma paulada no focinho. Minha filha chorava sem parar, então fiquei meses procurando, na Cobasi, em feiras de adoção e até no Centro de Controle de Zoonoses. Nada. Eram gatos grandes e eu queria um filhote.

Num belo dia estava eu na casa de um casal de amigos queridos em Santo André e comentei sobre minha procura. Eles olharam um para o outro e lembraram de uma cunhada, dalí perto, que criava gatos. Meu amigo disse: "Liga pra ela porque acho que ela tem uma filhote lá agora e não pode ficar com ela". Liguei. Era uma siamesa. Em 10 minutos estávamos lá, ele e eu, com a gatinha no colo.

Existe todo um preconceito contra os gatos, que vem de séculos. Eram considerados os companheiros inseparáveis das bruxas e por isso mesmo foram lançados às fogueiras, junto com as coitadas. Os gatos também têm fama de egoístas, frios, independentes. "São apegados à casa, não ao dono".

Tudo bobagem. Engraçado que a maioria dessas frases tontas vêm de gente que nunca teve um gato na vida.

Os meus gatos sempre foram uns amores comigo. A Jujú, então, é carinhosa ao extremo. Vive perto de mim. Dorme comigo na cama, brinca o dia todo...é verdade que às vezes apronta, mas isso faz parte da divertida missão de cuidar de um gato. E ela é linda, absolutamente linda. Poucas sensações são comparáveis à de sentir aquele ron-ron no peito pela manhã.

Pena que a crueldade contra gatos aconteça ainda em enormes proporções. A Jujú fica presa em casa, mas outros costumam deixar seus gatinhos darem umas voltinhas e aí mora o perigo. Os bichinhos podem eleger algum jardim para lançar suas caquinhas e aí são vítimas de gente intolerante, que sequer avisa ao dono antes, mesmo que o gato tenha plaquinha com nome e telefone.

Nada justifica maltratar um animal, qualquer que seja ele.

Por isso guardo minha Jujú a sete chaves. Ela é minha preciosidade.
Por um olhar mais atento aos pequenos detalhes da vida