sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Bossa Nova em Sampa

Fui ontem às duas exposições sobre os 50 anos da Bossa Nova, que estão em cartaz no Ibirapuera.
A do Pavilhão da Bienal é muito fraquinha. Ainda bem que é de graça. Esperava ver modelos de roupa da época e deparei com uns trapos horrorosos do Ronaldo Fraga. Nada a ver. Depois, um monte de fotos e capas de discos...Eu adoro, mas se você for com crianças, por exemplo, esqueça. Um tédio.
Já a exposição da Oca é melhor. Legal a tecnologia de projeção nas paredes, com documentários e entrevistas. Mas o isolamento acústico das salas deixa a desejar e não se ouve bem os depoimentos dos artistas e pessoas ligadas ao movimento.
Outra coisa interessante é a projeção holográfica. Pareciam fantasmas, mas com um pouco de boa vontade você até acredita que Frank Sinatra, Elis e João Gilberto estão mesmo no palco. Eu esperava mais, porque a projeção é em branco e preto e as figuras aparecem pequenas. Mas me emocionei mesmo assim. Para o padrão brasileiro de exposições culturais, foi bom.
A câmara anecóica, completamente isolada do barulho exterior e que propõe silêncio absoluto por alguns instantes me deu claustrofobia. Ainda bem que as portas ficam destrancadas, porque eu tive que sair correndo!
Senti falta de objetos dos músicos...por que não um violão do João Gilberto? O chapéu Panamá do Tom Jobim? Alguns manuscritos de composição ou um vestido da querida Nara Leão? Aliás, dela, realmente havia muito pouco material. Ela merecia.
Bom, vale a pena ir à Oca. Tá acabando, vai só até dia 7/09. Os ingressos custam R$ 20, criança até 12 anos não paga e cliente Itaú tem direito a um ingresso grátis quando acompanhado de outro adulto pagante. Às terças, entrada gratuita.
Mas só abre a partir das 10 hs. Bem que podia abrir mais cedo. É preciso tempo para se esticar nos almofadões e apreciar com calma os vídeos de música e depoimentos.
AH! Não esqueça que agora tem Zona Azul pra estacionar dentro do parque Ibirapuera.

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