sábado, 2 de agosto de 2008

Gatos - uma paixão


Nesse mês de agosto vai fazer 1 ano que ganhei minha gata siamesa, Jujú.

Vejo sempre uma certa magia na maneira como os gatos chegam até mim, especialmente porque sempre foram todos adotados.

Com a Jujú foi assim: eu tava procurando um bichano porque o meu anterior, Stitch, preto-e-branco, tinha sido cruelmente assassinado com uma paulada no focinho. Minha filha chorava sem parar, então fiquei meses procurando, na Cobasi, em feiras de adoção e até no Centro de Controle de Zoonoses. Nada. Eram gatos grandes e eu queria um filhote.

Num belo dia estava eu na casa de um casal de amigos queridos em Santo André e comentei sobre minha procura. Eles olharam um para o outro e lembraram de uma cunhada, dalí perto, que criava gatos. Meu amigo disse: "Liga pra ela porque acho que ela tem uma filhote lá agora e não pode ficar com ela". Liguei. Era uma siamesa. Em 10 minutos estávamos lá, ele e eu, com a gatinha no colo.

Existe todo um preconceito contra os gatos, que vem de séculos. Eram considerados os companheiros inseparáveis das bruxas e por isso mesmo foram lançados às fogueiras, junto com as coitadas. Os gatos também têm fama de egoístas, frios, independentes. "São apegados à casa, não ao dono".

Tudo bobagem. Engraçado que a maioria dessas frases tontas vêm de gente que nunca teve um gato na vida.

Os meus gatos sempre foram uns amores comigo. A Jujú, então, é carinhosa ao extremo. Vive perto de mim. Dorme comigo na cama, brinca o dia todo...é verdade que às vezes apronta, mas isso faz parte da divertida missão de cuidar de um gato. E ela é linda, absolutamente linda. Poucas sensações são comparáveis à de sentir aquele ron-ron no peito pela manhã.

Pena que a crueldade contra gatos aconteça ainda em enormes proporções. A Jujú fica presa em casa, mas outros costumam deixar seus gatinhos darem umas voltinhas e aí mora o perigo. Os bichinhos podem eleger algum jardim para lançar suas caquinhas e aí são vítimas de gente intolerante, que sequer avisa ao dono antes, mesmo que o gato tenha plaquinha com nome e telefone.

Nada justifica maltratar um animal, qualquer que seja ele.

Por isso guardo minha Jujú a sete chaves. Ela é minha preciosidade.

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