segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Desperdício


...E lá se foi mais um "cidadão" desperdiçar a nossa água.
Foram 9 litros por minuto. Se ele tiver ficado 13 minutos nesse trabalho sem noção, foram 120 l.
Tudo isso pra lavar a moto do patrãozinho.
Que deve ser um ignorante elevado ao quadrado.

sábado, 27 de setembro de 2008

Ah, aqueles olhos azuis...


Não costumo falar de celebridades no meu blog, mas Paul Newman é um caso especial.
E ele morreu hoje.
Me lembro de assistir a história do boxeador Rocky Graziano, de mãos dadas com meu pai. Eu devia ter uns 9 anos. Minha mãe nunca teve paciência ou gosto por cinema, então eu ficava com meu pai na sala, até tarde, nos finais de semana, vendo filmes clássicos...incluindo os "spaghetti" com o Clint Eastwood no começo de carreira.
Outro com Paul Newman foi "Butch Cassidy and Sundance Kid", quando ele fazia par de galã com o Robert Redford...de novo, meu pai inspira minha lembrança, pois ele gosta muito da música de Paul Simon e Art Garfunkel, responsáveis pela trilha sonora do filme, que também é um clássico.A cena do clip foi uma das muitas do filme, que mais uma vez, assisti com meu pai.
Por último, preciso falar de "Carta de Amor".
Este filme é muito especial na minha vida. Primeiro, porque trata da vida de uma jornalista de impresso, que trabalha num jornal de Chicago. Eu tinha praticamente acabado de voltar de uma viagem para lá, quando vi esse filme.
Chicago é uma cidade que suplantou todas as minhas expectativas. Multi-cultural, cheia de museus maravilhosos, mil points culturais, acolhe gente do mundo inteiro (e nesse sentido é muito parecida com São Paulo), além de ser belíssima, com seus canais, pontes, cenários de muitos filmes da Grande indústria do cinema. Talvez por isso tenha uma das melhores cozinhas dos EUA, onde eu já tinha estado 2 vezes antes. Sofri com os "fast-food" e Chicago foi minha salvação.
Em "Uma carta de amor", Paul Newman faz o pai do Kevin Costner. Sapiência, calma...sábios conselhos. De bonitão pra bonitão. Características do personagem, talvez mesclados pela convivência com a dor, do próprio Paul: uma esposa morta por câncer anos antes e um filho morto por overdose de drogas. Aliás por conta disso o ator se engajou na campanha contra as drogas e abriu uma ONG de apoio à prevenção desta MALDITA destruidora de lares.
A temática do filme era grandiosa pra mim também, pois fala da superação do luto na vida de um homem. E a superação do luto é algo recorrente nas vidas de todos nós.
Aqui, quero deixar minha homenagem pro Paul Newman. Vai em paz, meu velho bonito, excelente e inesquecível ator.
Para sempre, inigualável.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

"Bullying" - humilhação ostensiva




Agora arranjaram um nome pomposo, mas o "bullying" sempre existiu.
A prática de humilhar colegas, com violência psicológica ou até física, tem sido assunto recorrente na mídia e eu acho bom mesmo, porque até então, estas situações aconteciam na obscuridade, sem que ninguém levasse a sério, criando gerações e gerações traumatizadas pela perseguição na escola ou até aumentando o índice de evasão escolar.
Estou falando de escolas especificamente, porque é o local mais comum...
E eu sofri na pele.
Não me venham dizer que isso é bobeirinha, que é "coisa de criança". Quem diz isso com um sorrisinho maroto no rosto, nunca foi trancado sozinho dentro de um banheiro sujo com um bando de gente do lado de fora assustando com palavrões e humilhações.
Eu fui.
Quem diz isso, nunca foi chamado de "cabelo de bombril", "italiana fajuta", "macaca".
Eu fui.
Quem diz isso, nunca passou pela humilhação de ficar sozinha num canto da classe todo dia, sempre "sobrando" quando os grupos eram formados para algum trabalho.
Eu passei.
Quem diz isso, nunca sentiu na pele o que é ser excluído, não sendo escolhido nunca para um time nas aulas de Educação Física.
Eu senti.
Sem falar nas dezenas de vezes em que crianças discriminadas, como eu fui, têm que assistir as aulas sob pressão psicológica, ouvindo cochichos de frases como "a gente pega ela na saída". Cansei de me sentir com medo nos horários de saída. Mas felizmente, sempre consegui sair das situações com maestria, enfrentando turminhas e ganhando no discurso inteligente - nunca na agressão física.
Houve um momento em que eu não queria mais ir para a escola e fui me isolando cada vez do resto da classe. Amigas? Pouquíssimas. Tenho péssimas lembranças da escola pública onde cursei o primário e o ginásio. Não gosto nem de passar em frente, hoje em dia.
Naquela época, nenhum adulto me dava ouvidos. Eu chorava sozinha e enxugava minhas lágrimas sozinha, sem que ninguém desse a menor bola. O que pode parecer bobagem, não é, em se tratando de uma criança de 8 anos, fase em que geralmente começa o problema.
Na maioria das vezes, eu sofria "bullying" por ser filha adotiva. Esse era o assunto preferido das "turminhas", sempre lideradas por alguém emocionalmente desequilibrada. A própria baixa auto-estima de certas pessoas as leva a sentir prazer em humilhar os outros. Não sou psicóloga mas deduzo que seja esta a causa principal.
Crianças e adolescentes sempre acham um motivo para humilhar um colega. Seja pelo cabelo, pelo nome diferente, por ter uma pinta no rosto, por ser magro, gordo, alto, baixo, por gostar de estudar, por ter boas notas ou por ter um hábito pouco comum. Conheço um menino de 11 anos que às vezes é chamado de "esquisito" na escola simplesmente porque gosta de ler durante o intervalo! É absurdo.
O preconceito racial também existe, óbvio e não só contra negros ou pardos. Um outro menino conhecido meu é filho de japoneses e é humilhado por isso. Num país como o nosso, formado por tantas etnias diferentes, esse tipo de situação é inadmissível.
E agora ainda existe, pra piorar, o Cyberbullying. A humilhação exposta na Internet. Faço um apelo aos pais, professores, diretores: fiquem atentos. Ouçam as queixas das crianças.
Não encarem isso como "fato normal" e corriqueiro. NÃO É! Crianças e adolescentes têm que aprender a respeitar as diferenças. Isso tem que começar em casa e a escola é o ambiente que representa uma micro-sociedade, local de exercitar cidadania e civilidade!
Eu estou me expondo nesse texto, simplesmente para tentar ajudar a sociedade a evitar que isso aconteça, porque o trauma é PARA A VIDA INTEIRA.
Humilhar uma criança é de uma crueldade SEM TAMANHO. Quem pratica isso ou quem é conivente com a situação, ainda que se omitindo, precisa se conscientizar de suas responsabilidades.
Porque muitas vezes, a tal "bobeira de criança" acaba em tragédia.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Eleições: manipulação máxima

Tenho evitado tocar no assunto Eleições aqui no blog. Mas não posso deixar de dar meus pitacos no que vejo nessas eleições. Mais precisamente na propaganda dos candidatos.
Marta Suplicy: queria saber se a propaganda dela visa expor idéias ou estimular uma luta de classes. O que diabos significa "O metrô não é só pra eles, é pra nós também"? Quem seriam "eles"? O metrô não é interesse de toda a população, ricos, classe média ou pobres? Ou será que os ricos não pegam metrô quando estão em Nova Iorque ou em Paris?
O que São Paulo menos precisa, no atual estado de coisas, é de divisão e preconceito. Marta estimula o preconceito ao contrário. No rádio, predomina locução de sotaque nordestino. Mas, curiosamente, na propaganda de TV o povo que aparece não é o povo de São Paulo. Gente loira, ou de cabelo lisinho, ou o vovô bem vestido...um mais moreninho aqui, outro alí, só pra disfarçar. Quanta hipocrisia.
E a Soninha? Soninha até que é gente boa. Já estive com ela em algumas ocasiões, é uma pessoa coerente. Mas não diz a que veio, na sua propaganda. Não fala de uma proposta sequer. Assim fica difícil, por mais boa vontade que eu tenha.
Kassab é de um apelo rasteiro que beira o insuportável. Ao prometer que não haverá aumento de ônibus, se aproxima do velho político que faz comícios num coreto em frente à igreja. Seis meses sem aumento de ônibus no próximo ano? Preparem-se para uma greve daquelas!
E aquele fulano que diz: "Tô contigo, Maluf!" ?
Quanta antipatia...asqueroso...ele que vá ficar com o Maluf mesmo. A gente fornece o travesseiro e o cobertor, se ele quiser.
Ah, em quem eu vou votar? Meu voto é secreto, gente. Isso é democracia!
PS: vejo hoje no jornal fotos dos candidatos que ontem, "Dia sem carro" (humpf...) andaram de ônibus pela cidade. Que engraçado...pela foto se percebe que pegaram ônibus novinhos, limpinhos, fora do horário de pico.
Pura coincidência, com certeza.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Sou Sacisóloga!


Que "raloim" que nada...
Comunico a todos que a partir de hoje, com muito orgulho, sou membro da "Sociedade dos Observadores de Saci" - Sosaci, com sede na pequena São Luís do Paraitinga, interior de SP.
Não por acaso, cidade vizinha a Taubaté, do meu herói preferido, Monteiro Lobato.
O pessoal da Sosaci conseguiu oficializar a data de 31 de outubro como o "Dia do Saci e seus amigos".
Nos últimos anos, a mídia quis nos empurrar, goela abaixo, a adoção do tal "Halloween" americano. O que diabos a gente tem a ver com isso? Nada!
A Sosaci também luta para que a CBF adote a figura do Saci como o mascote da próxima Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil. Nada mais justo!
E por falar em Monteiro Lobato, começa no mês que vem a temporada do fruto que dá nome a esse blog: Jabuticaba.
Em breve novo post a respeito. Nem preciso dizer que jabuticaba é minha fruta preferida.
E ploct, pluct nhoc.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Esmola no farol? NÃO!

Matéria da rede Globo hoje mostrou uma realidade, mas não uma novidade.
Pedintes de esmola nos semáforos de São Paulo usando o dinheiro para o consumo de drogas, na região que tem se destacado por ser a "Nova Cracolândia", perto da recém-inaugurada ponte Estaiada, no Brooklin.
A reportagem flagrou um adolescente, deficiente físico, as pernas completamente tortas, percorrendo a avenida numa cadeira de rodas. Obviamente ganhou a compaixão de vários motoristas e recebeu alguns trocados.
Em seguida, juntou-se a um pequeno grupo de moradores de rua e consumiu vários cigarros de crack.
Isso é pra gente aprender: esmola nos semáforos, NÃO!
Porque de duas, uma: ou você ajuda a sustentar algum marmanjo que explora crianças, idosos e deficientes físicos ou você contribui financeiramente para a próxima morte por overdose de drogas.

domingo, 14 de setembro de 2008

Justiça para Flavia

Imagine uma tarde gostosa de calor...uma linda menina de 10 anos, que nada muito bem, se divertindo na piscina do seu condomínio.
Numa fração de segundos, ela mergulha e seus cabelos ficam presos no ralo da piscina. A força é tamanha, que ela não consegue se soltar. A falta de oxigênio afeta o cérebro, irreversivelmente.
Numa fração de segundos, todo seu futuro se esvai.
O coma. 10 anos em coma. Nada mais a fazer.
Nada mais a fazer?
Não. Muito a fazer. Conheça a história de Flavia. Entre na luta.
Juntos, temos muito a fazer. Divulgar a luta de sua mãe Odele. Exigir mais segurança nas piscinas de condomínios e parques aquáticos. Pense por exemplo na quantidade de ralos num parque como esse, cheios de piscinas...existe fiscalização? Manutenção, segurança de algum tipo? Qualquer um de nós pode ser vítima de um acidente como esse.
Quem será o próximo?

http://www.youtube.com/watch?v=ox240cDuhC8

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Reciclagem de cérebro

É óbvio que estou falando de reciclagem, mas do jeito que as pessoas ainda não têm consciência ecológica, acho que é preciso divulgar a necessidade de reciclar o cérebro também.
Eu separo o lixo reciclável do orgânico há bastante tempo.
No meu bairro a coleta seletiva acontece apenas uma vez por semana, o que acho pouco.
Então não espero e levo todo o material, devidamente separado, para os pontos de coleta do grupo Pão de Açúcar. Lá até o óleo de cozinha usado é aproveitado também. Basta vc acondiciona-lo em garrafas PET.
Gosto muito, porque os contêineres são grandes e sempre há um ajudante, membro das cooperativas cadastradas, que cuidam de separar o lixo adequadamente em cada recipiente.
Um desses ajudantes é o seu Mauro, do Pão de Açúcar da av. Santo Amaro.
E não é que ele tava muito bravo (pra não dizer aquele palavrão, pois sou moça muito educada) outro dia, pois se viu obrigado a separar fraldas sujas e papel higiênico, bem como garrafas com restos de leite de coco cheias de vermes.
ECA!
Ele estava indignado e COM TODA A RAZÃO.
Mas vamos por partes. Já é uma grande coisa que o povo esteja começando a separar o lixo reciclável do orgânico.
Agora, cabe a nós, defensores do Meio-Ambiente, contribuirmos também na conscientização das pessoas acerca da boa prática de reciclagem.
Misturar orgânico com reciclável, jamais.
E passar uma aguinha nos recipientes antes de separa-los, não custa nada, gente.
Seu Mauro agradece.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Show infernal

...E do jeito que tá a coisa lá no Credicard Hall, com gente se atropelando em fila, falta de ingresso pro show da Madonna e o mal-tratamento dado pelos funcionários, essa casa de show deveria mudar o nome para

CREDICARD HELL !!!

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

"Mil carrinhos e um avião..."




















Não, não, nada a ver com aquela música da Bossa Nova, "Samba do avião".

Nossa aviação tá virando um samba sim, mas do crioulo doido.

Acabo de tirar essa foto de mais um avião acidentado, desta vez um bimotor, na beira do aeroporto de Congonhas.

Eu cresci e moro muito perto desse aeroporto. Me acostumei a assistir às aulas na pequena escola estadual da vizinhança, volta e meia interrompidas pelo barulho dos motores.

Mas medo, nós moradores, nunca sentimos.

Só que a coisa tá ficando brava...pouco mais de um ano e meio depois do trágico acidente da TAM, lá vamos nós outra vez perder o fôlego.

E dessa vez não tava chovendo. Não tem desculpa pra pista escorregadia.

Dentro do avião, apenas feridos, felizmente.

E nós, do lado de fora, com o coração na boca. De novo.

Foto: Paula Calloni

Ingressos pra shows: sempre uma zona!

Entra show, sai show e os problemas de organização na venda de ingressos continuam. Agora é pro show da Madonna.
Sem falar no quanto nós, público, somos mal-tratados nas casas de espetáculos. Mas como a concorrência ainda é pouca aqui em São Paulo, ficamos sem muitas opções.
Pelo sempre exagerado preço dos ingressos, eu particularmente prefiro gastar meu dinheiro numa pousadinha à beira-mar, tomando um choppinho.

Chega de Saudade

Estou completamente apaixonada pelo filme "Chega de Saudade", de Laís Bodanzky, que aluguei ontem, em DVD. É seu segundo longa-metragem, bem diferente do primeiro, "Bicho de Sete Cabeças", que também me tirou o fôlego. Como naquele, o roteiro é de Luiz Bolognese, marido de Laís.
Sem a tensão da temática anterior, Laís se viu na pressão de filmar em apenas cinco semanas, com um enorme elenco de apoio formado pelos frequentadores da "Sociedade Beneficente União Fraterna", que fica na Lapa, cenário do longa.
"Chega de Saudade" é uma delícia. Mostra um dia numa casa de danças tradicional de São Paulo, onde pessoas, digamos, mais "maduras" se divertem dançando, bebendo e namorando com muita classe e estirpe!
É da minha natureza o interesse pelo diferente, pelo inusitado, a curiosidade pelos ambientes novos e pela observação minuciosa do universo de sentimentos e emoções de cada pessoa.
E este filme, além de ter nome de uma música que não sai da minha cabeça, reúne tudo isso: um mundo novo, a preocupação com os detalhes - do olhar da viúva que adentra o salão até o fio desencapado da caixa do operador de som. Do porta-cerveja de isopor até o dançarino jovem, pago para agradar senhoras desacompanhadas.
Acho que a maioria dos atores filmou quase sem maquiagem, já que as rugas, marcas do tempo, eram fundamentais.
O elenco é maravilhoso. Uma sucessão de atores-surpresa, que vão aparecendo e que não vou contar quem são, pra não perder a graça. Quem aprecia o bom cinema, vai perceber.
Bem sutilmente, uma pitadinha aqui, outra alí de dramas existenciais, mas nada que impeça seu pezinho de ficar parado. Porque a trilha sonora, de grandes sucessos do forró, da gafieira, do bolero, tem participação de Elza Soares, sempre divina. E ganhou o Prêmio Contigo de Cinema, no último dia 21.
Os extras são muito bons também: making-off, que adoro sempre ver, fotos, depoimento imperdível de Laís e até aulas de dança com J.C.Violla. Você pode até arriscar uns passinhos...
Aliás, com licença, vou me matricular numa escola de dança hoje mesmo.
Bom filme pra vocês!

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Atenção: blogagem coletiva

Está chegando a hora: blogagem coletiva, dia 15 de setembro, pela causa de Flavia Belo, que está em coma há 10 anos e conta com sua mãe, uma lutadora, um símbolo de enfrentamento pela garantia de seu direito a uma vida minimamente digna. Vamos apoiar! Junte-se a nós!
Conheça a história de Flavia...que podia ser a sua...ou de seu filho...
Colocar-se no lugar do outro; mobilizar-se.
Já não é sem tempo, povo brasileiro.
Por favor repassem a informação e o link de Flavia.
Por um olhar mais atento aos pequenos detalhes da vida