terça-feira, 28 de outubro de 2008

Teatro: "Confissões das mulheres de 30"


Onde: Teatro Folha
Até 14 de dezembro - NÃO PERCA


Atenção: esta não é uma crítica isenta. Vou só elogiar a peça porque eu gostei demais, ora essa, o que posso fazer?
No sábado fui assistir a "Confissões das Mulheres de Trinta". Achei melhor ir rapidinho, depois explico o porquê.
Eu queria muito ver a peça porque sou tiete, fã incondicional da série “Mothern”, da GNT e as atrizes Camila Raffanti, Melissa Vettore e Juliana Araripe protagonizam o espetáculo. Só faltou Fernanda D’Umbra, mas ela é a diretora. E dá uma canja com sua voz linda, anunciando os patrocinadores antes do início.
A princípio achei o tempo da peça meio curto: 60 minutos – e a gente sabe que ingresso de teatro não costuma ser barato. Depois, achei que seriam 3 mulheres sentadas num banco o tempo todo, falando mal de homens...aí pensei melhor e saquei que 60 minutos dava e sobrava.
Primeiro engano: não era um banco, era uma mesa. E o que elas fazem naquela mesa...
Segundo engano, ledo engano: a peça não é “parada”: as meninas de 30 não param um minuto. Aliás, a Sociedade de Ortopedia adverte: não tente imitar a “metralhadora giratória” de Camila Raffanti.
O cenário é o palco. E a mesa. E só.
Se você precisar prestar atenção a alguma coisa mais além da beleza das atrizes e suas excelentes interpretações, repare no figurino, de Marina Reis. Talvez eu estivesse com um chopp a menos, mas em certo momento vi uma saia se transformar num lago cinza e triste ao pés de Melissa Vettore...
Ainda o figurino: legging e blusa de alcinhas, pretas, de base, mil peças versáteis por cima a cada entrada. Faixas, flores, detalhes que dão a cara a cada personagem, que são muitas: tem a casada, a ficante, a recém-divorciada, a solteirona convicta e a outra, nem tanto assim.
Mesmo que as belas incorporem várias mulheres com um talento de tirar o fôlego, achei que haviam traços predominantes em cada atriz. Juliana me pareceu o tipo sedutora quase o tempo todo, Melissa é de uma graciosidade ligada no 220 e Camila, com suas expressões faciais impagáveis, não deixa ninguém sério por mais de 10 minutos.
A fórmula básica é muito dinamismo e um quê de transtorno -bipolar. Você ri na maior parte do tempo e fica com a pulga atrás da orelha em outros.
Sem querer comparar, mas exatamente como em “Mothern”, nós mulheres nos vemos um pouquinho em cada personagem. E isso dá um alívio que vocês nem imaginam!...
Detenha-se na cena final. O posicionamento de palco das três, uma imagem congelada, a luz perfeita...Uma fotografia no tempo, inesquecível...
Foi um belo presente de aniversário, dado pelo meu amigo-amado-amante. Seguindo o conselho ao vivo das "confessoras", não vou fazer muita propaganda porque o dito cujo é um cavalheiro, espécie atualmente em franca extinção no universo masculino.
Irônica e poeticamente, foi a última peça dos meus trinta...fiz quarenta anos ontem. Buáaaaaaaa!!!!!!!!!

3 comentários:

Su disse...

Eu quero ver, parece ser imperdível!!!!!



*Tem presentinho pra vc lá no meu porto!!! Beijos

Juliana disse...

Fiquei muito feliz com seus comentários sobre a peça...
E a propósito, você não parece ter 40, viu?
Grande beijo, Juliana Araripe.

Carla disse...

Tá com a moral alta em amiga! Parabéns!!!
Tb vou ver a peça depois desses comentários...
Tenho três anos pra curtir os trinta...já já viro loba! ahahaha
Bjão

Por um olhar mais atento aos pequenos detalhes da vida