quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Caso Sean

Minha opinião sobre o caso Sean é a seguinte: embora tenha apenas 9 anos, deve ser dele a palavra final.
Eu acho que as pessoas envolvidas, familiares e ministros, estão ocupados demais com suas guerrinhas de ego, seus conflitozinhos de poder, esquecendo-se de que quem vai arcar com as piores consequências psicológicas dessa batalha campal é a criança.
Se esse povo tivesse sensibilidade, bastaria fazer como devemos fazer com qualquer criança, numa situação difícil...simplesmente dobrar os joelhos, abaixar-se à altura dela, de modo que possa olhar nos olhos do adulto, que lhe perguntará: "O que VOCÊ prefere?".
Assim. Só isso. Porque a melhor resposta geralmente aparece da maneira mais simples.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Calçada não é lixeira!


A foto acima foi tirada na esquina das ruas Jesuíno Maciel e República do Iraque, no Campo Belo, zona sul de São Paulo.
Quando é que o povo vai parar de achar que calçada é lixeira? Observando as árvores próximas, não me pareceu que os galhos pertenciam a alguma delas, resultado, talvez, de uma poda da Prefeitura. Até porque as podas autorizadas têm seus resíduos recolhidos pelo próprio caminhão da Prefeitura.
Enquanto o governo municipal não esparramar fiscais que multem no ato esse tipo de contravenção, vamos continuar com o lixo tornando as calçadas intransitáveis e entupindo as bocas de lobo. E dá-lhe enchente!
Ou então que a Prefeitura instale em pontos estratégicos latões de lixo nos quais a população possa despejar entulho e outros resíduos.
O que não dá pra engolir é mais uma taxa, dessa vez "de drenagem", que a secretária Dilma Pena quer implantar em São Paulo.
Até porque quem pagaria seríamos nós, junto à taxa de esgoto e água. É preciso mais competência dos governos para impedir a ocupação irregular das áreas de drenagem junto aos córregos e rios da cidade, isso sim.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

As ditas pulseiras "do sexo"

Eu ia saindo de um consultório médico há uma semana, quando deparei com uma barraquinha de camelô, onde várias pulseiras coloridas de plástico eram vendidas a R$ 2 o pacote.
Sem pestanejar, levei dois pacotinhos para minha filha, de 10 anos.
Agora vejo na mídia essa polêmica toda em volta das pulseiras, que teriam surgido na Inglaterra como parte de um simbológico jogo sexual.
Todas as colegas da minha filha estavam usando. Não costumo levar meus filhos a adesões por pura moda ou porque "todo mundo usa, todo mundo faz". Mas nesse caso, as pulseirinhas são uma graça e estimulam uma vaidade infantil, até aquele momento, saudável, sob meu ponto de vista.
Depois que as reportagens sobre o tal código sexual implícito pipocaram pela mídia, as colegas e minha filha suspenderam o uso. Conversei com ela e deixei claro: "Você e suas amigas não têm idade pra certas coisas e não estão usando com essa intenção. Eu sei disso, você sabe disso, então fica a seu critério".
Porque a malícia está na cabeça de quem vê. Minha filha não anda sozinha na rua, não está exposta à ação de pedófilos, não acessa sites impróprios, que não conheço (temos um bloqueador no nosso PC)e sempre foi instruída com os velhos conselhos que todos os pais sempre deram: não aceitar presentes de estranhos, não conversar com quem não conheça, não deixar que passem a mão pelo corpo dela etc etc. Sem neurose mas de uma forma sensata e esclarecedora.
Eu acho que se os pais tomam esses e outros cuidados, não é uma pulseirinha que vai facilitar uma abordagem pedófila ou expô-la a algum perigo concreto. Bobagem.
Crianças com sexualidade precoce são vítimas de uma educação sem critério a partir de casa.
Ao que parece, as mães das amigas da minha filha tiveram o mesmo tipo de conversa com suas crianças.
E 4 dias depois da polêmica, gerada pelas reportagens, as meninas voltaram a usa-las.
Se os ingleses vêem alguma conotação sexual nesse acessório...bem, o problema, é deles.
Depois de publicar esse post, descobri que a colunista Rosely Sayão, da "Folha", pensa como eu. Quer ouvir? Clique AQUI.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Fran's: café "Mãos ao alto"

Aconteceu mais um assalto a uma das lojas da rede Fran's Café. O primeiro foi em Moema, agora foi na Vila Mariana.
Ao que parece, uma quadrilha tem escolhido a rede por conta do tipo de frequentadores, munidos de notebooks, celulares e outros ítens caríssimos.
Mas e o direito de ir e vir? E o direito à segurança? Se a segurança pública não dá conta, que a rede providencie segurança particular.
Óbvio que o custo será repassado aos preços para o consumidor final.
Que pelo menos o Fran's acrescente algo diferente no cardápio.
Que tal um café gelado especial (na temperatura em que a gente fica quando com uma arma apontada à cabeça), incluindo um biscoitinho alusivo (pode ser um 38 coberto de chocolate) ou um vale pão-de-queijo pro bandido...o nome do drink poderia ser "Café mãos ao alto", por exemplo. Claro, teria que vir obrigatoriamente com canudinho. Porque ou a gente levanta o copo ou os braços. Os dois ao mesmo tempo, é impossível.
Esses caras não entendem nada de Marketing...tsc tsc tsc tsc...

domingo, 6 de dezembro de 2009

Dê futuro, não dê esmola

O título acima é o slogan usado pela Prefeitura de São Paulo na campanha contra a exploração de mão-de-obra infantil nos faróis da cidade.
A situação está ficando insuportável. Além do aumento do número de crianças, juntam-se a estas os deficientes físicos, os vendedores adultos e os mendicantes em geral.
Evito comprar o que quer que seja nos semáforos, não só porque estaria mantendo esse estado de coisas, como por uma questão de segurança.
E se eu fosse você faria o mesmo. Clique AQUI e veja os dados da última pesquisa sobre o quanto as crianças "de farol" arrecadam nessa época do ano: até 2 mil reais por mês! Ou seja,quem compra ou dá dinheiro em farol está sendo CÚMPLICE da exploração de mão-de-obra infantil, crime, de acordo com o ECA, no qual deveriam ser enquadrados os pais dessas crianças e toda a parentaia por trás do esquema.
A informação sobre a pesquisa me foi gentilmente passada por e-mail pelo âncora da CBN, Milton Jung, a quem agradeço.
Logo abaixo, neste blog, você encontra um post que escrevi sobre o uso de cola e drogas pelas crianças de rua. Que os "altruístas" motoristas doadores de esmola também estão estimulando, involuntariamente.
Enviei a foto para a CBN e ela foi publicada na seção "Repórter ouvinte".

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

No meio do caminho havia uma lata de cola


É incrível a quantidade de vantagens de uma boa caminhada. A mais óbvia é a saúde física, mas a mental também ganha muito, porque a gente "acorda" vários sentidos ao mesmo tempo.
Conhecemos pontos da cidade nos quais dificilmente teríamos prestado atenção de carro. Descobrimos cantinhos novos, sebos, lojas, serviços diferentes que podem ser bem úteis a qualquer hora.
Hoje por exemplo, resolvi voltar a pé da academia, onde faço boxe, três vezes por semana. Foi mais ou menos uma hora andando, de lá até minha casa. Logo no início do trecho resolvi entrar num empório de hortifruti, desses pros quais ninguém dá nada. Mas lá dentro, havia muito mais do que mangas e laranjas-bahia.
Iguarias japonesas: toda sorte de conservas, de gengibre, de nabo, cogumelho shitake - que eu faço com macarrão - hummmmm...
E numa gôndola de congelados encontrei Blueberries, ou Mirtillo, como chamam também. Confesso que me decepcionei um pouco com o gosto. Nossa velha amora tem muito mais sabor. Mas vou usar a frutinha escura numa calda para sorvete.
O Mirtillo tem propriedades que favorecem a longevidade. Bom, será que sai tão caro assim ser jovem para sempre? Porque custou R$ 9 o pacotinho com 200 gramas. Afe...
Continuei andando, fortalecendo minhas pernas e articulações, o que é de graça.
No final do viaduto da av. Vereador José Diniz, uma imagem triste, que vocês vêem acima. Mandei para a CBN mas não sei se aproveitaram. Talvez tenham dito: "Ora, o que tem demais uma lata de cola denunciando que foi cheirada por um pivete?"
E eu me pergunto se não mora aí mesmo o problema. Estamos nos acostumando demais com o que está errado.
Damos esmola no farol e ajudamos as crianças a comprarem cola e pedras de crack. Damos esmola para nos aliviarmos da culpa por não brigarmos por esse problema. Porque somos passivos demais. Conformistas. A frase predileta do brasileiro é: "Ah, não adianta reclamar, é assim mesmo".
Não, não é assim mesmo porque meus filhos não pedem esmola, nem cheiram cola. Então a vida de uma criança não pode ser entregue tão facilmente assim, de mão beijada. Estamos perdendo pequenos seres humanos como se eles não valessem nada.
Provalmente a criança que se drogou ficou tão "louca", que esqueceu a blusa e o saco de comida que ganhou de alguém. A maçã mal estava mordida.
Confesso que isso estragou a alegria da minha caminhada. Tirei a foto e saí pensando na música do Chico Buarque, "Meu guri".
Nossos guris estão cheirando cola adoidado. Estão se drogando e não conheço nada mais chocante do que uma criança sob efeito de drogas, imagem que vemos facilmente debaixo de viadutos, na praça da Sé e outros pontos lindíssimos de São Paulo e do resto do Brasil.
E não fazemos nada para impedir isso.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Amazônia: encantos da culinária


Dona Brazi, com o chef Atala, dando suas lições de culinária pra uma platéia de queixo caído e muita, muita fome!


A cidade de São Gabriel da Cachoeira (AM) tem o primeiro prefeito indígena do Brasil, o Pedro Garcia (PT). Tem também uma quituteira de primeira linha, Dona Brasi, convidada do chef Alex Atala no debate sobre a influência da cultura indígena na culinária brasileira, que aconteceu na livraria Cultura, no último domingo.
E é claro que eu não podia perder.
Não é muito fácil achar os ingredientes da cozinha amazonense aqui em São Paulo. Além disso, verduras, ervas, temperos, caldos e peixes da região Norte são cheios de mistérios e encantamentos, manhas e segredos, que estão nas mãos de poucos. Como nas de dona Brasi.
Essa auto-intitulada costureira, de sangue indígena, trocou os panos pelas panelas. Costura agora sabores, inventa pratos novos sem perder o gosto da "comida de índio", que ela foi proibida de servir nas feiras de Belém do Pará, há alguns anos. "Me disseram que lá eu tinha que servir comida de branco, comida de turista", ela conta, de um jeitinho manso e tão cativante que dá vontade de ser um de seus vizinhos, nem que seja por um dia só. Estes, têm o privilégio de degustar suas iguarias e experimentos sem restrições, o ano inteiro, enquanto o turista comum se restringe ao velho Tacacá no tucupi, vendido em qualquer esquina de Belém.
Nada contra o Tacacá, nem o Pato no tucupi...Mas dona Brasi, ou Josefa Gonçalves de Andrade, sabiamente, acrescenta frutas e raízes diferentes ao seu molho, que acompanha os peixes, base da alimentação de São Gabriel da Cachoeira, que fica a 858 km de Manaus.
Alex Atala, ao lado de d.Brasi, exaltou a riqueza da culinária amazonense, numa frase: "O cozinheiro tem duas grandes dúvidas na vida: quando não tem nada pra preparar ou quando tem muita coisa fresca. No Amazonas eles têm sempre muita coisa fresca e ainda por cima,uma grande diversidade de ingredientes".
O chef Atala chegou pra almoçar na casa de d.Brasi, um dia, assim, quase sem aviso. Três meses depois a convidou para vir a São Paulo.
"O que vou fazer em São Paulo, na terra dos brancos?" - ela perguntou.
Muita coisa, dona Brasi. Ensinar que a formiga Saúva é muito mais saborosa que a Maniwara e é um ótimo acompanhamento nos molhos para peixes. Que existe o tucupi preto, chamado "Kinhapira", um pouco mais concentrado e com gosto forte. Que a Piraíba e´a espécie mais abundante de peixe na região e fica ótimo com um creme de polpa de pupunha. E que uma palestra pode ser finalizada com uma frase que só aumenta nossa água na boca:
"Se a comida não tem aparência boa, nosso estômago não recebe com alegria".

Pra vc que não é vizinho de d.Brasi, mas quer ser encantado pelos sabores amazonenses, vão aí duas dicas:

De Alex Atala
Restaurante Tordesilhas - Jardins
Bolinho de pernil em imersão de Tucupi, Pirarucú fresco, Tacacá - quer provar?
Então clique aqui e tenha todas as informações.

Desta humilde blogueira
Bufê de comida amazonense, de tudo um pouco, pra você fechar os olhos e se sentir no meio da floresta. Clique AQUI!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Vai um pastel aí?


Na última quarta-feira não tinha a menor vontade de cozinhar e já que estava perto, resolvi experimentar o segundo melhor pastel de feira da cidade, conforme o concurso realizado pela Prefeitura de São Paulo em setembro, com 731 candidatos.
Algumas voltas na quadra e logo avistei a barraquinha da família Yamashiro, em Moema, esquina da Bem-te-vi com a Arapanés. Concorridíssima.
Observe a foto e fixe bem esse uniforme: blusa preta, avental vermelho. Qualquer outro é enganação.
Tenho um problema muito sério com cardápios. Escolher é sempre muuuito difícil. Pra pedir pizza, outra paixão, levo umas duas horas.
Com o pastel não foi diferente. Mas resolvi pedir o de "Jabá com Jerimum" (termos nordestinos, respectivamente carne-seca e abóbora).
Meninos e meninas...aquilo é TUDO. A abóbora é a japonesa, chamada "Kabotcha", que vem cortada em fatias bem fininhas, incorporadas à carne-seca, que de seca não tinha nada.
O recheio molhadinho preenchia todo o pastel, de ponta a ponta, envolto por massa sequinha e crocante, como só os pasteleiros de São Paulo sabem fazer.
Por mim só esse pastel já merecia ter ficado em primeiro lugar. Que aliás é o pastel da Maria, filha do próprio sr.Yamashiro.
Se não puder ir até Moema numa quarta, tente o domingo, onde eles estão na feira da rua Mario Lopes Leão, em Santo Amaro. Vale a viagem, MESMO.
Semana que vem vou experimentar o campeão. Por puro dever profissional!

sábado, 21 de novembro de 2009

Geisy e Mahmoud: acordo sobre o Oriente Médio?



No próximo dia 23 desembarca por aqui o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad.
Ontem ouvi Lula dizer que a paz no Oriente Médio deve ter a ONU à frente e não os EUA.
Ora essa, então porque estamos a nos meter de novo numa encrenca que não nos diz respeito? O que o presidente está pensando? Que vai levar o cara pra comer um pastel na esquina e vão resolver tudo entre um gole de caldo de cana e outro?
Lula, meu caríssimo presidente, que eu não elegi: pare de olhar para Meca e olhe para o Rio de Janeiro.
Mas já que a besteira é inevitável, eu tenho uma sugestão muito importante para o presidente do Irã: não deixe de incluir em seu roteiro pelo Brasil uma visitinha à UNIBAN.
Quem sabe uma palestra elucidativa sobre bons costumes e os trajes adequados que uma mulher dita "decente" deve usar para assistir as aulas?...
Ou talvez um encontro entre Geisy e Mahmoud? Podemos estar diante do ingrediente que falta num acordo de paz no Oriente Médio!
Eu sou um gênio mesmo. Uniban, contrate-me como assessora de imprensa imediatamente!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Rede de amigos contra as drogas

Vou pegar carona no meu post sobre o avanço do crack e dar um testemunho como mãe. Quem sabe assim posso contribuir um pouquinho à formação de uma cultura de pais contras as drogas.
Neste final-de-semana recebi em casa dois amigos do meu filho mais velho, que tem 12 anos.
Fiquei pensando no quanto é importante esse hábito de receber amigos dos filhos em casa. Meu filho é colega deles deste os 8 anos. Já conhecemos os pais, o jeito das crianças, os temperamentos...E eu acho isso importante: inconscientemente, acabamos criando uma rede de "vigilância" mútua.
Não somos amigos íntimos dos pais, mas de certo modo, temos alguma segurança, de que há liberdade para relatarmos - uns aos outros, os pais - qualquer estranhamento de comportamento, qualquer "algo errado" que apareça, no meio do caminho.
Estamos começando a soltar as rédeas e passeios no shopping, sem os pais, já fazem parte do cotidiano.
Eu ainda era criança, mas lembro bem dos bailinhos na casa dos pais. Isso não existe, agora é balada, em danceterias, algumas especiais para menores, sem oferta de álcool e nos horários adequados.
Mas eu apelo: pais, conheçam os amigos dos seus filhos. Embora exija algum esforço, trabalho...recebam as crianças em suas casas. Não há segurança maior do que conhecer quem é amigo do seu filho. Somos todos pais, afinal. Ou como numa placa em que li, inesquecível, certa vez:
"As mães, são mães de todos os filhos...e os filhos, são filhos de todas as mães".

sábado, 14 de novembro de 2009

Obrigatório!


Esqueça aquela entrevista antiga de miss dizendo que seu livro preferido foi "O pequeno príncipe".
Mais do que um livro pra gente de cabeça oca, minha dica pro seu fim-de-semana é a exposição "O Pequeno Príncipe" - na OCA. Ops...
Alí no Ibirapuera, onde ficava o antigo museu da Aeronáutica (aliás, alguém pode me dizer para onde foram os aviões??) - ironicamente acontece a exposição sobre o livro mais famoso de um piloto de avião.
Fui com uma amiga jornalista, que, muito sábia, decidiu que aproveitaríamos bem mais se seguíssemos as orientações de uma monitora - alô tia Fernanda, está me ouvindo?
Dica maravilhosa, de fato.
Pra você que leu o livro, a visita monitorada oferece a chance de relembrar os trechos mais importantes da obra. Para você que não leu, eis um grande estímulo.
Li esse livro quando eu tinha uns 10 anos. Li pela segunda vez aos 12. Li pela terceira vez aos 15. Não sei quantas vezes mais vou reler. O fato é que ele se mantém cada vez mais atual - grande lance das grandes obras de arte.
As metáforas, os paralelos com a realidade, são incrivelmente proveitosos, ao longo de toda a sua vida.
Acredite em mim: sem "O pequeno príncipe", você só sacou 1/5 do necessário sobre a vida e a complexidade humana.
As instalações, de Daniela Thomas, deixam um pouco a desejar principalmente no quesito SOM. Muito ruim e se não fossem as explicações da monitora, você fica boiando, ainda mais se não tiver lido o livro.
Também achei uma pena a opção de deixar a parte documental (originais, ilustrações do autor e até o bracelete dele) relegados ao último andar da Oca. Fique esperto, guarde fôlego e não deixe de subir, até o fim.
Afinal, você é responsável por aquele que cativa.
E Antoine de Saint-Exupery me devia essa. Convencer-me a subir rampas e mais rampas...mesmo que não movida a pássaros. Por ele. E por tudo que seu livro representou, há gerações.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Crack: nem pensar

Como vocês devem ter percebido, pelo gadget ao lado, resolvi apoiar a campanha "Crack, nem pensar".
O consumo da droga vem crescendo assustadoramente em São Paulo, na capital e interior, no Rio de Janeiro, nas cidades pobres, nas cidades ricas, em todos os lugares. Fico preocupada não só por ser mãe, mas por ser cidadã atuante e que já perdeu gente muito querida para a droga que é a droga.
Uma escola tradicional de São Paulo localizada na chamada cracolândia está em vias de ter suas portas fechadas. Alguns professores amarram as janelas com arame, para que seus alunos não veja os viciados consumindo o crack do outro lado da rua.
Eu acho que faltam campanhas mais chocantes na mídia, não só sobre o crack mas sobre todas as drogas, legais e ilegais.
O brasileiro, que em geral é bem despudorado no que se refere à sexualidade, parece ter medo de chocar mostrando nossos jovens indo para o túmulo nos braços das drogas.
Ora essa, qual é o problema de se fazer uma campanha realmente abrangente e de impacto? Até quando as pessoas serão iludidas? Até quando vamos esperar de braços cruzados os nossos filhos sendo arrastados por algum traficante cheio de lábia e malícia? Por que não preciso me importar enquanto isso estiver acontecendo com o filho do vizinho ou de uma amiga? Será necessário o parente de algum ministro morrer de overdose para que o Estado acorde e tome providências efetivas? Esse mesmo Estado que sequer oferece tratamento gratuito às vítimas do vício?
Crack é um derivado de cocaína, com potencial viciante dez vezes maior do que a cocaína. Ou seja, logo após o primeiro ou segundo uso, o camarada já fica viciado.
Convido você a clicar no link ao lado e se informar sobre a campanha. Se você é blogueiro, entre nessa também.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Ralos de piscina

Com esse tempo abafado, quem de nós não pensa em dar um belo mergulho numa piscina geladinha?
Mas eu sugiro que antes, você mergulhe é no blog de minha amiga Odele:

flaviavivendoemcoma
Conheça a luta de Odele e entenda por quê uma inocente piscina pode oferecer tanto perigo a você e às pessoas que você ama.

Drive-thru do Mac é um perigo


...E não só pra sua boa-forma, como também pra sua roupa.
O MacDonald's podia pensar um pouco melhor nas suas embalagens. Supõe-se que você passa num drive-thru pra ganhar tempo, porque está com pressa e não tem outro jeito de comer que não seja no carro.
Carros chacoalham, ainda mais na esburacada São Paulo.
Mas você leva um banho de refrigerante, ou suco, como aconteceu com meu filho André, na foto.
Que tal tampas melhores para os copos comprados no Drive, heim Mac??

domingo, 8 de novembro de 2009

Uniban: tiro no pé!

Se vcs leram meu artigo sobre a menina do vestido curto e a Uniban, entenderão que sou uma pessoa coerente.
Em nome dessa coerência...por quê diacho a Uniban expulsou a menina e não expulsou os arruaceiros idiotas que subiram em carteiras nos corredores, pra espionar Geisy dentro da sala de aula?
Valha-me Senhor. Voltamos ao tempo das fogueiras para bruxas?
Agora aguenta essa menina em todas as emissoras de TV e logo logo, na Playboy. Quanto aos arruaceiros do curso de Turismo, nada!
Cuidado com suas próximas excursões, senhoras e senhores.
Ir a uma praia da Bahia com short mais curto debaixo de um calor de quase 40 graus pode botar você pra fora da excursão.
Principalmente se o monitor tiver se formado na Uniban.
Melhor ir de burca.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Não se parecem?



Nas fotos, a cantora Lily Allen e a atriz-mirim Angela Cartwright, que brilhou na minissérie dos anos 60, "Perdidos no Espaço" e no blockbuster "Noviça Rebelde".

Brasil na Oprah

Esperei ansiosamente pelo programa da Oprah ontem no canal pago GNT. Fiquei decepcionada.
As chamadas para o programa davam a entender que ela teria vindo ao Brasil. O que se viu, na verdade, foi uma entrevista pelo Skype, com uma brasileira que, apesar do bom inglês, se viu numa enrascada.
Contundente e com uma certa dor de cotovelo, já que Chicago (onde "The Oprah Winfrey Show" é gravado) perdeu para o Rio a eleição para sediar as Olimpíadas, a apresentadora fez mais questão de destacar a violência do que a culinária e outras características da cidade.
Ela fez seu papel de jornalista, sem dúvida.
O tema do programa era "Cidades onde as pessoas são mais felizes". Copenhagen foi a primeira apresentada: 0% de violência. Ensino e assistência médicas gratuitas. Famílias voltando para casa de bicicleta, sossegadamente, todos os dias, entre as 16 e 17 horas. Pouco consumismo.
A apresentação de Aline, a brasileira, foi um show de contrastes, óbvio. Uma empregada negra, que mora na favela. Uma patroa rica, com banheiro cheio de cremes, perfumes, retrato do exagero consumista.
Bom, falei de mais. Confira tudo clicando AQUI!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Marie Claire

Na "Marie Claire" desse mês, na seção "Eu, leitora", o depoimento contundente que eu colhi de uma moça adotada que foi devolvida a um abrigo. Não percam!

Uniban: exibicionismo X selvageria

As fotos anteriores da garota não mentem: Geisy Arruda, que apareceu em tudo quanto foi canal na semana passada por ter ido com vestido curto à faculdade é mesmo exibicionista.Essa história de definição do que é democracia sempre é uma questão delicada no Brasil. Mais de 20 depois do regime militar, as pessoas ainda se confundem e acham que democracia é fazer o que se quer, na hora em que se quer e do jeito que se quer.
Acredito que, no caso da Uniban, os dois lados agiram errado. A estudante por ter ido à faculdade com vestido e atitude provocantes e os colegas por terem exagerado nas manifestações. Que para mim foram muito mais de indignação do que de excitação sexual. De qualquer forma, atitudes inaceitáveis para gente que está numa faculdade e que deveria ter um grau de inteligência acima da média.
Acredito que a maioria dos que estavam alí queriam protestar pela ousadia da moça, mas erraram a mão. Ultrapassaram a esfera do direito de livre manifestação, partindo para a ofensa, a difamação e a falta de respeito à dignidade humana de Geisy.
Esta, por sua vez, disse à imprensa que horas antes, indo para a faculdade, não sofreu nenhum desrespeito na rua. Bom, isso é o que ELA conta, né gente? Eu acho impossível sair à rua com roupas mínimas e não ouvir nem um "fiu-fiu" inocente.
De modo geral, acho que algumas mulheres se vestem mesmo inadequadamente, como se estivessem numa praia. Na verdade já vi vestidos e shorts mais curtos, com blusas de alcinha, em consultórios médicos, igrejas, bancos e outros ambientes públicos.
Não se trata de ser careta. Se trata de respeitar locais onde não estaremos sozinhos e sim cercados de outras pessoas, estranhas, com hábitos diferentes e modos diferentes de pensar. Se buscamos tanto o respeito à diversidade, poderíamos começar por aí. Nesse caso, manifestar respeito a quem está do lado implica em evitar extremos. É preciso entender o contexto das coisas e adaptar-se a isso. Eis a inteligência e a perspicácia para viver pacificamente em sociedade.
Há também o maldito culto à celebridade, ao querer ser famoso e aparecer a qualquer custo. Isso já está virando doença, coisa patológica, não acham???
Geisy Arruda tinha o direito de ir com micro-vestido à faculdade? Tinha. Mas os colegas tinham o direito de achar aquilo inadequado? Tinham também.
Ocorre que nem sempre o que é de direito, é recomendável. E o episódio com certeza serviu pra abrir o debate sobre o que é democracia de um país desenvolvido.
Que é o que pretendemos ser. Espero.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

O poder das palavras

Ouvi uma história no domingo que me fez refletir sobre o poder, muitas vezes destruidor, das palavras.
Uma amiga, já de certa idade, contou que na juventude gostava muito de cantar. Comprava revistas com letras de músicas, das paradas de sucesso dos anos 50/60 e decorava todas as canções.
Casou-se e como toda dona-de-casa, lavava pratos todos os dias. O rádio, claro, sempre ligado, executando as melodias de que ela tanto gostava. A tática: pendurava as revistinhas, com as letras, próximo à janela da cozinha. E cantava, cantava, cantava alto, para a vizinhança inteira ouvir. Momentos de felicidade, sem perder o dever...
Um dia alguém próximo disse: "Como cantas mal...desse jeito a música fica até triste!".
E morreu a alegria da jovem dona-de-casa, esposa e mãe. "Deste dia em diante, foi como se tivessem passado um zíper na minha boca e nunca mais consegui cantar, nem mesmo sozinha" - ela me disse. Fiquei comovida e refletindo; como as palavras podem massacrar uma alegria da vida, um talento escondido...
Tomemos cuidado com nossas palavras; nunca sofri violência física, mas tive minha alma dilacerada por frases cortantes, cruéis, principalmente na adolescência e vindo de quem eu não esperava. Dentro de casa.
Se não temos nada de bom a acrescentar, optemos pelo silêncio, puro e simples. E se crueldades nos escaparem, se a língua andar mais rápido que o cérebro, basta pedirmos desculpas - imediatamente.
Ainda assim...corremos o risco, triste, de destruir a felicidade de alguém.
Ninguém tem esse direito.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Na praia, só o mar pode fazer barulho!


Passei um feriadão maravilhoso com amigos queridos no litoral norte de São Paulo.
A despeito da boa companhia, claro que esbarrei com tipos nada afeitos à boa convivência. Falo do som alto na praia.
Você tá lá...pés enfiados na areia...tentando esquecer o buzinaço do trânsito em Sampa e a poluição auditiva que invade suas orelhas todo santo dia em qualquer cidade grande.
Aí um bando de bichos selvagens estaciona o carro na beira da praia. Não se contentam com o usual barulhinho baixo promovido pelos quiosques, geralmente regado a Bob Marley e Jimmy Hendrix - sim, qdo a praia é boa, no máximo, é isso que você ouve.
E lá estava eu, tomando minha aguinha de coco, quando alguém decide que eu e minha família TEMOS que ouvir FUNK. Da pior qualidade. Aquele vulgar mesmo, baixo, aquele que uma galera de ignorantes resolveu chamar de "funk" sem nem saberem do que se trata, na raíz. Do tipo que me força a largar o coco na mesa e tapar as orelhinhas da minha filha de 10 anos.
O som alto na praia está sob leis municipais locais, mas no geral, é proibido em todas as praias do litoral paulista e quase no país inteiro também.
Sinceramente, quando uma turminha da pesada resolve fazer isso, tenho vontade de voltar aos meus instintos primais e arremessar a cabeça do motorista do carro com "muuuuito som" contra os altos-falantes do dito cujo, que fatalmente estará estacionado de ré, com o porta-malas aberto e com aquela porcaria toda saindo pelos alto-falantes.
Na praia eu quero ouvir o barulho do mar. Das ondas batendo nos rochedos. Não quero ouvir funk. Nem pseudo-funk.
Porque a minha capacidade auditiva termina onde começa a capacidade auditiva do próximo.
AH: a galerinha do "super som" deixou a praia largando pela areia um monte de latinhas de cerveja, papel de sorvete e canudinhos plásticos.
Preciso escrever mais alguma coisa??

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Novata na corrida


Como vocês já devem ter deduzido, decidi adotar a corrida como mais um esporte, além dos treinos de boxe.
Fora a avaliação médica prévia, imprescindível para que você comece uma atividade com segurança, há algumas técnicas para quem quer se aventurar neste que é o esporte mais democrático e inclusivo que existe.
Andei pesquisando e achei um site muito legal, com planilhas de treino e dicas ótimas.
Saia correndo, mas com critério! Veja quais são eles, aqui:

www.webrun.com.br

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Meia Maratona do Sesc

Prepare o fôlego quem quiser correr...
Dia 25 de outubro acontece a Meia Maratona do Sesc, em São Paulo.
A largada será no Monumento do Ipiranga e a prova terá um percurso de 4 voltas de 5.275m. As equipes podem ser de 2 a 4 pessoas.
Você encontra mais informações no portal do Sesc.
www.sescsp.org.br

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Correndo por amor

Gente, me inscrevi na São Silvestre desse ano.
Eu adoro quando me dizem: "Você é louca..."
Tem coisa melhor do que ser considerada fora do normal? E nesse caso, é uma loucura pra lá de saudável. Nunca fui corredora, apenas botei na cabeça que vou fazer o percurso inteiro e pronto.
Achei um blog bem legal, pra quem tiver interesse no assunto, da Simone Manocchio, da Jovem Pan.
Há dois meses voltei a praticar exercícios, mais especificamente o boxe. Estou adorando. Claro que não é pra lutar (não tenho mais idade pra competir em nenhuma categoria de boxe feminino - só por isso!!), mas sim pelo treino em si. Socar 7 sacos por dia é muito bom. Dou porrada imaginária em tudo o que considero um problema na minha vida. E saio da aula calminha, calminha...e mais magra!
Acima de tudo, exercícios despertam em você uma sensação de auto-confiança incrível, de que você pode fazer o que quiser por si mesma, de que qualquer meta é atingível.
Eu perdi meu pai em janeiro desse ano. Ele teria orgulho de saber que vou correr na av. Paulista.
Também perdi uma amiga que era uma atleta, sempre foi. A Márcia.
Essa tinha garra de sobra. Era das que ficavam chateadas por uma semana quando perdia alguma competição. Ela sempre me inspirou, até durante o tempo em que ficamos sem contato. Era também uma pessoa idealista e tinha trocado a moto pelo carro, apostando num veículo menos poluente e que beneficiava o corpo com exercício. Ironicamente, morreu atropelada por um ônibus, quando andava de bicicleta na Paulista, rumo ao trabalho.
É na Paulista que eu vou em busca da minha meta. E vou dedicar essa corrida ao meu pai e à Márcia.
Que desta forma, a mais linda avenida de São Paulo volte a ter pra mim um significado bonito, ao invés de doloroso.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Motoboy

Perdi o acabamento do espelho retrovisor esquerdo do carro. Eram 6:50 da manhã, trânsito parado na av.Ibirapuera. Levava as crianças pra escola.
Eu tava na direita, calmamente...e o cara passou entre os carros, levando embora meu acessório. Saiu à toda. Não tive como anotar a placa.
Nem adiantaria. Quais seriam as testemunhas?
Meu marido - o dono do carro, ainda perguntou se eu não saí do carro pra pegar o treco no asfalto. Não vi sinal do dito-cujo...
E corria o risco de ser atropelada por mais um motoboy circulando entre os carros.
Só faltava essa: levar prejuízo com o carro e virar panqueca em plena av.Ibirapuera.
Eu heim...

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Clarice Lispector

Vai só até 4 de outubro, no CCBB do Rio de Janeiro, o monólogo "Simplesmente eu", onde Beth Goulart encarna o papel de Clarice Lispector.
Soube que ela está perfeita, com todos os trejeitos, expressões e a indefectível língua presa.
Depois a peça vem para São Paulo. Oba!
Aqui a crítica de Barbara Heliodora, que saiu em "O Globo".
Clarice foi a primeira autora da literatura brasileira que me instigou. Eu era adolescente quando me deparei com "Água Viva", na estante da casa dos meus pais.Pegava o livro várias vezes, não entendia nada e devolvia minutos depois.
Virou um desafio na minha vida: um dia decidi que ia pegar e não largar.
Não teria conseguido, mesmo que quisesse. Meu exemplar tem várias anotações a lápis, nas bordas e por isso não empresto pra ninguém. Aliás sou super ciumenta com meus livros.
Clarice faz pensar. Clarice encanta com uma complicação descomplicada, quando a lemos com nosso íntimo. Clarice estimula a análise produtiva dos nossos mistérios mais profundos.
Ler Clarice é como cair no abismo de Alice.
E era linda. E era única.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Obrigada

Já virou clichê a frase: "Basta querer".
Não, gente. Não basta querer. Você precisa ir atrás, ser teimosa, encher a paciência de quem pode te dar uma chance, mostrar competência, amor pelo o que faz, não desperdiçar oportunidades na vida, à toa (eu já desperdicei, muitas! - cuidado, molecada!).
E se tiver desperdiçado, tente de novo, seja teimosa, insistente. Em suma: não desista de suas boas idéias.
Dê o sangue, insista, dê aquela "pincelada a mais". Não dá dinheiro? Você tá cansado de saber que isso é consequência de esforço e uma hora, chega. Todo mundo tem uma sacada na vida e por mais absurdo que pareça, grite! Com tanto jeito hoje, blogs, twitter, e-mail, cara-de-pau ao vivo em eventos, telefone (veja que as alternativas estão em ordem decrescente de importância, rsrsrs), você não tem desculpa.
"Ah, é só querer". NÃO! NÃO É SÓ QUERER!! É lutar, suar, mostrar trabalho.
Um dia eu optei por jogar minha profissão no congelador e ser mãe. Apenas, ser mãe.
Foi uma realização importante na minha vida.
Agora, tenho um caminho importante pra trilhar. Um caminho que eu tinha deixado de lado e que ainda está lá, guardadinho, no meu pote de sonhos.
Você até pode adiar seus sonhos, mas em algum lugar, lá dentro, eles pulsam. E um dia revivem, explodem...Aí, você tem que mentalizar, acreditar, pra encontrar pessoas sensíveis, que podem reconhecer seu empenho.
Eu quero aqui fazer um agradecimento público a duas pessoas:
Fernanda Cirenza - revista "Marie Claire"
Miriam Ramos - rádio USP
Obrigada por acreditarem em mim, por me ajudarem a não enterrar meus sonhos e pelas chances, únicas, de me sentir feliz, prestando serviço e realizando um trabalho no que mais amo fazer: o mais puro Jornalismo, com J maiúsculo.
Eu sou jornalista. Sempre serei. Eu briguei por isso, eu lutei por isso, eu tenho isso na veia e...eu sei fazer isso, muito, muito bem!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Adoção no "Visita VIP"

Convido a todos para uma visita ao site do programa "Visita VIP", apresentado pela jornalista Miriam Ramos.
Na seção de arquivo, no dia 11 de setembro, vocês conferem minha participação num programa em que foi discutida a nova lei da adoção. Dividi a mesa com o dr. Reinaldo Cintra, da Vara de Infância da Lapa.

Os cachos preferidos do Manoel


Não assisto novela. Tá, eu assisto o primeiro capítulo, dou umas pescoçadas durante e vejo o último.
Lá vem mais uma do Manoel Carlos. Gostei da fotografia. Quem assina é Affonso Beato. Visual lindo! E nem são as locações na Jordânia que me impressionam. São as no Rio mesmo. Alguém já disse que tá batido ver o Rio e suas paisagens de tirar o fôlego.
Pra mim não. Não dá pra cansar...o Rio é lindo e ponto final.
O que cansa é ver repeteco de roteiro. Toda novela do Mané tem que ter José Mayer, uma Helena e uma bêbada. E uma música da Bossa Nova na abertura. E depoimentos verídicos e emocionantes no fim. Always the same.
Tadinha da Bárbara Paz, que vai fazer a alcóolatra. Tão linda e com um abacaxi desses nas mãos. Vou torcer por ela. Mas...
Será que esse negócio de novela já esgotou? Nos bastidores já há discussões quanto ao formato. Eu apostaria em novelas mais curtas, como as mini-séries. E tendo o Rodrigo Lombardi como protagonista em todas!
Agora, quem sempre arrasa é a Taís Araújo. E pra eu ficar mais fã ainda, a bela declarou que adora seus cachos afro. Veja AQUI matéria sobre isso: o fim da ditadura da chapinha. Viva a Taís! Viva as modelos e atrizes que assumem o que são!! Viva a diversidade em todos os sentidos!
Como boa mestiça eu também me prefiro com cachos. Aliso às vezes, mas acho que não combina comigo, sinceramente. Cabelos lisos naturais são lindíssimos e admiro quem os tem. Mas quem não os tem, acho que precisa mais é se orgulhar e tratar direito dos seus.
Afinal...negro é lindo!!!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Ô praga!

Ontem à noite eu estava embevecida com as palavras de Marina Silva no programa do PV (Partido Verde).
Já que a atuação do PT na área ambiental acabou se mostrando um fiasco, era mais do que coerente a saída da ex-ministra do partido. Fora isso, simpatizo muito com o PV e com Fernando Gabeira.
E foi assim, com grande empatia, ouvindo a morena magra e calma, enquanto eu lavava os pratos do jantar, que levei um susto com a aparição de um tal de...zequinha SARNEY! Ao ler a legenda, só aí me toquei: "Líder do PV na Câmara". Pronto! Lá se era um prato ao chão. Faço aqui uma mea culpa. O noticiário político tem me deixado tão enojada ultimamente, que prefiro assistir a programas menos comprometedores, como os desenhos do Pica-pau, por exemplo. Por isso tenho andado um tanto alienada.
Mas lá estava mais um gordo bigodudo, mais um Sarney na nossa vida. Tinha me esquecido que ele também é do PV!
Marina, você não tinha percebido também este pequeno detalhe??
Santo Deus, quando é que vamos expurgar esse clã coronelista da nossa vida política?

Eu tinha até pensado em votar na Marina pra presidência da República. Mas se for pra trocar carguinhos com os Sarney de novo, ah não. Não voto não, Marina.
Eles estão por todos os lados...o que fazer para evitar que o eleitor simples do Nordeste deixe de votar neles em troca de uma cesta básica?

Quem me responder ganha uma tapioca.

domingo, 6 de setembro de 2009

Catando cocô ecologicamente

Hoje eu li uma carta na Revista da Folha muito interessante.
Recolher as fezes dos cães já é um ato e tanto de educação e cidadania. Mas eu sempre me incomodei com o fato de que os saquinhos plásticos que a gente usa pra isso são anti-ecológicos.
Então, na tal carta, uma leitora sugeria que a gente forre com jornal o saquinho, assim ele pode ser reutilizado.
Legal, né? Ótima idéia. Eu vou testar e depois conto.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Palavras de uma quarentona feliz


Tenho procurado trabalho já há algum tempo e nem precisa ser como jornalista.
Mas quanto preconceito o mercado mantém junto à minha faixa de idade. Outro dia, numa caminhada, o anúncio na loja de brinquedos educativos Catavento dizia : “Precisa-se de vendedora para a Semana das Crianças”. Abaixo, a observação: “Moças de 16 a 25 anos”.
Gente...o que uma moça entre 16 e 25 anos entende sobre crianças, mais do que eu, que tenho dois filhos com mais de 10? Essa garota há de saber o que é sentar para brincar com uma criança e os diferenciais de um brinquedo educativo, em relação aos convencionais? Acho que não.
Uma pessoa de 40 anos está no auge. No auge da maturidade, da responsabilidade, da experiência de vida acumulada.
Geralmente a quantidade de cabelos brancos é inversamente proporcional à vontade de dar o melhor de si, o frescor da própria segurança, do entusiasmo em continuar se sentindo útil.
O tal anúncio pedindo “meninas” de 16 a 25 se repete, à porta das lojas, como cartilha. Deparei com outro, desta vez a observação no canto do cartaz com a vaga, em letras minúsculas, na janela de uma escola de música.
Tinha me entusiasmado com o anúncio no jornal. Perto da minha casa, trabalhar numa escola de música, puxa! Mas de novo, a restrição de idade.
O que uma menina de pouco estudo (o anúncio pedia alguém com segundo grau completo – e eu entendera que era o mínimo) sabe de Antonio Carlos Jobim? Silvia Telles? Que papo vai trocar com um jovem aluno de violão, por exemplo, se nem sabe o que foi a Bossa Nova?
Cheguei a pensar em entrar num estabelecimento desses e argumentar com o dono: o que você tem contra as quarentonas?
Mas eu não vou fazer isso, porque a essa altura da vida, eu quero o desafio da conquista, mas sem perder o sossego. Não preciso provar meu valor a ninguém, só a mim mesma, me olhando no espelho, todos os dias. Sem tirar nenhum dos fios brancos que costumam me dar bom dia, de vez em quando.
Senhores empresários, abram os olhos: nós de quarenta somos caixinhas cheias de agradáveis surpresas.
No ano passado, quando cheguei aos 40, bati o seguinte texto:

Ok, eu tenho 40.
Menos pior do que eu imaginava. E uma sensação de desafio no ar.
Quatro fios de cabelos brancos. Não vou arrancar nenhum.
Ok, eu já tenho 40.
Ainda sinto calafrios quando a namorada do meu sobrinho de 25 me chama de tia.
Dizem que 40 é a Idade da Loba. Mas tá parecendo mais a Idade da Boba.
Porque a gente resolve que vai fazer nos próximos 10 anos tudo o que não fez nos últimos 39!
Quero saltar de pára-quedas.
Quebrar um violão no alto de uma montanha.
Mas já sou sábia o suficiente pra sacar que meu Yamaha vale demais pra tamanha insanidade.
E o pára-quedas, pode não abrir...mas aí é só um risco.
Mais um de todos até hoje.
Porque a gente faz 40 e parece garantia de carro vencida: ao invés de portas caindo, marchas arranhando e lanternas que não acendem, é o colesterol que dispara...coxas e tríceps balançam mais do que eu gostaria...mas minha lanterna está bem acesa e eu tenho a pele boa!
Ok, eu tenho 40.
Talvez me arrependa das bobagens que farei nos próximos dez anos, os mais bem-vividos da minha passagem por aqui. Mas se pintar remorso...well...
Lá pelos 80...eu decido o que fazer.
Viva meus 40!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Ele já devia ter DADO o fora!!

Alguém pode me explicar como esse insuportável do Dado tá de finalista na "Fazenda"?
Confesso que não assisto muita TV aberta, mas até por força da profissão, tenho que saber de tudo que rola por aí.
Esse "A Fazenda" me pegou de nocaute. Eu acho muito melhor que BBB. Pelo menos os caras pegam na enxada - literalmente falando.
Mas eu tava torcendo muito, muito pelo Carlinhos.
Tem gente dizendo que é dramalhão, que tavam usando a vida dele pra faze-lo ganhar. Mas poxa, o cara teve uma vida duríssima mesmo, gente.
Quem duvidar que passe uma semana tomando banho de chafariz na praça da Sé e cheirando cola pra ficar doidão e não sentir fome nem frio.
Façam-me o favor...o cara merecia. Pelo talento, pelo caráter, acima de tudo.
Eu já tô achando que é armação pura e simples.
Por isso me junto aos que andam gritando: "Fora Dado" !!!
Porque quem agride mulher, é FROUXO!
Já não basta Sarney fazendo a gente de idiota? E agora esse moleque também?
Ou alguém esquece que ele levou machadinha e corrente no programa do João Gordo?
FORA DADOOOOOOOOOOOO...demorou!!!!!!!!!!

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Sarney, pede pra sair!


Demorei muito pra meter a boca nesse assunto do Sarney.
Gente, vamos tirar esse cara de lá. Não é possível.
Hoje ele disse que não aguenta mais se submeter ao que chama de "perseguição política".
O que me espanta é que o cara não tem noção nem do que é um ato secreto. Claro! Pra ele e sua corja tudo é muito normal.
Eu não sei o que a Academia Brasileira de Letras está esperando para convida-lo a se retirar. Ele que pegue seus "Marimbondos de Fogo" e...bem, de fogo acho que estávamos todos nós, ao permitir que figuras como essa se perpetuassem no poder por décadas e décadas a fio, pulando de partido, virando mais a casaca do que bandeira em ponta de mastro.
Sarney é a cara do Brasil.
E se não for, quero passeata, quero poder gritar: "Sarney, pede pra sair!"

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Pobre homem rico

Manhã do dia 8/08, sábado.
Como de costume, enchi o porta-malas do meu carro de sacos contendo material reciclável, que deposito sempre no ponto de coleta do supermercado Pão-de-Açúcar na avenida Santo Amaro, esquina com a rua Demóstenes, aqui perto.
Após depositar o material, com minha filha de 10 anos, me dirijo ao portão de saída do estacionamento. Aí, um motorista que deveria reciclar o próprio cérebro, fechou a saída com seu carrão Hyundai, nem lembro o modelo, mas era novo, lustrado, impecável.
Atrás dele, uma fila de mais meia-dúzia de carros, esperando que o cidadão fosse em frente.
Ele tinha duas opções: seguir e entrar numa das inúmeras vagas à sua frente, ou entrar na pista ao lado da minha, para a qual ele tinha pleno acesso, pois o espaço era enorme. Mas ele preferiu empacar a fila, fechando a minha saída e exigindo que eu desse ré. A troco de quê, não sei.
Os vidros escuros do carro dele, fechados o tempo todo, impediam que qualquer um visse seu rosto. Fiz um gesto educado dando-lhe passagem, ao que ele não atendeu.
Gesticulando muito (era tudo o que eu podia visualizar), continuou me mandando dar ré.
Os motoristas atrás dele buzinando, nervosos...
Um franzino manobrista pediu ao homem que tirasse o carro da porta de saída.
Sem abaixar o vidro para conversar com o rapaz, ele se recusou.
Outros motoristas pediram-lhe o mesmo.
Ele se recusou, intransigente.
Por fim o manobrista chegou ao meu lado e disse: "A gente sabe que ele 'tá de ignorânça' mas a senhora poderia dar a ré que ele quer?"
Achei o cúmulo. E eu respondi: "Então quer dizer que vamos deixar a ignorância vencer? Por quê eu tenho que dar ré? Ele está fechando o portão de saída e empacando uma fila inteira. Ele está errado. E eu tenho que fazer o que ele quer?"
Por quê? Porque eu sou mulher, meu carro é um Corsa velho e estava empoeirado?
Pois não saí de onde eu estava. Desliguei o motor do carro e ficamos no impasse por mais de 15 minutos. O que em São Paulo, é MUITO tempo perdido.
Um gerente saiu e num gesto firme, mandou que ele tirasse o carro dalí.
Não me movi um centímetro.
Por fim, venci o homem pelo cansaço. Ele entrou na pista ao meu lado, abaixou o vidro e me falou um monte de palavrões. Nem se importou com o fato de eu ter uma criança no banco de trás, que teve que tapar os ouvidos.
Olhei bem pra ele...finalmente mostrara o rosto. Era um homem velho, de óculos escuros, que já tínhamos visto fazendo grosserias com a atendente de um dos caixas, no mesmo mercado, meses antes.
Calmamente, eu lhe disse:
"De nada adianta ter um carro bonito, novinho e essa falta de educação imensa, essa grosseria, essa incivilidade. O senhor não está apto nem a dirigir carrinho de supermercado".
E essa é a cidade onde a gente vive.
Poder econômico falando alto. O tal homem humilhou o manobrista. A bordo de seu carrão, obstruiu uma saída de estacionamento, empacou outros cidadãos atrás dele, pensou que eu me curvaria e se achou no direito de me insultar.
Acredito que sou uma motorista consciente. Em vários momentos diários nesse louco trânsito paulista, cedo a vez, dou passagem, dou seta, sinalizo da forma adequada.
Mas a intransigência e a grosseria não podem vencer impunemente.
Nessa selva, não podemos deixar que os leões sejam os ricaços que se acham donos do mundo e estacionam em cima de calçadas, param em fila dupla, fecham cruzamentos, entradas e saídas de carros.
Se você é um bom motorista, exija respeito. O segredo de um trânsito civilizado, é a boa educação. E isso não tem nada, nada a ver com nível sócio-econômico.
Muito pelo contrário, tenho percebido que algumas pessoas, quanto mais "ricas", mais se acham prepotentes e no direito de passar por cima das leis e das pessoas.
Isso não é ser rico...é ser bem pobre de espírito.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Cinema anti-gripe suína


Fico me perguntando se com a gripe suína houve alguma diminuição na frequência às salas de cinema.
Nesses tempos de férias prorrogadas por conta da epidemia, cinema é uma das primeiras alternativas que vêem à cabeça de mães em tempo integral como eu.
Mas, de acordo com informações do site Propmark, o escurinho dos cinemas continua movimentadíssimo.
Mesmo assim, não resisto a dar um pitaco nos proprietários das grandes redes de cinema.
Primeiro porque duvido que as catracas não tenham rolado menos nos últimos meses...afinal o Ministério da Saúde recomenda evitar lugares fechados, com muita gente.
Segundo, que já que não tem remédio mesmo, a gente tem que aprender a enfrentar a situação com um mínimo de bom humor e descontração, sem descuidar.
Que tal os bam-bam-bans das salas de cinema reeditarem os velhos cinemas ao ar-livre,pra gente assistir de dentro do carro?
Isso, amigos, parece coisa de filme americano, mas os cine-drive ins existem aqui!
Veja este, em Brasília!Ok, o som não seria lá essas coisas e a imagem, idem.
Mas poltrona de carro costuma ser bem confortável. Ainda mais com um vasto cardápio de milk-shake e sanduíches à disposição.
Se a companhia for boa, então, qualquer Ka resolve!!

A imagem é da DZ8 Special Projects

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Fretados: cerceamento à liberdade de ir e vir

Eu votei no Gilberto Kassab e não me arrependo, mas sou contra a restrição aos ônibus fretados, que a Prefeitura está impondo.
Não se pode limitar o acesso à cidade de gente vindo de longe, para trabalhar e dar sua contribuição ao crescimento econômico do município.
Não se pode impedir a livre circulação de trabalhadores que não têm outro meio de transporte viável, já que os ônibus e metrô estão muito aquém da necessidade da população.
Aliás a questão é macro...melhor ainda seria um planejamento do Estado, para que as pessoas tivessem alternativa de trabalho perto de onde moram. Enquanto isso...
O que o Kassab está querendo? Que essas pessoas peguem seus carros e entupam nossas vias com mais veículos do que já temos?
Mais uma vez o governo se importa com bobagem. Já que se pretende inaugurar novas linhas de metrô em 2010, não custa ser mais tolerante por um tempo e deixar os fretados circulando na cidade, trazendo o povo pra trabalhar honestamente.
Acorda, prefeito. Essa gente não tem outra alternativa!

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Gripe: salve-se quem puder


...E agora o Ministério da Saúde criou o Disque-gripe.
Será algum sistema de entrega de gripe delivery? Não, é mais um daqueles telefones de serviço governamental que dão sempre ocupado e não servem pra nada.
Nos últimos dias de chuva e frio aqui de São Paulo, o shopping é uma tentação. Cinema idem. Teatro, então, uma delícia.
Mas abri mão de tudo isso, me enfiei debaixo do edredom e vi um monte de filmes antigos.
Se fosse você, faria o mesmo.
As recomendações de higiene do Ministro da Saúde parecem piada. Então quer dizer que a gente não deve espirrar na nuca do próximo? Puxa...e que tal usar lenço pra assoar o nariz?
Ou você aí, meu leitor, minha leitora, acham bonito ver alguém assoando o nariz direto no meio fio? E cuspir na rua, não é fofo?
ECA...brasileiro no geral repetiu de ano na matéria de boas maneiras, faz tempo.
Voltando à gripe, desconfie do otimismo do governo brasileiro. As autoridades de saúde já levaram um pito da OMS.
Lave muito as mãos, sempre. Use lenço pra tossir, espirrar e assoar o nariz - óbvio e ululante.
Eu estou tomando vitamina C todo dia...afinal, gripe é gripe e uma reforçadinha no sistema imunológico não faz mal a ninguém.
Não abro mão da minha feijoada, só porque tem carne de porco. Isso é bobagem.
Nem da caipirinha, para acompanhar e dar aquela rebatida no vírus.
Afinal, também tem limão, ou seja, mais vitamina C, não é mesmo?
Curta a vida, cuide-se...e salve-se quem puder.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Viva o Rio!

Voltei do Rio de Janeiro e aviso: ou meu santo é forte ou o noticiário é pessimista demais.
O Rio continua lindo. Andei de bondinho e nem sinal de violência. Nenhum barulho de tiro. Nenhuma bala perdida. Nenhuma nesga de medo da insegurança tão falada na TV.
Podem ir...vale a pena!

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Michael Joseph



Eu nem sabia que o segundo nome do Michael Jackson era Joseph.
E você?
Quantas pessoas sabiam? Quanto os fãs sabiam sobre ele?
Estou, como todo mundo, entristecida pela morte de um ídolo, mas incomodada pelo culto à persona de alguém que vinha se mostrando um desequilibrado mental e emocional, há muito tempo.
Revejo os clipes, maravilhosos, ouço as músicas e acho todas muito boas, especialmente até o fim da década de 80. De lá pra cá, foi só ladeira abaixo, em todos os sentidos. Não tenho como admirar alguém que chacoalha um bebê da sacada de um prédio, anda de máscaras e obriga os filhos a cobrirem o rosto todo o tempo. Que arrebentou o rosto nos bisturis de cirurgiões plásticos, desprovidos de qualquer ética. Não tenho como admirar alguém acusado de pedofilia, de cujos processos foi absolvido mas que, para sempre, deixarão uma nuvem de suspeita - afinal, dormir rotineiramente com crianças estranhas não é algo assim muito normal.
Que outro resultado poderia haver num cara que levava cintadas do pai a cada passo de dança errado? Que era criticado por esse mesmo carrasco, pelo nariz grande e as espinhas? Que mãe era essa que assistia a tudo calada? Ninguém via? Ninguém denunciava? Nenhum amigo, na adolescência e na idade adulta percebeu que tinha algo errado com ele? Ninguém o alertou a tempo? Ninguém o salvou de si mesmo?
Who's bad?
Acho melhor não pensar mais nisso agora. Qualquer especulação sobre o passado, só vai servir para os urubus midiáticos venderem mais revistas e mais livros sobre o ídolo triste. Esperem pra ver a quantidade de ex-motoristas, ex-empregados, ex-secretárias, ex-instaladores de ar-condicionado etc etc etc que vão aparecer para novas revelações bombásticas.
Eu prefiro ficar com as bombásticas demonstrações de talento que Michael sempre nos deu de presente, no palco, na TV e na sua música.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Vamos pro Piauí?


É, quem diria, o turismo já atingiu a economia informal.
Vejam essa proposta de venda de passagens pro Piauí, que estava numa kombi, dessas que vendem churrasquinho e outros quitutes, em porta de obra.
Caso você tenha interesse, a Kombi fica estacionada na rua Gabrielle D'Annunzio, no Campo Belo, altura do número 530.
Chiquérrimo!

A ilógica do vício


FUMANTE SEGURA CIGARRO POR FORA DO CARRO: MINUTOS DEPOIS, ELA ARREMESSOU A BITUCA NO CHÃO


Algum fumante me responda, por favor: se fumar é tão bom, por que os fumantes andam de janela aberta e sopram a fumaça pra fora do carro?
Por que seguram o cigarro do lado de fora também e dirigem com uma mão só, o que aliás é uma contravenção de trânsito?
E por que arremessam a bituca na rua, ao invés de usarem o próprio cinzeiro interno do automóvel?
Heim? Heim?

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Sob a dor, mais cautela

Tenho acompanhado com atenção o desenrolar do resgate de corpos e destroços do Airbus da Air France.
Como de costume, tivemos várias precipitações dispensáveis das autoridades. Mas a elas também devemos um desconto, pois não é todo dia, felizmente, que deparamos com tragédias dessa magnitude.
Jamais, jamais poderia eu julgar as declarações dos familiares, que experimentam e experimentarão um enorme sofrimento, para sempre.
Mas há que se ter calma. As condições para o resgate são muito difíceis. Tanto pelas distâncias quanto pelo mar revolto.
Sem querer entrar em detalhes mórbidos, mas peritos atestam que eventuais corpos, íntegros, depois de tanto tempo sob o mar ( o que é difícil) , apenas subiriam à tona decorridos alguns dias, devido à formação natural de gases em seu interior. Isto já era sabido e talvez pudesse ter sido esclarecido com mais ênfase pelas autoridades.
Logo em seguida ao desaparecimento, foi grande a perplexidade geral justamente pelo desconhecimento de que destroços e corpos podem demorar alguns dias a subir para a superfície.
Estão todos nervosos, tensos: profissionais envolvidos na difícil e heróica missão de resgate e familiares, com o coração dilacerado pela perda e pela constatação de que foi, simplesmente, o FIM, para seus entes queridos.
Vamos acalmar os ânimos e serenar, antes das acusações de parte a parte. Vamos abraçar quem precisa de carinho e força, exercendo a solidariedade própria dos brasileiros em horas difíceis.
É gente como a gente, perdendo um pedaço de si. Sobriedade e cautela nunca são demais.

A falta de preparo dos vendedores brasileiros


BRINQUEDO DE PÉSSIMA QUALIDADE: NÃO SE DEIXE ENGANAR


Gente, eu estou desempregada há anos. Nem penso mais em achar trabalho na minha área, mas até em vendas, como balconista de loja.
No entanto, sempre esbarro na mesma plaquinha: "Precisa-se de vendedor com experiência".
Não tenho a menor experiência em vendas. Mas pelo o que observo - e bem - como consumidora, acho que eu daria uma ótima vendedora.
No último sábado, la´estava eu, numa loja PBKids, na al. Arapanés, em Moema. Fui trocar um brinquedo, comprado pra minha afilhada, de 6 anos, a Gigi. Já foi uma dificuldade dois dias antes, porque ela não gosta de boneca nem de nada muito "light", em termos de brinquedo. Digamos que minha fofa é um tanto...ativa. Eu não conseguia escolher nada.
Na loja, vendedores novos, todos rapazes. Com certeza sequer brincaram com uma criança, uma vez na vida. Se brincaram, não gostaram!!
Apáticos, inexperientes em matéria de brinquedos e do brincar,desinteressados, vendendo isso como se fosse salsicha no balcão do açougue.
Completamente perdida, optei por um aspirador das "Princesas", marca Yellow (?? - que ráio de marca é essa?).
Perguntei ao vendedor se funcionava. "Sim, funciona mesmo!", foi a resposta. Perguntei se tinha muita saída. "Sim, bastante!" - disse ele.
Dentro, um saquinho com bolinhas de isopor e pilhas inclusas. Levei pra minha afilhada.
Em primeiro lugar, a indicação etária devia ser para ATÉ 3 anos. Porque só um bebê se diverte com aquilo. Em segundo lugar, o treco era tão mal-feito, que minha afilhada quase machuca o dedo, tentando tirar o compartimento de "lixo". Terceiro: o aparelho não tem a menor sucção. Ele aspira apenas as tais bolinhas de isopor.
Ora essa...pensei numa opção de brinquedo que fosse útil para a Gi...que ela pelo menos ajudasse a mamãe a aspirar os pozinhos da sala de estar e até do carro do papai.
Que nada.
Então, um brinquedo de má qualidade, que frustra a criança, que é inadequado, mal-feito, que não deveria ser vendido nem em feira de rua, está alí. Na PBKids!
E depois de toda a minha explicação indignada de consumidora enganada, o que o gerente fez? Embalou outra vez o brinquedo e recolocou na prateleira. À espera do próximo cliente bobo ou da próxima criança iludida?
Claro que a loja não se opôs à troca (só faltava...), porém, não se importou em atestar a qualidade do que está vendendo.
E em geral você percebe que os vendedores e balconistas são muito mal-preparados. Não conhecem os produtos de uma loja, não têm afinidade com o tipo de público. No caso, crianças, ora essa! Não é pra qualquer um! Cadê a responsabilidade de quem vende?
Criança é um cliente muito, muito especial. Crianças têm boa fé, acreditam no que uma bela embalagem e as propagandas dizem e acima de tudo, sonham com o objeto mostrado na TV e nas prateleiras das lojas.
Se uma loja se dispõe a vender um produto que não é o que promete ser, está sendo desonesta.
Se uma loja tem vendedores despreparados para a função, fica às moscas, porque cliente quer atenção, dedicação e seriedade do vendedor. E se ele confia num vendedor, ele volta. Nunca me esqueço de uma vendedora da "Brinquedos Laura", no shopping Ibirapuera, que se desmontava para mostrar os brinquedos funcionando, chegando à simpática atitude de brincar com meu filho de espada laser "Star Wars", no meio da loja.
Dá gosto de ver alguém que está preparada para a função e que curte o que está fazendo.
Esta é a humilde opinião de uma consumidora consciente, que não tem a menor experiência em vendas. Mas que, com certeza, jamais enganaria um cliente...
Aliás, vendedores em geral e especialmente os de loja de brinquedos: assistam "BIG - quero ser grande", filme de 1988, com Tom Hanks. Ele é uma criança que se torna adulta de um dia para outro e vira vendedor de loja de brinquedos. O vendedor dos meus sonhos; alguém que se dispõe a tirar de si a criança que já foi um dia, para ser um bom profissional de vendas.
Numa das cenas clássicas, ele toca um piano gigante (as lojas de brinquedo dos EUA são um deleite, tanto em variedade quanto na qualidade do atendimento).
Pois a loja do filme existe mesmo (veja aqui), o piano gigante está lá até hoje e é tocado, com os pés, por vendedores treinados e habilitados, devidamente, para vender sonhos.
Um dia a gente chega lá!
Ah, aqui vai o site da F.A.O.Schwarz, em Nova York.
E só pra terminar, aprendi uma coisa: na próxima, testo o que seja que eu for comprar, na própria loja. Se não for permitido, hasta la vista, baby.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Blá blá blá aéreo

Estamos diante de mais uma tragédia da aviação.
E de novo, o blá blá blá que não acrescenta nada toma conta da mídia. De quando em quando um leque de "especialistas" conseguem seus 15 minutos de fama à custa de suposições. "Pode ter sido um ráio...pode ter sido turbulência...pode ter sido pane elétrica".
Agora até o aquecimento global virou hipótese. E chuva de meteoritos também.
Só falta alguém apostar em abdução.
Câmeras implacáveis invadem o sentimento de dor dos que perderam familiares. O flash é mais importante do que o respeito.
Enquanto isso o país pára. O Lula viaja e se esbalda. E 2000 piauienses estão desabrigados.
Bom para os jornalistas, quem mantêm seus empregos sem que o público ganhe algo com isso: informações coerentes e úteis.
E que ninguém mais venha me convencer de que aviões são seguros...
Seguro, é ficar debaixo do meu cobertor, lendo um bom livro e tomando uma xícara de chocolate quente com conhaque.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Projeto de Lei contra a Imunidade Parlamentar


O que sobrou do carro onde estavam os dois rapazes ASSASSINADOS pelo deputado.


O país ficou perplexo com o acidente envolvendo o deputado estadual pelo PSB do Paraná, Fernando Carli Filho, que matou dois jovens em Curitiba.
Gilmar Rafael Yared e Carlos Murilo de Almeida, que tinham acabado de sair de um cinema, foram pegos por trás pelo carro do deputado, que vinha a inacreditáveis 190 km por hora. Gilmar Rafael foi degolado e o corpo de Carlos de Almeida virou uma massa disforme.
O deputado estava bêbado. Nada menos do que 7,8 decigramas de álcool por litro de sangue. Era um colecionador de multas: 30, em 6 anos; 23 das quais por excesso de velocidade. Teve o rosto bonitinho e bem cuidado completamente desfigurado e se recupera no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Um hospital de ponta, caríssimo, inacessível à maioria da população. E sabe quem vai pagar a conta? Adivinha...
A a mãe de Gilmar, Cristiane Yared, está botando a boca no trombone. Clique em seu nome e veja a primeira parte de uma série de entrevistas, para o programa local "In close". Ao invés de chorar sozinha a perda do lindo rapaz, ela corajosamente está encabeçando um movimento em Curitiba que pretende propor um Projeto de Lei Federal que reduz os benefícios da imunidade parlamentar.
No próximo sábado, ela e centenas de manifestantes curitibanos estarão reunidos, a partir das 10 da manhã, no ponto conhecido como "Boca Maldita", no calçadão da Av. Luiz Xavier, na capital paranaense.
Divulgue o movimento, vamos nos multiplicar e reunir milhares de assinaturas, apoiando o projeto.
Aqui você pode acessar a página da rádio CBN e ouvir o boletim de Jorge Maranhão a respeito: "Imunidade parlamentar X Impunidade".
A violência no trânsito chega a proporções insuportáveis. Vamos ficar calados até quando?
No início do ano perdi uma amiga ciclista atropelada por um ônibus. No noticiário, imagens de jovens, mulheres grávidas, motociclistas, mortos por gente dirigindo alcoolizada, ou em excesso de velocidade, ou ambos, ou que não respeitam farol vermelho, enfim...E são filhinhos de papai, na maioria, que COMO SEMPRE, pagarão bons advogados e sairão impunes.
Em relação ao trânsito, como em relação às drogas e a tantos flagelos da nossa sociedade, não vejo uma campanha decente na TV, séria, feita pra chocar mesmo.
Não vejo punições, quando existem, que mexam com os intestinos dos criminosos - um assassino desses, além de preso, deveria prestar serviço voluntário no Corpo de Bombeiros e no IML; ajudar a tirar com PÁ os restos dos corpos massacrados de tantas vidas que se foram.
Um banho de sangue. Como disse Cristiane Yared, agora a chuva já lavou o sangue do seu filho e de seu amigo. Mas este sangue penetrou na terra.
E nós estamos pisando, andando em cima dele. Sem nada fazermos.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Comercial da Hyundai é publicidade rasteira

Eu não sei o que passa pela cabeça de um cliente quando aprova um comercial.
Dizer que o carro é espaçoso, ok. Que é econômico. Ok. Que é confortável, ok.
Mas vejam aquele do Tucson, da Hyundai.Sem falar que apelam para o tipo mais fácil de comercial, o de depoimentos. Poderiam ao menos escolher pessoas com mais massa cinzenta.
Frases como: "A sensação de imponência dentro do carro é ótima!"
Ou: "É bom poder olhar todo mundo de cima, de dentro do carro".
Aqui em São Paulo esses carros enormes se multiplicam. Criam problemas até nos condomínios, que não possuem vagas para tanto carro gigantesco.
O trânsito aqui já é um inferno de Dante sobre milhares de rodas. Percebo que esses carinhas a bordo de seus mega-carros são especialistas em ultrapassagens perigosas, alta velocidade, são verdadeiros tratores nas ruas, querem passar por cima de tudo e de todos. Porque se acham. Porque se sentem "imponentes" e precisam lustrar a auto-estima "olhando todo mundo de cima", de dentro do carro. Façam-me o favor...que nojo!
A Hyundai podia colaborar pra deixar nosso trânsito menos selvagem e abolir dois comerciais na TV que não fariam falta nenhuma.
Aliás a nossa Publicidade anda de mal a pior mesmo. Falta de imaginação. Tudo é baseado na inveja, no princípio de que o que importa é ter algo a mais ou melhor do que o vizinho. Ai que saudade do "Primeiro sutiã". Dá uma olhada...a década de 80 foi notável pelos comerciais brasileiros feitos com ARTE.
Whashington Olivetto, cadê você???

terça-feira, 5 de maio de 2009

Óleo no ralo da cozinha? Não!

E aí, você ainda joga o óleo usado na ralo da cozinha?
Sabia que ele cria uma camada espessa nas tubulações de esgoto e piora a questão das enchentes? Que dificulta o tratamento nas estações de esgoto? Que depois vai parar nos rios, matando um monte de peixes?
De acordo com a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), uma família gera, em média, 1,5l de óleo por mês. Apenas 1 litro de óleo descartado inadequadamente pode poluir 1 milhão de litros d'água num rio ou lago.
Então coloque seu óleo usado em garrafas PET e entregue nos postos de coleta de lixo reciclável. Como os que estão instalados na rede Pão de Açúcar, por exemplo.
Este material pode ser usado na fabricação de sabão. Circulam na Internet algumas receitinhas de sabão e sabonete para se fazer em casa.
Aí eu já não arrisco. Primeiro porque leva soda cáustica, um ácido perigosíssimo que precisa ser manipulado com cuidado.
Segundo, porque cá entre nós...não acho que um sabonete feito com óleo onde fritei camarões tenha um resultado muito bom na minha pele. Não quero sair por aí exalando aroma de frutos-do-mar.
Prefiro deixar essa parte, do reaproveitamento, com quem entende do assunto, hehehe!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Mau-gosto na Record

Hoje no "Programa da tarde", da rede Record, uma "pegadinha" de extremo mau-gosto. No quadro "Sorria, você está na Record", um ator simulava jogar um cão da raça Poodle na caçamba de um caminhão de lixo.
Obviamente o animal era substituído, sem que as pessoas percebessem, por um bicho de pelúcia. Mesmo assim, a cena foi chocante e inadmissível.
Péssimo exemplo a emissora deu, pois há loucos capazes de fazer isso e coisas piores.
Encontrei no Youtube versão americana da mesma pegadinha. É igual, sem tirar nem pôr. Só muda a raça do cachorrinho. O link do vídeo no YouTube é este.
Acabo de mandar um e-mail de protesto para a produção do programa e se você ama animais, deveria fazer o mesmo. Já que é pra copiar programas dos outros, que sejam selecionados com mais critério.
Entre no link do "Programa da Tarde" e bote a boca no trombone.
Aproveite para assinar uma petição que está reunindo assinaturas para conseguirmos uma Declaração Internacional pelos Direitos dos Animais na Unesco, clicando AQUI.
Obrigada!

Segredos da ilha de Fidel

Conheçam o blog de Yoani Sanchez, "Geração Y".
Ela é blogueira lá da ilha de Fidel e conta ao mundo as agruras de viver num país de regime repressivo e onde falta até absorvente higiênico para as mulheres.
O blog foi premiado e eu não consigo mais parar de ler. Muuuuito interessante.
Boa leitura e divulguem, pois Yoani é uma heroína, de carne e osso.

sábado, 2 de maio de 2009

Flavia vivendo em coma


O difícil dia-a-dia de uma mãe que cuida da filha em coma, há mais de 10 anos.
O trágico desfecho de um banho de piscina...o desrespeito aos direitos humanos e a injustiça da Justiça brasileira.
Não deixe de visitar Flavia vivendo em coma, blog de minha amiga Odele Souza.
Clique AQUI.

Morte de Senna: dia inesquecível


Naquele primeiro de maio de 94 eu e meu marido éramos recém-casados e não tínhamos filhos. Morávamos na Freguesia do Ó, zona norte de São Paulo. Obviamente era um daqueles domingos em que a gente estica a manhã e fica dormindo até mais tarde.
Mas o Marcos assistia a corrida na TV do quarto e de repente me acordou, dizendo: "Paula, o Senna morreu".
Achei que era brincadeira. Virei pro outro lado, dei risada e disse: "Ah tá...não dá pra achar jeito pior de me acordar não? Conta outra".
Mas era verdade. A imagem na TV mostrava a tomada aérea de um helicóptero e paramédicos desesperados tentando reanimar aquele que parecia o corpo de um boneco, estirado, imóvel. Não queríamos acreditar, mas já não havia esperanças.
No dia do cortejo pelas avenidas de São Paulo, eu estava dentro de um ônibus, passando sobre o viaduto do Paraíso. Todos os passageiros tinham o ar triste. O motorista e o cobrador, com os olhos marejados de lágrimas; enquanto um radinho que alguém mantinha ligado, alardeava o percurso do caixão. De repente, o ônibus parou e todos desceram, incluindo eu, sem entender muito bem o porquê.
Segui a massa. Todos se acotovelaram na grade do viaduto Paraíso. Lá embaixo, o carro do Corpo de Bombeiros, passava pela avenida 23 de maio, trazendo o caixão com o corpo do herói morto, coberto pela bandeira do Brasil.
Olhei em volta. Não havia ninguém que não estivesse chorando. O cobrador, do meu lado, em prantos..."Acabou a graça; não quero mas saber de corridas no domingo" dizia, enxugando a face.
Senna tinha um temperamento difícil, mas ao mesmo tempo, um carisma, que fazia dele mais do que o nosso campeão. Era como um filho para muitas donas-de-casa, ou um irmão mais velho, para muitos garotos que viam nele um espelho, um exemplo de superação e de persistência.
Os domingos nunca mais foram os mesmos.
Quando o cortejo se foi, rumo ao cemitério do Morumbi, entramos novamente no ônibus.
E seguimos adiante. Sem conversas, mas chorando.
Senna, que corria tanto, fez São Paulo parar.

terça-feira, 28 de abril de 2009

O que tá acontecendo comigo?


Ronaldo no Timão...dá pra resistir?

Eu sempre odiei futebol.
Sempre vi a bola como o inimigo número 1 da família e dos lares brasileiros.
Porque meu marido é goleiro no time do clube. Aliás ele é goleiro de vários times no clube. Goleiro é uma espécie em extinção. Com 1,92, meu marido literalmente fecha o gol.
O fato é que brigamos porque ele joga a santa peladinha de fim-de-semana, às vezes durante a semana também e ainda vê os jogos pela TV.
Mas na última final do Corinthians...bom, não pude refrear minha pontinha de orgulho pelo Ronaldo. O que está acontecendo comigo? Será que vão me crescer orelhas peludas? Meu guarda-roupa vai ficar branco e preto? Meu jardim vai se encher de gaviões? Agora as pessoas vendo o jogo pela TV e eu lá, disfarçando com uma cara de tédio, mas no fundo no fundo, torcendo pros branco-e-preto...sim, eu sinto, é um chamado!
Eu tentei ser São Paulo. Até com a chegada do Bosco, aquele gato, no lugar do Rogério Ceni, pensei: ora essa, agora eu tenho um bom motivo pra assistir futebol. Eu tentei ser Santo André, cidade do meu coração por motivos mais do que especiais. Mas não deu.
Fui contaminada. Se é pra torcer por alguém, agora eu sou Corinthians.
Me responsabilizo pelas consequências.
Prefiro torcer pelo time que tá ganhando!!! Mas por favor, não contem pra ninguém.
Pra todos os efeitos, eu odeio futebol...

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Shows gratuitos e a responsabilidade social

Bom, todo mundo sabe que o show do Andrea Bocelli em São Paulo foi gratuito.
Me pergunto por que a prefeitura da cidade e o governo do Estado, diante de um espetáculo desta magnitude, perdem a oportunidade de tornar a entrada, ainda que gratuita, imbuída de alguma causa, seja em prol da ecologia, ou de assistência a ONGS, tantas são as que precisam de ajuda.
OK, o parque do Ipiranga é nosso. Pertence a todos nós que moramos em São Paulo.
Mas o privilégio de uma atração como essa, gratuita...merecia um "pagamento". Por exemplo, Bocelli é cego. Então por que não se entrou em parceria com o Instituto Dorina Nowill ( a respeito, clique AQUI) por exemplo, que cuida da educação e profissionalização dos deficientes visuais?
Só se valoriza aquilo pelo o que se paga. Ainda que paguemos impostos e tenhamos direito ao lazer e à cultura, um evento como este precisa ser veículo para a divulgação de trabalhos sérios prestados à comunidade.

Show do Andrea Bocelli: lindo, mas o povo sofreu...

Eu fui uma das 25 mil pessoas malucas que enfrentaram absurdos pra assistir ao show do Andrea Bocelli, ontem, no Parque do Ipiranga.
O show era de graça e mamãe me dizia sempre: "Pra cavalo dado não se olha os dentes".
Mas gente...precisa fazer o povo sofrer?
Depois de penar 30 minutos numa das filas, soubemos, pelo boca-a-boca, que a entrada alí era restrita aos maiores de 60. Corremos para outra entrada, defronte ao museu.
Mais tumulto. Faltavam 20 minutos para as 16 horas, quando abriram um portão e só aí a polícia inventou de separar homens pra um lado e mulheres pro outro, para a revista. Por que não fizeram isso antes? Fomos sendo empurrados escada abaixo, rumo às baias, lá embaixo, como gado indo para o abate.
Mas eu nem atribuo a culpa aos policiais. Para quê servem as empresas organizadoras de eventos? Só pra cuidar do palco, do som, da luz...e para orientar as filas, organizar a entrada do público? Não havia ninguém.
Enquanto os "vips" ficaram sentadinhos, na frente do palco, a gente se espremia lá atrás. Sorte que o público, no geral, era de bom nível, pessoas educadas.
Mesmo assim...teve gente insistindo em abrir os guarda-chuvas. Um ítem que devia ser tão proibido quanto bebida alcoólica e arma de fogo! Também fico louca da vida quando os "manés" metidos a cinegrafistas amadores levantam suas câmeras e celulares, bem na frente dos telões. Precisa?
Consegui enxergar o Andrea Bocelli e seus companheiros de show, entre a nuca de um e o pescoço de outro. Achei que os telões laterais ficaram muito baixos. A escolha do local também foi uma idéia de girico: plantas, morros, tudo impedia uma visão melhor.
Aliás falta em São Paulo uma arena decente, com boa acústica, pra esse tipo de show.
O repertório era formado por clássicos da ópera.
Mas no final ele cantou "Con te partiró" e o povo acompanhou, cantando do começo ao fim da música, como se fosse um hino. Foi realmente emocionante.
No último BIS, senti que Deus soprou meu pedido no ouvido do tenor..."Nessum dorma" ficou impecável e ouvi com as mãos em prece.
Era a preferida do meu pai, italiano da Toscana, falecido em dezembro.
Tenho certeza que ele ouviu comigo. Aliás se eu não tivesse ido ele não me perdoaria.
Eu tava lá, pai.
Mas brasileiro sofre!!!!

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Lixeiras na calçada: dos males, o menor






A Prefeitura de São Paulo está querendo tirar as lixeiras particulares das calçadas da cidade.
Por um lado, tem lógica: se calçada é um espaço público e a lixeira é um acessório particular, não há muito sentido em mante-las.
Por outro, defendo a utilidade das lixeiras: os detritos ficam a salvo de cachorros abandonados que acabam estraçalhando o lixo e evitam que o xorume (líquido resultante da decomposição dos detritos) impregne a calçada com mau-cheiro. Tem muito espertinho que acha que é um acessório público e deposita alí seus saquinhos com excremento de cachorro. Enfim, isso já é pra outro post.
O fato é que saí pelo meu bairro tirando algumas fotos de calçadas intransitáveis e nesses casos a lixeira é o que menos impede o acesso de idosos, carrinhos de bebê, cadeiras de rodas etc.
São desníveis absurdos, totalmente em desacordo com a lei, bem como árvores super-dimensionadas, inadequadas para alguns espaços, ou seja, toda sorte de empecilhos para as tais caminhadas matinais que os médicos tanto recomendam.
A gente fica obrigado a andar no meio-fio. Não sei o que é pior.
Ter excesso de peso ou morrer atropelado!

Veja texto interessante a respeito também no blog do Milton Jung.

Campanha "Adote um vereador"


Lixo nas ruas: um dos muitos problemas de São Paulo - cobre do seu vereador!
A proposta da campanha "Adote um vereador" é muito simples.
Se o seu candidato às últimas eleições não foi eleito, ou se você tem memória curta - e nós brasileiros somos experts nisso - entre no site da câmara de vereadores da sua cidade e "adote" aquele cujas propostas têm mais a ver com você, com o que você pensa, com o que você quer para o lugar onde você vive.
Afinal, claro, seus impostos precisam ser aplicados de maneira responsável e coerente.
Eu adotei o vereador Floriano Pesaro, do PSDB aqui de São Paulo. Aliás dei uma lida nos projetos apresentados até agora e não me agradaram muito. VOU PEGAR NO PÉ!
Foi lançado o calendário das reuniões sobre o Plano de Metas para a nossa cidade. Por que você não participa? Elas acontecerão nas sub-prefeituras, sempre à noite, no horário das 19:30 - ou seja, não tem desculpa pra não ir.
Programe-se. Muita gente vai dizer: "Ah, mas que chato, um monte de gente falando, vou perder meu tempo..."
Não. Temos que nos acostumar a participar mais das decisões do munícipio. Você está pagando os salários dos servidores públicos, meu amigo! Incluindo os dos vereadores!
Vai jogar seu dinheiro no ralo?
VAMOS SEGUIR O EXEMPLO DOS MORADORES DE SÃO BENTO DO UNA - PERNAMBUCO, que acompanham os trabalhos da Câmara dos vereadores de lá! Veja clicando aqui!
Então entra lá. No site do vereador Pesaro está o calendário completo. Clique AQUI.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Ana Maria Braga pirou de vez?


Que coisa ridícula. Acordei só no susto: Ana Maria Braga vestida de Madonna sadomasô!
Perdeu a noção, Ana Maria? Ou tomou chá de cogumelo ao invés de café da manhã?
Segundo ela, o objetivo, já que o entrevistado da manhã seria um maquiador, era questionar até que ponto as pessoas se expõem...Não entendi.
Não teria sido mais sensato então ela se expor sem maquiagem e mostrar o quanto um maquiador faz diferença?
Se liga, Ana Maria.
E me poupe!!!

Andrea Bocelli


Ouvi na rádio Eldorado e não acreditei.
Andrea Bocelli DE GRAÇA no feriado de Tiradentes? Sim meninos e meninas, é verdade.
Vai ser no dia 21/04, às 16 horas, no Parque da Independência, aqui em São Paulo.
Reza a lenda que o cantor italiano Zucchero, no final dos anos 80, quis mostrar uma música para convidar Luciano Pavarotti a fazer com ele um dueto. Na fita demo, cantou com Andrea Bocelli.
Pavarotti respondeu que estava realmente com a agenda cheia e não tinha tempo para gravar o dueto com Zucchero. Mas disse a ele que, na verdade, ele não precisava de outro cantor para a gravação. Pois Bocelli era perfeito.
Eu concordo com o Pavarotti. Acho o Bocelli maravilhoso, daquelas vozes que tocam a gente bem fundo...a pura beleza da música.
Cá entre nós...ele também é um charme!
O que acho engraçado e lamentável, é que como fã de Caetano Veloso e de Chico Buarque, nunca tive recursos para ir a um show deles, cujos ingressos nunca ficam abaixo de 150, 200 reais.
No entanto, um artista internacional, do nível de Bocelli, vai cantar pra gente DE GRAÇA.
Sinceramente? Isso me faz perder a vontade de ir a shows dos cantores brasileiros.
Realmente, Caetano, Chico e Cia...agora nem que eu tenha dinheiro!
Prefiro o Bocelli. Tem a voz mais linda. É mais bonito. E mais generoso.
De olhos fechados para a luz, mas abertos para a alma, como ele (que é cego desde os 12 anos), confira a beleza de sua música e das paisagens da Toscana, no vídeo "Resta qui".

Andrea Bocelli - 21/04
Parque da Independência - av. Nazaré, s/ nº, Ipiranga, região sul, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/2068-0032. Ter. (21): 16h. Grátis. Classificação etária: livre.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

A guerra das cebolas




Toda quarta-feira é a mesma coisa. Tomo o rumo do hipermercado e aproveito as ofertas de legumes, frutas e verduras.
Aquilo é um inferno, se você for depois das 9. Era o que eu pensava. Cheguei às 8 e já estava lotado. Deve ser culpa da crise.
Feirões desse tipo são muito frequentados por idosos. Meticulosos...cuidadosos...muita rima, pouco bom senso.
A cada semana as mercadorias estão em bancas diferentes. Mas achar as cebolas é fácil.
Levante seus olhos de lince, que toda boa dona-de-casa/mãe tem. Onde houver uma nuvem de cascas de cebola esvoaçantes, SIM, lá estão elas.

Em volta, a turba...a turba de velhinhos, homens e mulheres, dispostos a levar quilos e quilos de cebola pela bagatela de 67 centavos.
Nesse caso, são as cebolas que choram. E joga daqui, e joga dalí, massacra acolá, algumas caem no chão e são pisoteadas,
sem dó nem piedade. É a guerra das cebolas!!
Pessoas largam os carrinhos no meio do caminho, sem se importar com a passagem dos outros.
E por que ainda tem gente que insiste em levar recém-nascidos a um lugar desses? Uma tortura para os pequenos, uma preocupação para mim, com tantos tomates e mexericas voando pra todo lado. Aliás meu instinto maternal deve estar escrito na testa...respondendo minha pergunta sobre onde estava o cheiro-verde, a funcionária respondeu: "Não sei, mamãezinha...não sou desse setor".
Ué, como ela sabia que eu sou mãe, se eu estava sem as crianças? Não me aborreci, muito pelo contrário. Eu amo ser mãe!
Também sempre vejo alguns tipos esquisitos, assíduos das quartas de feira...há um sujeito intrigante: chinelos, bermuda bege (é sempre a mesma) velha até os joelhos, camisa de pijama combinando com a bermuda, aberta quase até o umbigo e um colar prateado, tipo corrente. A cabeça? Ah é, cheguemos à cabeça: barba comprida, grisalha, tipo náufrago, óculos e meia-careca também grisalha. O cara tem uma cara de professor de Filosofia desencantado com a vida que não é fácil. Na próxima quarta acho que levo o gravador e o entrevisto.
E aquela gente que tem o péssimo hábito de comer as mercadorias sem pagar? Tento escolher um pacotinho de uvas e não há um cacho inteiro. Na minha frente, uma velhinha segura a dentadura com a mão esquerda e manda 4 uvas de uma vez pra dentro da boca. Ora, isso é furto. O que fazer? Chamar a polícia? Ou a ambulância?
Como tudo tem seu lado bom, sempre encontro um par de mulheres trocando receitas de algum legume esquisito que está em oferta. É só você procurar: cole em duas senhoras simpáticas conversando, preste atenção no modo de fazer e seu jantar tá garantido.
Deixo os perecíveis para o final. Na fila do caixa, sempre aparece alguém atrás do meu carrinho, com um pacote de pão e um litro de alguma coisa. Fico com dó e deixo passar.
O que seria da vida sem as pequenas gentilezas?
Se dou sorte, reencontro o mesmo empacotador. Que me pergunta dos meus filhos e diz que eles são lindos.
Mais um dever de dona-de-casa cumprido...e o elogio me fez ganhar o dia.
Por um olhar mais atento aos pequenos detalhes da vida