segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Encontro com Cássia Eller


Tô de bode porque toda vez que penso na av.Paulista penso na Márcia e nas suas últimas pedaladas. O motivo, você descobre no post abaixo.
Então tenho tentado lembrar de coisas boas que possa associar à avenida mais paulista da cidade.
Uma delas foi meu encontro com Cássia Eller. Uma desconhecida, arrebentando num palco em baixo da marquise do Masp...ano? Acho que era 91.
Nesses dias longínquos (oh...) a prefeitura (quem era mesmo? xii...) promovia shows muito bons alí em baixo do Masp. Bem em frente eu descia do primeiro, de dois ônibus, voltando da faculdade, com minha melhor amiga, Megs, que depois virou minha cunhada. Um dos primeiros foi Edson Cordeiro e seus vocais agudos inacreditáveis, aquele cabelão sob o vento do vão, enormes...Pô, deu até pra apaixonar.
Mas Cássia...Cássia tinha cabelo liso, curto, chanel, nos ombros mesmo. Camiseta listrada e uma inacreditável sainha vermelha. Quase uma Lolita, não fossem os cuspes pra fora do palco. E as goladas de 51 vez ou outra. Bom...mas aquela voz...e as letras do primeiro disco também eram muito boas.
Eu tinha acabado de publicar um poema num livro de coletâneas. E decidi esperar até o final e entrega-lo a ela.
A desconhecida de voz poderosa desceu do palco no final, toda tímida, como sempre. E caminhou bem na direção onde estávamos, eu e mais um grupo de pessoas boquiabertos pelo o que havíamos visto e ouvido.
Entreguei o livro pra ela...de cabeça baixa, só disse, sorrindo, "Êba, valeu".
Onde estará o livro ? Será que a Maria Eugênia guardou? Teria tido fins menos nobres? Hehehehe...sei lá.
Mas tenho o maior orgulho de ter estado com Cássia por uns minutos.
Saudade. Ainda bem que voz é pra sempre.
Ah: a Márcia Prado chegou a me pedir a biografia de Cássia emprestado. Não deu tempo de entregar, mas...acho que estão batendo altos papos lá em cima agora.
"...é tão estranho...os bons morrem jovens..."

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Por um olhar mais atento aos pequenos detalhes da vida