sexta-feira, 29 de maio de 2009

Projeto de Lei contra a Imunidade Parlamentar


O que sobrou do carro onde estavam os dois rapazes ASSASSINADOS pelo deputado.


O país ficou perplexo com o acidente envolvendo o deputado estadual pelo PSB do Paraná, Fernando Carli Filho, que matou dois jovens em Curitiba.
Gilmar Rafael Yared e Carlos Murilo de Almeida, que tinham acabado de sair de um cinema, foram pegos por trás pelo carro do deputado, que vinha a inacreditáveis 190 km por hora. Gilmar Rafael foi degolado e o corpo de Carlos de Almeida virou uma massa disforme.
O deputado estava bêbado. Nada menos do que 7,8 decigramas de álcool por litro de sangue. Era um colecionador de multas: 30, em 6 anos; 23 das quais por excesso de velocidade. Teve o rosto bonitinho e bem cuidado completamente desfigurado e se recupera no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Um hospital de ponta, caríssimo, inacessível à maioria da população. E sabe quem vai pagar a conta? Adivinha...
A a mãe de Gilmar, Cristiane Yared, está botando a boca no trombone. Clique em seu nome e veja a primeira parte de uma série de entrevistas, para o programa local "In close". Ao invés de chorar sozinha a perda do lindo rapaz, ela corajosamente está encabeçando um movimento em Curitiba que pretende propor um Projeto de Lei Federal que reduz os benefícios da imunidade parlamentar.
No próximo sábado, ela e centenas de manifestantes curitibanos estarão reunidos, a partir das 10 da manhã, no ponto conhecido como "Boca Maldita", no calçadão da Av. Luiz Xavier, na capital paranaense.
Divulgue o movimento, vamos nos multiplicar e reunir milhares de assinaturas, apoiando o projeto.
Aqui você pode acessar a página da rádio CBN e ouvir o boletim de Jorge Maranhão a respeito: "Imunidade parlamentar X Impunidade".
A violência no trânsito chega a proporções insuportáveis. Vamos ficar calados até quando?
No início do ano perdi uma amiga ciclista atropelada por um ônibus. No noticiário, imagens de jovens, mulheres grávidas, motociclistas, mortos por gente dirigindo alcoolizada, ou em excesso de velocidade, ou ambos, ou que não respeitam farol vermelho, enfim...E são filhinhos de papai, na maioria, que COMO SEMPRE, pagarão bons advogados e sairão impunes.
Em relação ao trânsito, como em relação às drogas e a tantos flagelos da nossa sociedade, não vejo uma campanha decente na TV, séria, feita pra chocar mesmo.
Não vejo punições, quando existem, que mexam com os intestinos dos criminosos - um assassino desses, além de preso, deveria prestar serviço voluntário no Corpo de Bombeiros e no IML; ajudar a tirar com PÁ os restos dos corpos massacrados de tantas vidas que se foram.
Um banho de sangue. Como disse Cristiane Yared, agora a chuva já lavou o sangue do seu filho e de seu amigo. Mas este sangue penetrou na terra.
E nós estamos pisando, andando em cima dele. Sem nada fazermos.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Comercial da Hyundai é publicidade rasteira

Eu não sei o que passa pela cabeça de um cliente quando aprova um comercial.
Dizer que o carro é espaçoso, ok. Que é econômico. Ok. Que é confortável, ok.
Mas vejam aquele do Tucson, da Hyundai.Sem falar que apelam para o tipo mais fácil de comercial, o de depoimentos. Poderiam ao menos escolher pessoas com mais massa cinzenta.
Frases como: "A sensação de imponência dentro do carro é ótima!"
Ou: "É bom poder olhar todo mundo de cima, de dentro do carro".
Aqui em São Paulo esses carros enormes se multiplicam. Criam problemas até nos condomínios, que não possuem vagas para tanto carro gigantesco.
O trânsito aqui já é um inferno de Dante sobre milhares de rodas. Percebo que esses carinhas a bordo de seus mega-carros são especialistas em ultrapassagens perigosas, alta velocidade, são verdadeiros tratores nas ruas, querem passar por cima de tudo e de todos. Porque se acham. Porque se sentem "imponentes" e precisam lustrar a auto-estima "olhando todo mundo de cima", de dentro do carro. Façam-me o favor...que nojo!
A Hyundai podia colaborar pra deixar nosso trânsito menos selvagem e abolir dois comerciais na TV que não fariam falta nenhuma.
Aliás a nossa Publicidade anda de mal a pior mesmo. Falta de imaginação. Tudo é baseado na inveja, no princípio de que o que importa é ter algo a mais ou melhor do que o vizinho. Ai que saudade do "Primeiro sutiã". Dá uma olhada...a década de 80 foi notável pelos comerciais brasileiros feitos com ARTE.
Whashington Olivetto, cadê você???

terça-feira, 5 de maio de 2009

Óleo no ralo da cozinha? Não!

E aí, você ainda joga o óleo usado na ralo da cozinha?
Sabia que ele cria uma camada espessa nas tubulações de esgoto e piora a questão das enchentes? Que dificulta o tratamento nas estações de esgoto? Que depois vai parar nos rios, matando um monte de peixes?
De acordo com a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), uma família gera, em média, 1,5l de óleo por mês. Apenas 1 litro de óleo descartado inadequadamente pode poluir 1 milhão de litros d'água num rio ou lago.
Então coloque seu óleo usado em garrafas PET e entregue nos postos de coleta de lixo reciclável. Como os que estão instalados na rede Pão de Açúcar, por exemplo.
Este material pode ser usado na fabricação de sabão. Circulam na Internet algumas receitinhas de sabão e sabonete para se fazer em casa.
Aí eu já não arrisco. Primeiro porque leva soda cáustica, um ácido perigosíssimo que precisa ser manipulado com cuidado.
Segundo, porque cá entre nós...não acho que um sabonete feito com óleo onde fritei camarões tenha um resultado muito bom na minha pele. Não quero sair por aí exalando aroma de frutos-do-mar.
Prefiro deixar essa parte, do reaproveitamento, com quem entende do assunto, hehehe!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Mau-gosto na Record

Hoje no "Programa da tarde", da rede Record, uma "pegadinha" de extremo mau-gosto. No quadro "Sorria, você está na Record", um ator simulava jogar um cão da raça Poodle na caçamba de um caminhão de lixo.
Obviamente o animal era substituído, sem que as pessoas percebessem, por um bicho de pelúcia. Mesmo assim, a cena foi chocante e inadmissível.
Péssimo exemplo a emissora deu, pois há loucos capazes de fazer isso e coisas piores.
Encontrei no Youtube versão americana da mesma pegadinha. É igual, sem tirar nem pôr. Só muda a raça do cachorrinho. O link do vídeo no YouTube é este.
Acabo de mandar um e-mail de protesto para a produção do programa e se você ama animais, deveria fazer o mesmo. Já que é pra copiar programas dos outros, que sejam selecionados com mais critério.
Entre no link do "Programa da Tarde" e bote a boca no trombone.
Aproveite para assinar uma petição que está reunindo assinaturas para conseguirmos uma Declaração Internacional pelos Direitos dos Animais na Unesco, clicando AQUI.
Obrigada!

Segredos da ilha de Fidel

Conheçam o blog de Yoani Sanchez, "Geração Y".
Ela é blogueira lá da ilha de Fidel e conta ao mundo as agruras de viver num país de regime repressivo e onde falta até absorvente higiênico para as mulheres.
O blog foi premiado e eu não consigo mais parar de ler. Muuuuito interessante.
Boa leitura e divulguem, pois Yoani é uma heroína, de carne e osso.

sábado, 2 de maio de 2009

Flavia vivendo em coma


O difícil dia-a-dia de uma mãe que cuida da filha em coma, há mais de 10 anos.
O trágico desfecho de um banho de piscina...o desrespeito aos direitos humanos e a injustiça da Justiça brasileira.
Não deixe de visitar Flavia vivendo em coma, blog de minha amiga Odele Souza.
Clique AQUI.

Morte de Senna: dia inesquecível


Naquele primeiro de maio de 94 eu e meu marido éramos recém-casados e não tínhamos filhos. Morávamos na Freguesia do Ó, zona norte de São Paulo. Obviamente era um daqueles domingos em que a gente estica a manhã e fica dormindo até mais tarde.
Mas o Marcos assistia a corrida na TV do quarto e de repente me acordou, dizendo: "Paula, o Senna morreu".
Achei que era brincadeira. Virei pro outro lado, dei risada e disse: "Ah tá...não dá pra achar jeito pior de me acordar não? Conta outra".
Mas era verdade. A imagem na TV mostrava a tomada aérea de um helicóptero e paramédicos desesperados tentando reanimar aquele que parecia o corpo de um boneco, estirado, imóvel. Não queríamos acreditar, mas já não havia esperanças.
No dia do cortejo pelas avenidas de São Paulo, eu estava dentro de um ônibus, passando sobre o viaduto do Paraíso. Todos os passageiros tinham o ar triste. O motorista e o cobrador, com os olhos marejados de lágrimas; enquanto um radinho que alguém mantinha ligado, alardeava o percurso do caixão. De repente, o ônibus parou e todos desceram, incluindo eu, sem entender muito bem o porquê.
Segui a massa. Todos se acotovelaram na grade do viaduto Paraíso. Lá embaixo, o carro do Corpo de Bombeiros, passava pela avenida 23 de maio, trazendo o caixão com o corpo do herói morto, coberto pela bandeira do Brasil.
Olhei em volta. Não havia ninguém que não estivesse chorando. O cobrador, do meu lado, em prantos..."Acabou a graça; não quero mas saber de corridas no domingo" dizia, enxugando a face.
Senna tinha um temperamento difícil, mas ao mesmo tempo, um carisma, que fazia dele mais do que o nosso campeão. Era como um filho para muitas donas-de-casa, ou um irmão mais velho, para muitos garotos que viam nele um espelho, um exemplo de superação e de persistência.
Os domingos nunca mais foram os mesmos.
Quando o cortejo se foi, rumo ao cemitério do Morumbi, entramos novamente no ônibus.
E seguimos adiante. Sem conversas, mas chorando.
Senna, que corria tanto, fez São Paulo parar.
Por um olhar mais atento aos pequenos detalhes da vida