segunda-feira, 8 de junho de 2009

A falta de preparo dos vendedores brasileiros


BRINQUEDO DE PÉSSIMA QUALIDADE: NÃO SE DEIXE ENGANAR


Gente, eu estou desempregada há anos. Nem penso mais em achar trabalho na minha área, mas até em vendas, como balconista de loja.
No entanto, sempre esbarro na mesma plaquinha: "Precisa-se de vendedor com experiência".
Não tenho a menor experiência em vendas. Mas pelo o que observo - e bem - como consumidora, acho que eu daria uma ótima vendedora.
No último sábado, la´estava eu, numa loja PBKids, na al. Arapanés, em Moema. Fui trocar um brinquedo, comprado pra minha afilhada, de 6 anos, a Gigi. Já foi uma dificuldade dois dias antes, porque ela não gosta de boneca nem de nada muito "light", em termos de brinquedo. Digamos que minha fofa é um tanto...ativa. Eu não conseguia escolher nada.
Na loja, vendedores novos, todos rapazes. Com certeza sequer brincaram com uma criança, uma vez na vida. Se brincaram, não gostaram!!
Apáticos, inexperientes em matéria de brinquedos e do brincar,desinteressados, vendendo isso como se fosse salsicha no balcão do açougue.
Completamente perdida, optei por um aspirador das "Princesas", marca Yellow (?? - que ráio de marca é essa?).
Perguntei ao vendedor se funcionava. "Sim, funciona mesmo!", foi a resposta. Perguntei se tinha muita saída. "Sim, bastante!" - disse ele.
Dentro, um saquinho com bolinhas de isopor e pilhas inclusas. Levei pra minha afilhada.
Em primeiro lugar, a indicação etária devia ser para ATÉ 3 anos. Porque só um bebê se diverte com aquilo. Em segundo lugar, o treco era tão mal-feito, que minha afilhada quase machuca o dedo, tentando tirar o compartimento de "lixo". Terceiro: o aparelho não tem a menor sucção. Ele aspira apenas as tais bolinhas de isopor.
Ora essa...pensei numa opção de brinquedo que fosse útil para a Gi...que ela pelo menos ajudasse a mamãe a aspirar os pozinhos da sala de estar e até do carro do papai.
Que nada.
Então, um brinquedo de má qualidade, que frustra a criança, que é inadequado, mal-feito, que não deveria ser vendido nem em feira de rua, está alí. Na PBKids!
E depois de toda a minha explicação indignada de consumidora enganada, o que o gerente fez? Embalou outra vez o brinquedo e recolocou na prateleira. À espera do próximo cliente bobo ou da próxima criança iludida?
Claro que a loja não se opôs à troca (só faltava...), porém, não se importou em atestar a qualidade do que está vendendo.
E em geral você percebe que os vendedores e balconistas são muito mal-preparados. Não conhecem os produtos de uma loja, não têm afinidade com o tipo de público. No caso, crianças, ora essa! Não é pra qualquer um! Cadê a responsabilidade de quem vende?
Criança é um cliente muito, muito especial. Crianças têm boa fé, acreditam no que uma bela embalagem e as propagandas dizem e acima de tudo, sonham com o objeto mostrado na TV e nas prateleiras das lojas.
Se uma loja se dispõe a vender um produto que não é o que promete ser, está sendo desonesta.
Se uma loja tem vendedores despreparados para a função, fica às moscas, porque cliente quer atenção, dedicação e seriedade do vendedor. E se ele confia num vendedor, ele volta. Nunca me esqueço de uma vendedora da "Brinquedos Laura", no shopping Ibirapuera, que se desmontava para mostrar os brinquedos funcionando, chegando à simpática atitude de brincar com meu filho de espada laser "Star Wars", no meio da loja.
Dá gosto de ver alguém que está preparada para a função e que curte o que está fazendo.
Esta é a humilde opinião de uma consumidora consciente, que não tem a menor experiência em vendas. Mas que, com certeza, jamais enganaria um cliente...
Aliás, vendedores em geral e especialmente os de loja de brinquedos: assistam "BIG - quero ser grande", filme de 1988, com Tom Hanks. Ele é uma criança que se torna adulta de um dia para outro e vira vendedor de loja de brinquedos. O vendedor dos meus sonhos; alguém que se dispõe a tirar de si a criança que já foi um dia, para ser um bom profissional de vendas.
Numa das cenas clássicas, ele toca um piano gigante (as lojas de brinquedo dos EUA são um deleite, tanto em variedade quanto na qualidade do atendimento).
Pois a loja do filme existe mesmo (veja aqui), o piano gigante está lá até hoje e é tocado, com os pés, por vendedores treinados e habilitados, devidamente, para vender sonhos.
Um dia a gente chega lá!
Ah, aqui vai o site da F.A.O.Schwarz, em Nova York.
E só pra terminar, aprendi uma coisa: na próxima, testo o que seja que eu for comprar, na própria loja. Se não for permitido, hasta la vista, baby.

3 comentários:

Aula de música disse...

Nossa,isso é terrível mesmo.É incrível tantas pessoas querendo um emprego e se esforçando,e outras que o tem,não dão valor,não tem amor,só ao dinheiro é claro..

Anônimo disse...

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