quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Novata na corrida


Como vocês já devem ter deduzido, decidi adotar a corrida como mais um esporte, além dos treinos de boxe.
Fora a avaliação médica prévia, imprescindível para que você comece uma atividade com segurança, há algumas técnicas para quem quer se aventurar neste que é o esporte mais democrático e inclusivo que existe.
Andei pesquisando e achei um site muito legal, com planilhas de treino e dicas ótimas.
Saia correndo, mas com critério! Veja quais são eles, aqui:

www.webrun.com.br

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Meia Maratona do Sesc

Prepare o fôlego quem quiser correr...
Dia 25 de outubro acontece a Meia Maratona do Sesc, em São Paulo.
A largada será no Monumento do Ipiranga e a prova terá um percurso de 4 voltas de 5.275m. As equipes podem ser de 2 a 4 pessoas.
Você encontra mais informações no portal do Sesc.
www.sescsp.org.br

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Correndo por amor

Gente, me inscrevi na São Silvestre desse ano.
Eu adoro quando me dizem: "Você é louca..."
Tem coisa melhor do que ser considerada fora do normal? E nesse caso, é uma loucura pra lá de saudável. Nunca fui corredora, apenas botei na cabeça que vou fazer o percurso inteiro e pronto.
Achei um blog bem legal, pra quem tiver interesse no assunto, da Simone Manocchio, da Jovem Pan.
Há dois meses voltei a praticar exercícios, mais especificamente o boxe. Estou adorando. Claro que não é pra lutar (não tenho mais idade pra competir em nenhuma categoria de boxe feminino - só por isso!!), mas sim pelo treino em si. Socar 7 sacos por dia é muito bom. Dou porrada imaginária em tudo o que considero um problema na minha vida. E saio da aula calminha, calminha...e mais magra!
Acima de tudo, exercícios despertam em você uma sensação de auto-confiança incrível, de que você pode fazer o que quiser por si mesma, de que qualquer meta é atingível.
Eu perdi meu pai em janeiro desse ano. Ele teria orgulho de saber que vou correr na av. Paulista.
Também perdi uma amiga que era uma atleta, sempre foi. A Márcia.
Essa tinha garra de sobra. Era das que ficavam chateadas por uma semana quando perdia alguma competição. Ela sempre me inspirou, até durante o tempo em que ficamos sem contato. Era também uma pessoa idealista e tinha trocado a moto pelo carro, apostando num veículo menos poluente e que beneficiava o corpo com exercício. Ironicamente, morreu atropelada por um ônibus, quando andava de bicicleta na Paulista, rumo ao trabalho.
É na Paulista que eu vou em busca da minha meta. E vou dedicar essa corrida ao meu pai e à Márcia.
Que desta forma, a mais linda avenida de São Paulo volte a ter pra mim um significado bonito, ao invés de doloroso.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Motoboy

Perdi o acabamento do espelho retrovisor esquerdo do carro. Eram 6:50 da manhã, trânsito parado na av.Ibirapuera. Levava as crianças pra escola.
Eu tava na direita, calmamente...e o cara passou entre os carros, levando embora meu acessório. Saiu à toda. Não tive como anotar a placa.
Nem adiantaria. Quais seriam as testemunhas?
Meu marido - o dono do carro, ainda perguntou se eu não saí do carro pra pegar o treco no asfalto. Não vi sinal do dito-cujo...
E corria o risco de ser atropelada por mais um motoboy circulando entre os carros.
Só faltava essa: levar prejuízo com o carro e virar panqueca em plena av.Ibirapuera.
Eu heim...

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Clarice Lispector

Vai só até 4 de outubro, no CCBB do Rio de Janeiro, o monólogo "Simplesmente eu", onde Beth Goulart encarna o papel de Clarice Lispector.
Soube que ela está perfeita, com todos os trejeitos, expressões e a indefectível língua presa.
Depois a peça vem para São Paulo. Oba!
Aqui a crítica de Barbara Heliodora, que saiu em "O Globo".
Clarice foi a primeira autora da literatura brasileira que me instigou. Eu era adolescente quando me deparei com "Água Viva", na estante da casa dos meus pais.Pegava o livro várias vezes, não entendia nada e devolvia minutos depois.
Virou um desafio na minha vida: um dia decidi que ia pegar e não largar.
Não teria conseguido, mesmo que quisesse. Meu exemplar tem várias anotações a lápis, nas bordas e por isso não empresto pra ninguém. Aliás sou super ciumenta com meus livros.
Clarice faz pensar. Clarice encanta com uma complicação descomplicada, quando a lemos com nosso íntimo. Clarice estimula a análise produtiva dos nossos mistérios mais profundos.
Ler Clarice é como cair no abismo de Alice.
E era linda. E era única.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Obrigada

Já virou clichê a frase: "Basta querer".
Não, gente. Não basta querer. Você precisa ir atrás, ser teimosa, encher a paciência de quem pode te dar uma chance, mostrar competência, amor pelo o que faz, não desperdiçar oportunidades na vida, à toa (eu já desperdicei, muitas! - cuidado, molecada!).
E se tiver desperdiçado, tente de novo, seja teimosa, insistente. Em suma: não desista de suas boas idéias.
Dê o sangue, insista, dê aquela "pincelada a mais". Não dá dinheiro? Você tá cansado de saber que isso é consequência de esforço e uma hora, chega. Todo mundo tem uma sacada na vida e por mais absurdo que pareça, grite! Com tanto jeito hoje, blogs, twitter, e-mail, cara-de-pau ao vivo em eventos, telefone (veja que as alternativas estão em ordem decrescente de importância, rsrsrs), você não tem desculpa.
"Ah, é só querer". NÃO! NÃO É SÓ QUERER!! É lutar, suar, mostrar trabalho.
Um dia eu optei por jogar minha profissão no congelador e ser mãe. Apenas, ser mãe.
Foi uma realização importante na minha vida.
Agora, tenho um caminho importante pra trilhar. Um caminho que eu tinha deixado de lado e que ainda está lá, guardadinho, no meu pote de sonhos.
Você até pode adiar seus sonhos, mas em algum lugar, lá dentro, eles pulsam. E um dia revivem, explodem...Aí, você tem que mentalizar, acreditar, pra encontrar pessoas sensíveis, que podem reconhecer seu empenho.
Eu quero aqui fazer um agradecimento público a duas pessoas:
Fernanda Cirenza - revista "Marie Claire"
Miriam Ramos - rádio USP
Obrigada por acreditarem em mim, por me ajudarem a não enterrar meus sonhos e pelas chances, únicas, de me sentir feliz, prestando serviço e realizando um trabalho no que mais amo fazer: o mais puro Jornalismo, com J maiúsculo.
Eu sou jornalista. Sempre serei. Eu briguei por isso, eu lutei por isso, eu tenho isso na veia e...eu sei fazer isso, muito, muito bem!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Adoção no "Visita VIP"

Convido a todos para uma visita ao site do programa "Visita VIP", apresentado pela jornalista Miriam Ramos.
Na seção de arquivo, no dia 11 de setembro, vocês conferem minha participação num programa em que foi discutida a nova lei da adoção. Dividi a mesa com o dr. Reinaldo Cintra, da Vara de Infância da Lapa.

Os cachos preferidos do Manoel


Não assisto novela. Tá, eu assisto o primeiro capítulo, dou umas pescoçadas durante e vejo o último.
Lá vem mais uma do Manoel Carlos. Gostei da fotografia. Quem assina é Affonso Beato. Visual lindo! E nem são as locações na Jordânia que me impressionam. São as no Rio mesmo. Alguém já disse que tá batido ver o Rio e suas paisagens de tirar o fôlego.
Pra mim não. Não dá pra cansar...o Rio é lindo e ponto final.
O que cansa é ver repeteco de roteiro. Toda novela do Mané tem que ter José Mayer, uma Helena e uma bêbada. E uma música da Bossa Nova na abertura. E depoimentos verídicos e emocionantes no fim. Always the same.
Tadinha da Bárbara Paz, que vai fazer a alcóolatra. Tão linda e com um abacaxi desses nas mãos. Vou torcer por ela. Mas...
Será que esse negócio de novela já esgotou? Nos bastidores já há discussões quanto ao formato. Eu apostaria em novelas mais curtas, como as mini-séries. E tendo o Rodrigo Lombardi como protagonista em todas!
Agora, quem sempre arrasa é a Taís Araújo. E pra eu ficar mais fã ainda, a bela declarou que adora seus cachos afro. Veja AQUI matéria sobre isso: o fim da ditadura da chapinha. Viva a Taís! Viva as modelos e atrizes que assumem o que são!! Viva a diversidade em todos os sentidos!
Como boa mestiça eu também me prefiro com cachos. Aliso às vezes, mas acho que não combina comigo, sinceramente. Cabelos lisos naturais são lindíssimos e admiro quem os tem. Mas quem não os tem, acho que precisa mais é se orgulhar e tratar direito dos seus.
Afinal...negro é lindo!!!

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Ô praga!

Ontem à noite eu estava embevecida com as palavras de Marina Silva no programa do PV (Partido Verde).
Já que a atuação do PT na área ambiental acabou se mostrando um fiasco, era mais do que coerente a saída da ex-ministra do partido. Fora isso, simpatizo muito com o PV e com Fernando Gabeira.
E foi assim, com grande empatia, ouvindo a morena magra e calma, enquanto eu lavava os pratos do jantar, que levei um susto com a aparição de um tal de...zequinha SARNEY! Ao ler a legenda, só aí me toquei: "Líder do PV na Câmara". Pronto! Lá se era um prato ao chão. Faço aqui uma mea culpa. O noticiário político tem me deixado tão enojada ultimamente, que prefiro assistir a programas menos comprometedores, como os desenhos do Pica-pau, por exemplo. Por isso tenho andado um tanto alienada.
Mas lá estava mais um gordo bigodudo, mais um Sarney na nossa vida. Tinha me esquecido que ele também é do PV!
Marina, você não tinha percebido também este pequeno detalhe??
Santo Deus, quando é que vamos expurgar esse clã coronelista da nossa vida política?

Eu tinha até pensado em votar na Marina pra presidência da República. Mas se for pra trocar carguinhos com os Sarney de novo, ah não. Não voto não, Marina.
Eles estão por todos os lados...o que fazer para evitar que o eleitor simples do Nordeste deixe de votar neles em troca de uma cesta básica?

Quem me responder ganha uma tapioca.

domingo, 6 de setembro de 2009

Catando cocô ecologicamente

Hoje eu li uma carta na Revista da Folha muito interessante.
Recolher as fezes dos cães já é um ato e tanto de educação e cidadania. Mas eu sempre me incomodei com o fato de que os saquinhos plásticos que a gente usa pra isso são anti-ecológicos.
Então, na tal carta, uma leitora sugeria que a gente forre com jornal o saquinho, assim ele pode ser reutilizado.
Legal, né? Ótima idéia. Eu vou testar e depois conto.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Palavras de uma quarentona feliz


Tenho procurado trabalho já há algum tempo e nem precisa ser como jornalista.
Mas quanto preconceito o mercado mantém junto à minha faixa de idade. Outro dia, numa caminhada, o anúncio na loja de brinquedos educativos Catavento dizia : “Precisa-se de vendedora para a Semana das Crianças”. Abaixo, a observação: “Moças de 16 a 25 anos”.
Gente...o que uma moça entre 16 e 25 anos entende sobre crianças, mais do que eu, que tenho dois filhos com mais de 10? Essa garota há de saber o que é sentar para brincar com uma criança e os diferenciais de um brinquedo educativo, em relação aos convencionais? Acho que não.
Uma pessoa de 40 anos está no auge. No auge da maturidade, da responsabilidade, da experiência de vida acumulada.
Geralmente a quantidade de cabelos brancos é inversamente proporcional à vontade de dar o melhor de si, o frescor da própria segurança, do entusiasmo em continuar se sentindo útil.
O tal anúncio pedindo “meninas” de 16 a 25 se repete, à porta das lojas, como cartilha. Deparei com outro, desta vez a observação no canto do cartaz com a vaga, em letras minúsculas, na janela de uma escola de música.
Tinha me entusiasmado com o anúncio no jornal. Perto da minha casa, trabalhar numa escola de música, puxa! Mas de novo, a restrição de idade.
O que uma menina de pouco estudo (o anúncio pedia alguém com segundo grau completo – e eu entendera que era o mínimo) sabe de Antonio Carlos Jobim? Silvia Telles? Que papo vai trocar com um jovem aluno de violão, por exemplo, se nem sabe o que foi a Bossa Nova?
Cheguei a pensar em entrar num estabelecimento desses e argumentar com o dono: o que você tem contra as quarentonas?
Mas eu não vou fazer isso, porque a essa altura da vida, eu quero o desafio da conquista, mas sem perder o sossego. Não preciso provar meu valor a ninguém, só a mim mesma, me olhando no espelho, todos os dias. Sem tirar nenhum dos fios brancos que costumam me dar bom dia, de vez em quando.
Senhores empresários, abram os olhos: nós de quarenta somos caixinhas cheias de agradáveis surpresas.
No ano passado, quando cheguei aos 40, bati o seguinte texto:

Ok, eu tenho 40.
Menos pior do que eu imaginava. E uma sensação de desafio no ar.
Quatro fios de cabelos brancos. Não vou arrancar nenhum.
Ok, eu já tenho 40.
Ainda sinto calafrios quando a namorada do meu sobrinho de 25 me chama de tia.
Dizem que 40 é a Idade da Loba. Mas tá parecendo mais a Idade da Boba.
Porque a gente resolve que vai fazer nos próximos 10 anos tudo o que não fez nos últimos 39!
Quero saltar de pára-quedas.
Quebrar um violão no alto de uma montanha.
Mas já sou sábia o suficiente pra sacar que meu Yamaha vale demais pra tamanha insanidade.
E o pára-quedas, pode não abrir...mas aí é só um risco.
Mais um de todos até hoje.
Porque a gente faz 40 e parece garantia de carro vencida: ao invés de portas caindo, marchas arranhando e lanternas que não acendem, é o colesterol que dispara...coxas e tríceps balançam mais do que eu gostaria...mas minha lanterna está bem acesa e eu tenho a pele boa!
Ok, eu tenho 40.
Talvez me arrependa das bobagens que farei nos próximos dez anos, os mais bem-vividos da minha passagem por aqui. Mas se pintar remorso...well...
Lá pelos 80...eu decido o que fazer.
Viva meus 40!
Por um olhar mais atento aos pequenos detalhes da vida