terça-feira, 22 de setembro de 2009

Clarice Lispector

Vai só até 4 de outubro, no CCBB do Rio de Janeiro, o monólogo "Simplesmente eu", onde Beth Goulart encarna o papel de Clarice Lispector.
Soube que ela está perfeita, com todos os trejeitos, expressões e a indefectível língua presa.
Depois a peça vem para São Paulo. Oba!
Aqui a crítica de Barbara Heliodora, que saiu em "O Globo".
Clarice foi a primeira autora da literatura brasileira que me instigou. Eu era adolescente quando me deparei com "Água Viva", na estante da casa dos meus pais.Pegava o livro várias vezes, não entendia nada e devolvia minutos depois.
Virou um desafio na minha vida: um dia decidi que ia pegar e não largar.
Não teria conseguido, mesmo que quisesse. Meu exemplar tem várias anotações a lápis, nas bordas e por isso não empresto pra ninguém. Aliás sou super ciumenta com meus livros.
Clarice faz pensar. Clarice encanta com uma complicação descomplicada, quando a lemos com nosso íntimo. Clarice estimula a análise produtiva dos nossos mistérios mais profundos.
Ler Clarice é como cair no abismo de Alice.
E era linda. E era única.

Um comentário:

Odele Souza disse...

Adoro Clarie Lispector.

Beijos.

Por um olhar mais atento aos pequenos detalhes da vida