quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Na praia, só o mar pode fazer barulho!


Passei um feriadão maravilhoso com amigos queridos no litoral norte de São Paulo.
A despeito da boa companhia, claro que esbarrei com tipos nada afeitos à boa convivência. Falo do som alto na praia.
Você tá lá...pés enfiados na areia...tentando esquecer o buzinaço do trânsito em Sampa e a poluição auditiva que invade suas orelhas todo santo dia em qualquer cidade grande.
Aí um bando de bichos selvagens estaciona o carro na beira da praia. Não se contentam com o usual barulhinho baixo promovido pelos quiosques, geralmente regado a Bob Marley e Jimmy Hendrix - sim, qdo a praia é boa, no máximo, é isso que você ouve.
E lá estava eu, tomando minha aguinha de coco, quando alguém decide que eu e minha família TEMOS que ouvir FUNK. Da pior qualidade. Aquele vulgar mesmo, baixo, aquele que uma galera de ignorantes resolveu chamar de "funk" sem nem saberem do que se trata, na raíz. Do tipo que me força a largar o coco na mesa e tapar as orelhinhas da minha filha de 10 anos.
O som alto na praia está sob leis municipais locais, mas no geral, é proibido em todas as praias do litoral paulista e quase no país inteiro também.
Sinceramente, quando uma turminha da pesada resolve fazer isso, tenho vontade de voltar aos meus instintos primais e arremessar a cabeça do motorista do carro com "muuuuito som" contra os altos-falantes do dito cujo, que fatalmente estará estacionado de ré, com o porta-malas aberto e com aquela porcaria toda saindo pelos alto-falantes.
Na praia eu quero ouvir o barulho do mar. Das ondas batendo nos rochedos. Não quero ouvir funk. Nem pseudo-funk.
Porque a minha capacidade auditiva termina onde começa a capacidade auditiva do próximo.
AH: a galerinha do "super som" deixou a praia largando pela areia um monte de latinhas de cerveja, papel de sorvete e canudinhos plásticos.
Preciso escrever mais alguma coisa??

Um comentário:

Odele Souza disse...

Paula,

Vemos muita disso: Pessoas se comportando com total falta de cidadania. E quando falta cidadania, falta respeito ao próximo.

Beijos.

Por um olhar mais atento aos pequenos detalhes da vida