sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Crack: nem pensar

Como vocês devem ter percebido, pelo gadget ao lado, resolvi apoiar a campanha "Crack, nem pensar".
O consumo da droga vem crescendo assustadoramente em São Paulo, na capital e interior, no Rio de Janeiro, nas cidades pobres, nas cidades ricas, em todos os lugares. Fico preocupada não só por ser mãe, mas por ser cidadã atuante e que já perdeu gente muito querida para a droga que é a droga.
Uma escola tradicional de São Paulo localizada na chamada cracolândia está em vias de ter suas portas fechadas. Alguns professores amarram as janelas com arame, para que seus alunos não veja os viciados consumindo o crack do outro lado da rua.
Eu acho que faltam campanhas mais chocantes na mídia, não só sobre o crack mas sobre todas as drogas, legais e ilegais.
O brasileiro, que em geral é bem despudorado no que se refere à sexualidade, parece ter medo de chocar mostrando nossos jovens indo para o túmulo nos braços das drogas.
Ora essa, qual é o problema de se fazer uma campanha realmente abrangente e de impacto? Até quando as pessoas serão iludidas? Até quando vamos esperar de braços cruzados os nossos filhos sendo arrastados por algum traficante cheio de lábia e malícia? Por que não preciso me importar enquanto isso estiver acontecendo com o filho do vizinho ou de uma amiga? Será necessário o parente de algum ministro morrer de overdose para que o Estado acorde e tome providências efetivas? Esse mesmo Estado que sequer oferece tratamento gratuito às vítimas do vício?
Crack é um derivado de cocaína, com potencial viciante dez vezes maior do que a cocaína. Ou seja, logo após o primeiro ou segundo uso, o camarada já fica viciado.
Convido você a clicar no link ao lado e se informar sobre a campanha. Se você é blogueiro, entre nessa também.

Um comentário:

lucia disse...

Concordo com voce plenamente a respeito do crack.Tambem ja perdi varios amigos e tenho na familia pessoas que são dependentes do crack.Participo junto do sofrimento dos pais e sei que não é facil.Eles não aceitam que são dependentes quimicos, e assim fica muito dificil de ajudar.

Por um olhar mais atento aos pequenos detalhes da vida