sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

As ditas pulseiras "do sexo"

Eu ia saindo de um consultório médico há uma semana, quando deparei com uma barraquinha de camelô, onde várias pulseiras coloridas de plástico eram vendidas a R$ 2 o pacote.
Sem pestanejar, levei dois pacotinhos para minha filha, de 10 anos.
Agora vejo na mídia essa polêmica toda em volta das pulseiras, que teriam surgido na Inglaterra como parte de um simbológico jogo sexual.
Todas as colegas da minha filha estavam usando. Não costumo levar meus filhos a adesões por pura moda ou porque "todo mundo usa, todo mundo faz". Mas nesse caso, as pulseirinhas são uma graça e estimulam uma vaidade infantil, até aquele momento, saudável, sob meu ponto de vista.
Depois que as reportagens sobre o tal código sexual implícito pipocaram pela mídia, as colegas e minha filha suspenderam o uso. Conversei com ela e deixei claro: "Você e suas amigas não têm idade pra certas coisas e não estão usando com essa intenção. Eu sei disso, você sabe disso, então fica a seu critério".
Porque a malícia está na cabeça de quem vê. Minha filha não anda sozinha na rua, não está exposta à ação de pedófilos, não acessa sites impróprios, que não conheço (temos um bloqueador no nosso PC)e sempre foi instruída com os velhos conselhos que todos os pais sempre deram: não aceitar presentes de estranhos, não conversar com quem não conheça, não deixar que passem a mão pelo corpo dela etc etc. Sem neurose mas de uma forma sensata e esclarecedora.
Eu acho que se os pais tomam esses e outros cuidados, não é uma pulseirinha que vai facilitar uma abordagem pedófila ou expô-la a algum perigo concreto. Bobagem.
Crianças com sexualidade precoce são vítimas de uma educação sem critério a partir de casa.
Ao que parece, as mães das amigas da minha filha tiveram o mesmo tipo de conversa com suas crianças.
E 4 dias depois da polêmica, gerada pelas reportagens, as meninas voltaram a usa-las.
Se os ingleses vêem alguma conotação sexual nesse acessório...bem, o problema, é deles.
Depois de publicar esse post, descobri que a colunista Rosely Sayão, da "Folha", pensa como eu. Quer ouvir? Clique AQUI.

Um comentário:

Perdro Carlos disse...

Parabens pela sua atitude!! É curioso como algumas coisas ganham conotações diferentes, dependendo das pessoas. Se uma pulseira significa sexo para um ingles, uma menina brasileira deve deixar de usa-la? é claro q nao!!

Se quiser, acesse meu blog, talvez vc curta http://domingodemadrugada.blogspot.com/

bjs!

Por um olhar mais atento aos pequenos detalhes da vida