sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

AACD 2 : retornos do SAC

Em post anterior eu havia reclamado do atendimento sofrível na AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente), aqui de São Paulo.
Quanto ao péssimo atendimento da recepcionista "muda" que sequer conversou comigo sobre o agendamento de exames, recebi telefonema muito gentil do SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) da instituição. Sim, claro que no mesmo dia eu tinha ligado, reclamando. A funcionária agradeceu pela reclamação, disse que o comportamento da tal recepcionista foi completamente inadequado e que lhe seria chamada a atenção.
No dia em que levei minha filha para o devido exame, preenchi um daqueles formulários existentes em caixas de sugestões. Desci o verbo.
Ontem recebi mais um telefonema do SAC. A atendente mais uma vez agradeceu pelas queixas, disse que a questão da falta de cadeiras suficientes seria repassada ao setor de reformas estruturais e que a demora de quatro horas deveu-se à quebra de um dos equipamentos de radiografia. Disse ainda que as recepcionistas são orientadas a explicar aos pacientes sobre qualquer atraso, pra que pudéssemos optar entre esperar ou não.
Então se percebe que a boa vontade da direção é grande. Mas falta investimento em capital humano. Recepcionistas da AACD não podem dar atendimento precário, nem num consultório qualquer, muito menos alí.
A funcionária, ao telefone, disse ainda que meu formulário de reclamações era um dos poucos dentro da tal caixa.
Ou seja, ainda falta muito para o brasileiro sentir-se no direito de reclamar e apontar falhas de atendimento. No geral, aqueles pais e mães mantinham o ar resignado, como se a dificuldade de ter um filho com deficiência já lhes bastasse. Como se merecessem esperar por horas, em pé, sem nenhuma satisfação. Sugeri a eles que preenchessem também o formulário. A maioria deu de ombros e disse que não adiantava nada.
Acorda, povo brasileiro. Temos deveres, impostos sendo pagos e muitos direitos a reclamar. Embora a AACD seja uma instituição sem fins lucrativos, se ela está lá e se dispõe a atender as pessoas, precisa fazer bem-feito. Nenhum paciente vai lá para passear. Todos merecem um atendimento digno.

Um comentário:

André disse...

Que bom que retornaram,um absurdo abordado pelo seu relato anterior..só de ler, a gnt vai se angustiando pelas pessoas ali humilhadas com espera e inadequação do local...enquanto isso, em Brasília...

Por um olhar mais atento aos pequenos detalhes da vida