sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Farmácias: que bobagem

Sobre a nova regra dos produtos nas farmácias, determinada pela Anvisa, repito o que eu disse no e-mail para o jornalista Milton Jung, que ele gentilmente leu no ar, hoje, na rádio CBN.
Num país onde remédios tarja preta são vendidos sem receita médica, deixar Dipirona Sódica ou sal de frutas na frente ou atrás de um balcão não fará a menor diferença.
O balconista de farmácia continuará a ser o "médico" dos pobres e hipocondríacos.
Aqui no Brasil tem-se essa mania por leis novas...
Cada vez que o governo (seja municipal, estadual ou federal) vem com uma e, via de regra, não a consegue fazer cumprir, inventa outra, só para desviar o foco.
Estamos assistindo ao afrouxamento da Lei Seca no trânsito. Estamos de novo à mercê dos irresponsáveis que enchem a cara e colocam nossas vidas em risco, nas ruas e nas estradas. Mais uma lei que não "pegou".
Então agora toda a mídia se volta para as farmácias, como se mudar os remédios de lugar fosse capaz de mudar a mania do brasileiro de automedicar-se. A raiz disso é cultural e social, também: o sujeito não tem acesso a médico com rapidez e eficiência, demora meses para fazer um exame, outros meses para ter o resultado, não tem dinheiro para os medicamentos certos e aí resolve dar um jeito por si próprio. Sempre contando, claro, com a ajuda daqueles jovens balconistas, orgulhosos de seus aventais brancos, que nem sempre são farmacêuticos graduados - aliás função de farmacêutico não é receitar remédio.
Ao menos esse tipo de consumidor está pondo apenas a própria saúde em risco e sendo maior de idade, é problema seu.
Já os bebuns dirigindo à solta por aí...salve-se quem puder, deles.

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