sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Superando o luto


Saudade do meu pai

Esse foi o primeiro ano da minha vida sem a presença física do meu pai.
Parece que o ano de 2009 foi um abismo escuro; eu não sabia pra onde estava indo, eu não sabia onde estava caindo e eu não sabia como e se ia sair. Descobri a terapia como a ferramenta mais ao alcance, mais palpável pra me ajudar.
Sempre fui espiritualista, mas numa perda pessoal, nenhuma tese religiosa faz sentido, a menos que você seja fanático. E de fanatismo quero distância.
Fiquei de mal com Deus. Me agarrei na Psicologia e estou aos poucos saindo do buraco em que me meteram. Quem? Ora essa...a morte...e o cara que toma conta das coisas lá em cima.
Na hora do aperto, a Ciência realmente ajuda. Fugi dos remédios anti-depressivos e apenas confiei em mim mesma e no meu próprio tempo. Uma boa terapeuta me ouvindo e pronto, já estava a meio caminho da recuperação.
Agora recomeço a estudar as filosofias espiritualistas - todas me servem, como conhecimento e fonte de reflexão - e a voltar a acreditar numa realidade simples: a morte é só uma viagem pra qual vc não precisa se preocupar em fazer as malas.
Não vi meu pai morto num caixão. Não quis, não vi razão para essa auto-tortura. Preferi me preservar, a despeito dos inacreditáveis protestos de certos parentes diante da minha recusa.
Dessa forma, agora me dou ao luxo de acreditar que meu pai simplesmente pegou seu barco a vela e foi pro mar, ser feliz, sem ninguém mais mandando nos seus pensamentos e no que ele sentia. Livre da doença, livre de dor. Livre, apenas.
Mas que dá saudade, dá. Ninguém é perfeito.

Um comentário:

PATRICIA disse...

Amorzinha...
Nem adianta eu te dizer que isso vai melhorar... a SAUDADE, aquela de verdade, só aumenta...
O que acontece é que aprendemos a conviver com ela... a entender a ausencia de pessoas que tão bem nos faz...
Mas...
Não acaba aqui...
Um dia estaremos juntos, na Paz do Senhor...
Fique bem, trasforme dor em sorrisos... lagrimas apenas gostosas, saudosas...

bjókas

Por um olhar mais atento aos pequenos detalhes da vida