domingo, 28 de março de 2010

Tranquilizadora surpresa

Felizmente, eu estava errada. Nardoni e Jatobá foram condenados.
Mas vamos ficar de olho...a defesa já estuda recorrer. Há uma série de falhas na perícia e esperemos que o caso dê aos técnicos e advogados instrumentos para aperfeiçoar o trabalho da Justiça.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Serão absolvidos

Posso apostar que os Nardoni serão absolvidos.
Pra variar, houve uma sequência de falhas na perícia. O Brasil tem MUUITO pra avançar nessa especialidade, ainda. Falta equipamento, falta material, falta treinamento.
O júri não vai condenar com tantas dúvidas.
Cadê a perícia na tesoura? Cadê a perícia nas mãos do casal? E se eu fosse membro do júri, minha pergunta seria: se o pai da menina tivesse ligado primeiro para o resgate ao invés de para papai e mamãe dele, Isabella poderia estar viva?
E eu gostaria de saber por que aquele palhaço que andou fazendo micagens atrás de repórteres e ainda tentou invadir o Fórum não foi preso. Um ser humano capaz de querer aparecer às custas da tragédia alheia é tão monstro quanto o assassino da Isabella. Eu me recuso a colocar o link das aparições dele aqui no blog. Não vou ser mais uma a dar platéia para o fulano.
Aliás, embora se tenha livre direito à expressão, a mídia devia simplesmente ignorar os exibicionistas que fazem fila na porta do Fórum e só tumultuam a situação.
Como eu disse no post anterior: se a população tivesse acesso ao que acontece lá dentro via reportagens sérias nas boas emissoras, metade daquele povo curioso não estaria dormindo na calçada.

terça-feira, 23 de março de 2010

Caso Isabella: temos o direito de assistir

Longe de mim defender sensacionalismo ou "julgamento-show".
Mas eu acho que a Justiça erra ao impedir o acesso disciplinado da Imprensa ao julgamento da Isabella Nardoni.
Deveriam ser impostas algumas condições às emissoras de rádio e de TV, especialmente às mais populares, no sentido de impedir abusos e sensacionalismo descabido.
Mas nós, cidadãos, temos o direito de acompanhar o caso mais de perto. Isto é acesso à informação. Um dos melhores veículos pra você ficar de olho é este, a rádio Bandeirantes AM.
A população brasileira está no seu limite: não dá mais pra conviver com tanta impunidade. Ninguém suporta mais ver um João Helio arrastado por metros e o assassino sair livre, leve e solto. Ninguém mais suporta ver uma mãe cuja filha está em coma por conta de um ralo de piscina mal-dimensionado. Ninguém pode aturar que um ser sem definição moral, assassine um casal de namorados barbaramente durante um acampamento e saia também, impune. Felipe e Liana não morreram no imaginário coletivo, como símbolos de um crime brutal.
E agora, ninguém vai aceitar que uma menininha seja arremessada pela janela do seu apartamento, destruindo a vida de sua mãe e de seus avós, sem que alguém cumpra pena exemplarmente, seja quem for e da maneira mais extrema possível - o que, infelizmente, nossa lei não permite - e você deve imaginar de qual pena estou falando.
Há um pouco de nós na Isabella e há um pouco de Isabella em todos nós, porque ela pertencia à nossa sociedade. Sem falar nos milhares de crianças vítimas de maus-tratos e de assassinatos, anjos anônimos barbarizados todos os dias, cujos nomes nem chegamos a saber.
A gente quer ver esse julgamento na TV, sim. A gente que ver a Justiça sendo feita, com nossos próprios olhos.
Não é curiosidade mórbida não. É paciência esgotada e um último fio de esperança, de que podemos acreditar na nossa Justiça.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Texto de Lya Luft

Hoje li uma crônica de Lya Luft, de novembro de 2009, sobre a febre de atribuir a este ou àquele autor determinados textos, alguns deles ridículos, caluniosos.
Poucas vezes alguém traduziu tão bem o sentimento de quem se vê vítima dessa terra de ninguém, que é a internet. Já passei por isso. Só relevei, por se tratar de uma pessoa desequilibrada e cheia de problemas.
Infelizmente, ao invés de procurar um Psiquiatra, esse tipo de pessoa usa como terapia sair por aí difamando os outros. Isso é digno de dó, não de raiva.
Leia trechos da coluna e veja o link para o texto completo.

"Como tantas coisas neste mundo contraditório, a internet
é ao mesmo tempo covil de covardes e terra de maravilhas.
Acusar alguém injustamente de qualquer imoralidade, invadir ou distorcer a vida pessoal de alguém, escrever frases insultuosas, ameaçadoras, hostis, sob a capa repulsiva do anonimato, é um crime contra a já tão achincalhada ética.
Mas como encontrar o criminoso? Que leis lhe aplicar? O jeito é dar de ombros. Nem sempre dá para dar de ombros. Às vezes machuca. Ofende. Prejudica quem é inocente, alegra quem é perverso. No espaço cibernético podemos caluniar e destruir ou elogiar e endeusar quem quer que seja, sem revelar nossa identidade. Também podemos trabalhar, pesquisar, nos comunicar, aprender, nos deliciar, sem sair de casa. Como tantas coisas neste mundo contraditório, a internet é a um tempo covil de covardes e terra de maravilhas." - Lya Luft

Não deixe de ler o texto completo. Clique aqui.

quarta-feira, 17 de março de 2010

O petróleo é do Rio, porque o Rio é nosso!

Eu apóio a manifestação contra a divisão dos royalties da exploração do Petróleo no Rio de Janeiro.
O petróleo é do Rio, porque o Rio é nosso!
Saiba aqui!

Ouça ainda o comentário de Arnaldo Jabor aqui.

domingo, 14 de março de 2010

Filmes de terror: medição específica

Acerca da crítica ao filme "Atividade Paranormal", no post abaixo, quero acrescentar que a avaliação do quanto um filme de terror pode dar medo devia ser baseada no seguinte critério: público no cinema, público que assiste no DVD ou Blue-Ray.
Porque o efeito psicológico em um ou outro ambiente é completamente diverso. Sobre esse filme, já li sobre gente que saía do cinema completamente perturbada.
São situações diferentes. Se você gosta de sofrer e sentir medo, talvez seja melhor assistir no cinema, porque em casa, o medo cai pra 50%.
Boa sorte, hehehe.

Filme "Atividade Paranormal" garante 1 ou 2 sustos. E só.

Há semanas houve um zum-zum-zum sobre o filme "Atividade Paranormal", que acaba de sair em DVD. Claro que lá fui eu conferir do que se trata, pois há tempos tenho vontade de ver um filme de terror que REALMENTE me dê medo.
Bom, você tem 2 alternativas para começar a assistir. Ou você pega um bom travesseiro, uma taça de vinho e um cobertor de orelha e aproveita uma bela soneca, ou toma um coquetel de café, com Coca-cola e guaraná em pó pra ficar acordado nos primeiros 40 minutos. O blá-blá-blá do casalzinho é infinito e irritante.
As imagens no quarto do casal também são um tédio, repetidas à exaustão. Nenhum ruído estranho na casa que não possa ser causado por seu marido quando acorda à noite e vai fazer xixi ou pelo motor da sua geladeira velha.
Mas do meio para o fim, as imagens repetidas do quarto terminam fazendo um efeito interessante. Como se fosse uma lavagem cerebral, acabam levando você pra dentro do quarto. Se você tiver conseguido ficar acordado até esse ponto, começa a prestar atenção no enquadramento, com um grande espaço à esquerda da tela. Há uma porta alí e você passa a observa-la quase torcendo pra aparecer alguma coisa. Afinal, você pagou pra se assustar, não é? Então...você começa a se perguntar por quê diabos resolveu assistir ao filme sozinho, ou no escuro e como vai conseguir ir pra cama depois.
E começa a se irritar sem entender como um filme que custou 15 mil dólares e quase não tem efeitos especiais consegue deixa-lo com medo! Isso é cinema? Será que não é?
À maneira de "A bruxa de Blair" e "Cloverfield", você tem que ter estômago pra não se enjoar da câmera "bêbada", balouçante.
Mas o grande mote do filme é expor uma situação de suspense pela qual eu e você podemos passar. Aquele barulho de passos à noite, que podem ser do seu vizinho, ou a luz que se acende no outro cômodo, que pode ser só um mal-contato, mas que no filme revelam a presença de mais alguém na casa. Um alguém que não se mostra.
E aí você vai realmente pra cama, com todas as luzes acesas e se cobre com o lençol até as orelhas.
Pois é. "Atividade Paranormal" enche um bocado de linguiça. Mas no final...FUNCIONA!

Cidade das Abelhas: só para crianças beeem pequenas.


Silêncio: abelhas trabalhando


Eu não sei em quais critérios alguns grandes guias de lazer se baseiam para suas dicas à população.
A Casa das Abelhas sempre está lá, em algum deles. Trata-se de um parque na cidade de Embu, São Paulo, que se propõe a ensinar tudo sobre abelhas. Interessante, não? Será?
Fui com minha família no último domingo. Que barca furada...
A área do parque é muito bonita. O estacionamento é gratuito. Na lanchonete, 2 ou 3 tipos de salgados e um cachorro-quente insosso, além da cerveja com mel de São José do Rio Preto.
Na entrada para o lazer e a parte didática propriamente ditos, o susto: 15 reais por cabeça. Meu marido olhou pra mim e questionou se valeria a pena, pois à primeira vista parecia haver lazer apenas para crianças pequenas - eu tenho um filho de 13 e uma filha de 11. "Já estamos aqui, vamos conhecer".
Ah se arrependimento matasse...Uma sala repleta de painéis, textos e fotos que eu poderia ter visto na internet. Uma abelha gigante onde meu marido batia a cabeça no teto, abafada e sem o menor atrativo para maiores de 3 anos. Escorregadores, idem.
Uma pequena tirolesa que a mim parecia a mais interessante. Em manutenção.
Uma bela trilha, atrás, mas que você encontra em qualquer parque público da cidade.
Por fim, a mais bonitinha atração, se é que pode chamar assim, com algumas colméias cheias de abelha produzindo mel, para ser avistada à distância - claro, não sou nem doida - e a simpática placa "Silêncio: abelhas trabalhando".
Pelo visto, são as que mais trabalham no parque. Não havia um monitor sequer. Nenhum vídeo interessante. Nenhuma interatividade.
Talvez a visita seja mais adequada para escolas, pois aí sim há monitoria. Pelo menos é que parece, vendo o site, que também tem belas fotos.
Para você, que tem crianças maiores do que 5 anos, melhor buscar outra forma de lazer e gratuita, como há tantas. Porque 60 reais pra isso, amigos, é dinheiro jogado fora.

Cidade das Abelhas - www.cidadedasabelhas.com.br

sexta-feira, 12 de março de 2010

Apagaram o traço mais inteligente do Brasil


O grande cartunista Glauco foi morto hoje de madrugada, juntamente com seu filho de apenas 25 anos, durante o que inicialmente pensava-se ser um assalto. Mas a história não é bem essa. Veja AQUI.
Quatro tiros no tórax.
Mais uma vítima da violência. Mais um gênio que nos fazia rir e agora, involuntariamente, nos faz chorar.
Farão falta suas tiras, o Geraldão e dona Marta.
Que pena. Que perda.
Acesse o site do cartunista e conheça seu trabalho. Bye, Glauco.

FONTE: Folha online

Jornalistas: orai e vigiai!

Cruzes, o que está acontecendo com a "Bons Fluidos", da editora Abril? Na edição de março,em menos de 10 minutos de leitura peguei dois erros gravíssimos: na pág. 31, "cituação", com C ! Essa foi de doer a espinha...
Depois, na pág.50, em "Dossiê: feminino", no segundo parágrafo da segunda coluna: "...dá à luz à criança" - quanta crase! E na linha seguinte: "...dar à luz aos laços..." Dar para a luz AOS laços? O que quer dizer isso? E a pauta é até bem interessante.
Ué...não vivem dizendo que o mercado tá saturado, que não há emprego?
Ok, eu também devo dar minhas escorregadelas aqui no blog.
Mas, pessoal da "Bons Fluidos", alôoooo! Eu aceito trabalho de reportagem, redação, revisão...só pra avisar, certo? Não custa nada. Hehe.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Sacola plástica: que saco!

Eu não suporto sacolinhas plásticas. Ô praga!
Não sou nenhuma eco-chata, mas a cada vez que vou à locadora e o fulano enfia o DVD que aluguei numa bendita sacolinha, gentilmente retiro, recuso. Para quê você precisa levar uma mísera caixinha de DVD numa sacolinha?
Banca de jornal, a mesma coisa. Minha filha adora os gibis da Mônica e ao pagar, sempre a indefectível pergunta: “Quer que ponha numa sacolinha?” Não, Zé Mané, obrigada...
É impressionante como, apesar de tudo o que se diz a respeito, a maioria das pessoas ainda não entendeu que esse “acessório” leva anos pra se desintegrar na natureza e precisa ser banido das nossas vidas, de uma vez por todas.
Hoje fiz compras no Carrefour e simplesmente fiquei observando, calada, a atendente de caixa pegar uma sacolinha e colocar a caixa de ovos dentro, outra sacolinha só para os sabonetes, outra sacolinha só para uma bandeja de carne, outra sacolinha só para uma garrafa PET e por aí foi. Não reclamei, porque ela estava tentando ajudar – o que aliás acostuma mal muitos clientes, que se acomodam e sequer embalam suas próprias compras, enquanto a fila só aumenta.
Abri o porta-malas, tirei os produtos grandes das sacolinhas e as deixei no próprio carrinho do supermercado. Produtos volumosos, como embalagem de cerveja, refrigerantes, garrafas de suco, sabão em pó etc, costumo guardar soltos no porta-malas, até porque visualizo melhor na hora de descarregar e há menos risco de perda com a ruptura de algum saco plástico.
Costumo aderir às caixas de papelão, porém um problema crônico na minha coluna dificulta carrega-las até o carro.
Estão reeditando os “carrinhos de feira”, úteis e charmosos, em material plástico, bem coloridos. As sacolas de pano também são interessantes, embora mais práticas para compras pequenas.
Por que o Carrefour não educa seus funcionários e os orienta a utilizar menos sacolinhas e sugerir caixas de papelão?
Até pra recolher as fezes do meu cão fico com dó de usar saco plástico. Ouvi falar da alternativa de forrar o saquinho com jornal, que vc descarta ao chegar em casa e assim reutiliza o próprio saco plástico num próximo passeio do seu fiel amigo.
Mas aí também não seria exagero? E já tentei a manobra de pegar o cocô do Spock com o jornal por dentro do saco...haja coordenação motora!
Ainda não tenho capacidade pra tanto. Um dia meus neurônios chegam lá.

Um site legal: clique aqui a cada sacola plástica que você recusar!

FONTE: revista "Bons Fluidos", edição de março/2010

quinta-feira, 4 de março de 2010

O dom de cada um

Hoje comecei uma nova etapa da minha vida. Foi a primeira aula do curso de Naturopatia e Terapias Holísticas da Humaniversidade, uma escola muito séria que está aqui no bairro de Moema, em São Paulo. Ecumenismo é uma das palavras chaves de lá...sem grilhões, sem estar presa a dogmas, vejo que muito mais importante do que ter uma religião é enxergar nos grandes mestres da humanidade as lições para nos tornarmos seres melhores. Cristo, Buda, Madre Teresa, Gandhi...só emanam coisa boa e você pode absorver de cada um algo que te eleva, sem ser rotulada de espírita, budista ou xintoísta. Sem querer virar uma "iluminada" também - estou a milhões de encarnações de distância disso. Quantos defeitos...meu Deus, quantos a superar.
Eu já tinha feito curso de Reiki Tibetano I e II na mesma escola, cheguei a entrevistar Otavio Leal para uma matéria para a revista "Sexto Sentido"; também já fui beneficiada pela terapia de Florais de Bach, pela Aromaterapia e pela massagem terapêutica, tratamentos abordados no curso. Enfim, eu acredito nas terapias alternativas e um certo desencantamento geral pelo Jornalismo me fez querer dar uma guinada na minha vida.
Deixar de ser jornalista? Jamais. Essa coisa de querer contar os fatos, cavocar, ir atrás, ouvir vários lados da mesma história, buscar justiça, ter curiosidade por tudo e pelas histórias de todas as pessoas, nunca vai morrer em mim.
Apenas estarei agregando conhecimento...conhecimento milenar, oriental, que poderei utilizar tanto como complemento à minha formação acadêmica, como um enriquecimento interior, ou num voluntariado ou até numa nova profissão. A massoterapia em suas diversas versões - indiana, japonesa - fazem parte do curso também. Sinto que posso ser uma terapeuta corporal muito feliz...e não dá pra ser feliz sem compartilhar com os outros o que temos de melhor.
O primeiro dia de aula, hoje, foi muito difícil. Desfazer certos nós emocionais, quebrar as próprias barreiras da timidez, com exercícios de toque e acolhimento...abraçar um estranho que nunca vi na vida, imaginem? No entanto, quanta gente sente falta de um abraço; vi isso nos olhos marejados de uma colega, à minha frente, emocionada diante da possibilidade de novos caminhos se abrindo nas nossas vidas.
Cheguei em casa, depois, já me sentindo diferente. Liberta. Deitei no chão e logo vieram meus bichos fazer festinha. O cachorro pulando em cima de mim, trazendo o ossinho pra brincar de pega-pega, minha gatinha de olhos azuis de Santo André -obrigada pelo presente, tio Nelson - lambendo minha face e eu esticada no chão, relaxada, rindo muito...o que terá me acontecido? Uma noção do todo, a delícia de saber que quando temos animais nunca estamos sós! São almas de seres tão puros...
Xiiii...viajei na maionese, né gente?
Mas como é bom estar numa sala de aula outra vez! Ainda que essa seja meio diferente; sem cadeiras, mas almofadas. Sem apresentação de nomes, mas apenas abraços. E tendo que entrar descalça. Com a alma limpa.
Serão dois anos de muito estudo. Dois anos com a absoluta garantia de me sentir viva outra vez, em busca de mais um dom.
E o seu, qual é?

segunda-feira, 1 de março de 2010

Briga no show do Jorge Ben Jor

No sábado fui com meu marido ao show do Jorge Ben Jor, no Credicard Hall.
Quando você ouve as músicas dele, pensa no quê? Paz, alegria e festa.
Mas não foi bem isso que aconteceu naquela noite. Estávamos próximos ao palco, meio de pista e de repente começou a pancadaria, logo atrás da gente. Pasmem: entre mulheres.
Que coisa feia...meninas lindas, loiras (eu não quis dizer nada além do que eu disse, ok?) fazendo pose de lutadoras de kick-boxing, partindo pra cima umas das outras.
Talvez a explicação estivesse do lado de fora. No bar da casa, a molecada tomava cerveja misturada com vodka. Qualquer medida proibitiva só piora as coisas, pois aí o povo já vem de casa calibrado. Mas alí, era um exagero.
Não vou posar de santa, porque adoro uma cervejinha. Mas não entendo como podem pagar por um ingresso pra não aproveitar nada. Parece que embebedar-se é condição sine-qua-non pra diversão. Cá entre nós: quem coloca vodka na cerveja não está a fim de apreciar um drink, porque fica horrível. É pra ficar de porre mesmo.
E essa moçada, que anda bebendo cada vez mais, frequenta academias pra malhar e ficar com o corpitcho sarado. Um paradoxo: bebida engorda. E treinar de ressaca é simplesmente impossível.
Quanto à briga em si, foi só mais um reflexo da animosidade cada vez maior entre os seres humanos. Basta olhar meio de lado e pronto, é a senha pra pancadaria começar. As pessoas andam se mal-interpretando mutuamente. Nem precisa ser ao vivo: pelos sites de relacionamento, por e-mails. O sujeito lê uma coisa e entende outra, distorce as palavras. Há muita sujeira na cabeça de quem lê, muito mais do que na de quem escreve.
Eu faço boxe, adoro. Há muitas mulheres aderindo. Dá pra perder de 600 a 800 calorias em apenas uma hora de treino.
Confesso que já sei quebrar um nariz, se precisar me defender. Sempre fui pavio curto, mas sempre ganhei brigas na base do papo, com argumentação inteligente. Dificilmente eu seria capaz de machucar alguém, a não ser numa situação extrema.
Faço boxe pelos benefícios à minha saúde física e mental, para desestressar e treino apenas nos sacos da academia, não com colegas. É uma ótima opção de treino para mulheres que querem se exercitar, sem deixar a feminilidade de lado.
Mas as meninas lutando e se engalfinhando no Credicard Hall, sábado, não tinham nada de femininas. E os respectivos namorados não pareciam estar gostando nem um pouco da baixaria.
Um horror. Não é comportamento digno de gente que mora num país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza.

Parabéns, Rio!


Hoje é aniversário da cidade do Rio de Janeiro e eu quero dar os parabéns porque, apesar dos pesares, é realmente a cidade mais linda do Brasil.
Eu sou paulista mas sempre fui apaixonada pelo Rio. Infelizmente ainda não tive oportunidade de conhecer todos os pontos turísticos, pois só estive lá duas vezes.
É uma cidade não muito grande, mas há tanto para ver que aconselho você a ficar no mínimo uma semana. Afinal, nada mais chato do que turismo com pressa e lá você precisa de tempo pra sentar na areia da praia com calma, respirar fundo, olhar em volta e agradecer a Deus por ser brasileiro.
Além do deslumbramento pela paisagem, tenho ainda 2 bons motivos para amar aquele lugar.
É lá que tenho dois dos meus melhores amigos: o psicólogo André Luiz Franca e Ciça Bernardes, designer gráfica, que conheci de pertinho nesse ano. Ambos são apaixonados pela cidade, como não poderia deixar de ser.
Aliás, estando no Rio, vale a pena subir a serra e conhecer a encantadora Petrópolis e o restaurante Clube do Filet, em Itaipava. O filet mignon imperdível da dona Ignez, aliás mãe da Ciça, é pra comer rezando.
Tá esperando o que? O Rio é logo alí. Não conhece? Demorou.
Por um olhar mais atento aos pequenos detalhes da vida