segunda-feira, 1 de março de 2010

Briga no show do Jorge Ben Jor

No sábado fui com meu marido ao show do Jorge Ben Jor, no Credicard Hall.
Quando você ouve as músicas dele, pensa no quê? Paz, alegria e festa.
Mas não foi bem isso que aconteceu naquela noite. Estávamos próximos ao palco, meio de pista e de repente começou a pancadaria, logo atrás da gente. Pasmem: entre mulheres.
Que coisa feia...meninas lindas, loiras (eu não quis dizer nada além do que eu disse, ok?) fazendo pose de lutadoras de kick-boxing, partindo pra cima umas das outras.
Talvez a explicação estivesse do lado de fora. No bar da casa, a molecada tomava cerveja misturada com vodka. Qualquer medida proibitiva só piora as coisas, pois aí o povo já vem de casa calibrado. Mas alí, era um exagero.
Não vou posar de santa, porque adoro uma cervejinha. Mas não entendo como podem pagar por um ingresso pra não aproveitar nada. Parece que embebedar-se é condição sine-qua-non pra diversão. Cá entre nós: quem coloca vodka na cerveja não está a fim de apreciar um drink, porque fica horrível. É pra ficar de porre mesmo.
E essa moçada, que anda bebendo cada vez mais, frequenta academias pra malhar e ficar com o corpitcho sarado. Um paradoxo: bebida engorda. E treinar de ressaca é simplesmente impossível.
Quanto à briga em si, foi só mais um reflexo da animosidade cada vez maior entre os seres humanos. Basta olhar meio de lado e pronto, é a senha pra pancadaria começar. As pessoas andam se mal-interpretando mutuamente. Nem precisa ser ao vivo: pelos sites de relacionamento, por e-mails. O sujeito lê uma coisa e entende outra, distorce as palavras. Há muita sujeira na cabeça de quem lê, muito mais do que na de quem escreve.
Eu faço boxe, adoro. Há muitas mulheres aderindo. Dá pra perder de 600 a 800 calorias em apenas uma hora de treino.
Confesso que já sei quebrar um nariz, se precisar me defender. Sempre fui pavio curto, mas sempre ganhei brigas na base do papo, com argumentação inteligente. Dificilmente eu seria capaz de machucar alguém, a não ser numa situação extrema.
Faço boxe pelos benefícios à minha saúde física e mental, para desestressar e treino apenas nos sacos da academia, não com colegas. É uma ótima opção de treino para mulheres que querem se exercitar, sem deixar a feminilidade de lado.
Mas as meninas lutando e se engalfinhando no Credicard Hall, sábado, não tinham nada de femininas. E os respectivos namorados não pareciam estar gostando nem um pouco da baixaria.
Um horror. Não é comportamento digno de gente que mora num país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza.

Um comentário:

André disse...

Nota zero para os brigões e brigonas. Benjor é show, em todos os sentidos do termo. mas confesso que eu ainda chamo de Jorge Ben, rsrs...fazer o que, sou do tempo das Casas da Banha, pô...do tempo que Sandra era Sá apenas, Marina não era Lima, Maria era Zilda, não Bethlehnhnehlem, hohoho...

Por um olhar mais atento aos pequenos detalhes da vida