terça-feira, 23 de março de 2010

Caso Isabella: temos o direito de assistir

Longe de mim defender sensacionalismo ou "julgamento-show".
Mas eu acho que a Justiça erra ao impedir o acesso disciplinado da Imprensa ao julgamento da Isabella Nardoni.
Deveriam ser impostas algumas condições às emissoras de rádio e de TV, especialmente às mais populares, no sentido de impedir abusos e sensacionalismo descabido.
Mas nós, cidadãos, temos o direito de acompanhar o caso mais de perto. Isto é acesso à informação. Um dos melhores veículos pra você ficar de olho é este, a rádio Bandeirantes AM.
A população brasileira está no seu limite: não dá mais pra conviver com tanta impunidade. Ninguém suporta mais ver um João Helio arrastado por metros e o assassino sair livre, leve e solto. Ninguém mais suporta ver uma mãe cuja filha está em coma por conta de um ralo de piscina mal-dimensionado. Ninguém pode aturar que um ser sem definição moral, assassine um casal de namorados barbaramente durante um acampamento e saia também, impune. Felipe e Liana não morreram no imaginário coletivo, como símbolos de um crime brutal.
E agora, ninguém vai aceitar que uma menininha seja arremessada pela janela do seu apartamento, destruindo a vida de sua mãe e de seus avós, sem que alguém cumpra pena exemplarmente, seja quem for e da maneira mais extrema possível - o que, infelizmente, nossa lei não permite - e você deve imaginar de qual pena estou falando.
Há um pouco de nós na Isabella e há um pouco de Isabella em todos nós, porque ela pertencia à nossa sociedade. Sem falar nos milhares de crianças vítimas de maus-tratos e de assassinatos, anjos anônimos barbarizados todos os dias, cujos nomes nem chegamos a saber.
A gente quer ver esse julgamento na TV, sim. A gente que ver a Justiça sendo feita, com nossos próprios olhos.
Não é curiosidade mórbida não. É paciência esgotada e um último fio de esperança, de que podemos acreditar na nossa Justiça.

Nenhum comentário:

Por um olhar mais atento aos pequenos detalhes da vida