quinta-feira, 4 de março de 2010

O dom de cada um

Hoje comecei uma nova etapa da minha vida. Foi a primeira aula do curso de Naturopatia e Terapias Holísticas da Humaniversidade, uma escola muito séria que está aqui no bairro de Moema, em São Paulo. Ecumenismo é uma das palavras chaves de lá...sem grilhões, sem estar presa a dogmas, vejo que muito mais importante do que ter uma religião é enxergar nos grandes mestres da humanidade as lições para nos tornarmos seres melhores. Cristo, Buda, Madre Teresa, Gandhi...só emanam coisa boa e você pode absorver de cada um algo que te eleva, sem ser rotulada de espírita, budista ou xintoísta. Sem querer virar uma "iluminada" também - estou a milhões de encarnações de distância disso. Quantos defeitos...meu Deus, quantos a superar.
Eu já tinha feito curso de Reiki Tibetano I e II na mesma escola, cheguei a entrevistar Otavio Leal para uma matéria para a revista "Sexto Sentido"; também já fui beneficiada pela terapia de Florais de Bach, pela Aromaterapia e pela massagem terapêutica, tratamentos abordados no curso. Enfim, eu acredito nas terapias alternativas e um certo desencantamento geral pelo Jornalismo me fez querer dar uma guinada na minha vida.
Deixar de ser jornalista? Jamais. Essa coisa de querer contar os fatos, cavocar, ir atrás, ouvir vários lados da mesma história, buscar justiça, ter curiosidade por tudo e pelas histórias de todas as pessoas, nunca vai morrer em mim.
Apenas estarei agregando conhecimento...conhecimento milenar, oriental, que poderei utilizar tanto como complemento à minha formação acadêmica, como um enriquecimento interior, ou num voluntariado ou até numa nova profissão. A massoterapia em suas diversas versões - indiana, japonesa - fazem parte do curso também. Sinto que posso ser uma terapeuta corporal muito feliz...e não dá pra ser feliz sem compartilhar com os outros o que temos de melhor.
O primeiro dia de aula, hoje, foi muito difícil. Desfazer certos nós emocionais, quebrar as próprias barreiras da timidez, com exercícios de toque e acolhimento...abraçar um estranho que nunca vi na vida, imaginem? No entanto, quanta gente sente falta de um abraço; vi isso nos olhos marejados de uma colega, à minha frente, emocionada diante da possibilidade de novos caminhos se abrindo nas nossas vidas.
Cheguei em casa, depois, já me sentindo diferente. Liberta. Deitei no chão e logo vieram meus bichos fazer festinha. O cachorro pulando em cima de mim, trazendo o ossinho pra brincar de pega-pega, minha gatinha de olhos azuis de Santo André -obrigada pelo presente, tio Nelson - lambendo minha face e eu esticada no chão, relaxada, rindo muito...o que terá me acontecido? Uma noção do todo, a delícia de saber que quando temos animais nunca estamos sós! São almas de seres tão puros...
Xiiii...viajei na maionese, né gente?
Mas como é bom estar numa sala de aula outra vez! Ainda que essa seja meio diferente; sem cadeiras, mas almofadas. Sem apresentação de nomes, mas apenas abraços. E tendo que entrar descalça. Com a alma limpa.
Serão dois anos de muito estudo. Dois anos com a absoluta garantia de me sentir viva outra vez, em busca de mais um dom.
E o seu, qual é?

Um comentário:

André disse...

Boa sorte no curso, e bons frutos possam vir daí...

Por um olhar mais atento aos pequenos detalhes da vida