sexta-feira, 11 de junho de 2010

TV em bares e restaurantes

Chegou a Copa e a gente não quer perder nenhum jogo do Brasil, certo?
Nessa hora é muito gostoso reunir amigos num bar ou restaurante, todo mundo fantasiado de patriota, curtindo a nossa seleção, mesmo sem o Ganso e o Neymar. Agora não adianta ficar se lamentando por não ser o time dos seus sonhos. É torcer ou torcer, senão você engasga com a feijoada.
Mas se tem coisa que não engulo, fora a conveniência da competição atual, é aparelho de TV em bar e restaurante. Que ela exista em bares temáticos do esporte, ainda vai.
Só que a febre se instalou em praticamente todos os comedouros e bebedouros de água-que-passarinho-não bebe da cidade. Sinceramente quando entro num lugar desses e vejo uma TV enorme ligada, tenho vontade de dar meia-volta e ir embora.
Você já tem que disputar a atenção do seu par e dos seus amigos com o celular, o que também é o fim da picada. Pior ainda é tentar falar com uma estátua de olhos esbugalhados em frente à TV pendurada na parede. Isso pra mim é coisa de muquifo de beira-de-estrada.
As pessoas saem juntas pra conversar, pra curtir, pra tomar um bom vinho ou vários chopps ou para ver TV?
E os donos desses lugares sequer têm bom senso. Outro dia jantei com a narração do crime de um maníaco esquartejador da zona norte. Fala sério...reclamei com o gerente.
Põe outra coisa no ar, né? Um aquário de peixes filmado ao vivo...a Orquestra Sinfônica Municipal...um musical tipo "Noviça Rebelde"...um show acústico. Qualquer coisa agradável que não seja o Datena chamando imagens urgentes do IML.
Querem saber de uma coisa? Eu não gosto de TV. Eu prefiro mil vezes um bom livro, um bom chá, bater papo com os amigos o ou meu par. Quando ele não tá com os olhos grudados no futebol.
Mas na TV de casa. E puxa vida, haja paciência, até pra isso também!

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