segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Ilha Comprida


Mais um daqueles casos em que o potencial turístico de uma região brasileira é abafado pela falta de cuidado da prefeitura local: Ilha Comprida.
Em busca de um roteiro diferente para minha família no último domingo, meio de feriado, que fugisse à hiper lotação das praias do litoral sul, decidimos conhecer Ilha Comprida.
A 208 km da capital, com acesso pela rodovia Régis Bittencourt, o município fica próximo de Iguape, de que só ganhou emancipação em 1992.
As praias são limpas, uma grande extensão de grama separa a areia do asfalto, não há prédios altos construídos, e há várias opções de trilhas ecológicas, já que é uma estação ambiental preservada, pertencente ao complexo da Juréia.
Chegamos à ilha mortos de fome. Os quiosques, às 14 horas de um domingo de feriado, já estavam de cadeiras pra cima. Pela avenida principal, "trenzinhos de bicicleta", alugáveis para turistas, circulavam entre os carros, sem a menor organização.
E o barulho...ah o barulho...essa verdadeira PRAGA do bate-estaca e do funk tocados ao máximo volume, por bares, que colocavam caixas de som na calçada e carros de gente mal-educada. Ironicamente, numa praça central, a placa com o aviso: "Proibido barulho excessivo".
Dos poucos restaurantes de aparência decente que encontramos, o "Portuga" estava com problemas na cozinha, o "Abreu" tinha fila de espera e o "Boi na Ilha", nossa última esperança, demorou duas horas para servir nossa mesa com refeições apenas "comíveis". Nada a dizer sobre o "Biritas". Além do nome horrível, serve comida por kg nada animadora e o gerente devia estar economizando luz, pois não havia nenhuma acesa dentro do salão. Deprimente...
Paga-se R$4 de pedágio na ponte de acesso à ilha. O mínimo que a Prefeitura podia fazer era distribuir um folheto com roteiro turístico na entrada da cidade.
Eu fico muito chateada quando vejo um local que tinha tudo pra dar certo se perder por tanta falta de organização e trabalho turístico eficiente.
Mas tenho minhas esperanças. Outras cidades do litoral sul de São Paulo ficam hiper-lotadas nos feriados e a região de Iguape poderia ser uma boa opção. Já mandei um email para a Prefeitura relatando o que vi. Se outros cidadãos se interessarem, talvez a demanda force essa estância balneária a melhorar seus serviços.
O turismo brasileiro ainda tem muito o que aprender. Mas a gente precisa cobrar.
Algumas informações sobre Ilha Comprida você encontra aqui.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Quem tem medo de lagartixa?


Elas andam pelas paredes da casa e sempre se ouve um "Ai que nojo!" com chilique, etc. E sempre tem também alguma tia avisando que se ela cair na sua cabeça enrosca no cabelo e não sai mais.
Bobagem. A lagartixa nada mais é do que um pequeno réptil e merece respeito. Ela come insetos, como aranhas, mosquitos e até baratas. Observando uma delas outro dia, fiquei curiosa e fui pesquisar.
O nome científico do bichinho é "Hemidactylos Mabouia". Veio da África para a América nos navios negreiros, na época da escravidão. A fêmea coloca até dois ovos por ano e a espécie perde o rabo em situações de perigo. Ao invés de ser devorado por um pássaro, por exemplo, ela engana a ave e solta parte do corpo, o rabo, que continua se mexendo por alguns segundos.
Você pode até capturar e criar em terrário, desde que mantenha a temperatura interna um pouco mais quente do que a externa.
Uma linda lagartixinha bege habita minha garagem há meses e resolvi fazer amizade com ela. Resolvi pegar e ela ficou pacificamente na minha mão, exatamente como na foto acima, enquanto eu dava essa pequena aulinha de Biologia para os meus filhos. Foi bem interessante. Isso é natureza, gente!
Por um olhar mais atento aos pequenos detalhes da vida