sábado, 30 de outubro de 2010

Aloha! Eu fui pro Havaí!


Uma semana depois de chegar de viagem, é hora de botar os pés no chão.
Eu tive a benção, o privilégio, de conhecer um dos lugares mais lindos do planeta: o Havaí.
Aloha não é apenas a saudação para olá...a palavra, segundo os locais, engloba amizade, fraternidade, amor pelo próximo, paz. Então combine isso com a inacreditável beleza das paisagens e "imagine", como dizia John Lennon.
Tudo parecia um sonho...não diria impossível, porque nenhum é; mas difícil, pois o que mais encarece a ida pra lá é o preço das passagens, já que não há vôo direto.
Duas delas foram gratuitas, por conta de um evento empresarial do meu marido, que podia levar uma acompanhante. Então, só restavam as das crianças. Mesmo assim, optamos pela conexão mais em conta: São Paulo - Houston (9 horas de vôo) - Los Angeles (4 horas de vôo) - Havaí (mais 6 horas), tudo via Continental.
Uma pena termos chegado à noite, não deu pra avistar a ilha de Mauí se aproximando, lá de cima...No aeroporto local, minúsculo, tentei sentir o cheiro do Pacífico e avistei muitos coqueiros, balançando ao vento...mal podia esperar pelo amanhecer.
Vários "ma'halos" (= obrigada) depois aos funcionários que nos ajudaram com as malas, fomos pro hotel, exaustos. O fuso horário fez a gente acordar às 5:30 da manhã no dia seguinte. São 7 horas mais tarde do que no Brasil.
Mauí é considerada a ilha mais chique do Havaí. Muitos resorts, casas de luxo; fiquei curiosa pra conhecer Oahu, outra ilha, onde a cultura local, mais popular, fica mais evidente nas ruas, segundo os próprios moradores.
Mesmo assim...uau...
Ficamos três dias num resort por conta da empresa, ao norte da ilha, praia de Kapalua (foto). Depois, alugamos um carro (com dificuldade, eles são escassos por lá, por isso alugue com antecedência) e descemos para o sul, em direção a Kihei.
A praia de Kapalua tinha o mar tranquilo, apesar de estar no norte; se você surfa e procura ondas fortes, vá mais para cima, em direção a Hana, que fica ao leste. Ou cruze a ilha e dê uma olhada no parque do vulcão Haleakala, em extinção.
Em Kihei, a praia mais popular é a de Kamaloe ( Beach Park I, II e III - sendo a primeira a maior delas). Água mais quente, tranquila, quase nada de onda, ideal para crianças e idosos.
Esqueça nossos quiosques, eles não vendem nada na praia. E evite portar bebidas alcóolicas em público - os havaianos não vêem com bons olhos, principalmente se você estiver com crianças. Aliás o povo local é muito calmo, gentil, terno e simpático. Nesse ponto me lembrou bastante Salvador.
Todas as avenidas principais têm ciclovias.
A exemplo dos EUA, os hotéis em geral não têm café da manhã. Paga-se à parte. No Havaí, cerca de USD$ 9 por pessoa. Ainda bem que você toma a maioria deles com um belo arco-íris entre as montanhas, todo dia. Refeições também não são baratas, então corra para um mercado local e abasteça-se de sanduíches e frutas. Aliás, são as mesmas daqui: manga, melancia, melão, abacaxi aos montes...e coco, muito coco e tudo o que deriva dele, principalmente o "Coconut Syrup", uma calda grossa e deliciosa, meio adocicada, usada tanto em pratos doces, quanto salgados. Mas esqueça a água de coco: USD$ 4 cada um e vem quente e sem gosto.
Eu achava que ia encontrar um luau em cada praia, de graça. Nana-ni-nanão...o Havaí vive do turismo, portanto, pode enfiar a mão no bolso: luaus são apresentados em hotéis e custam de USD$ 65 a USD$ 90 por cabeça, alguns com passe gratuito para crianças de até 12 anos.
Parece caro, mas há comida típica servida a noite toda, à vontade, acompanhada de shows típicos de dança, que valem muuuito a pena. Você já foi até lá e vai perder isso? Entre no melhor do espírito Aloha e pense nas contas depois.
Em todos os luaus, o prato principal é o Poi Pork, carne desfiada de leitão assado num forno a 2 metros debaixo da terra. Desenterrar o porco faz parte do ritual, ao qual você assiste, com as devidas explicações. Servido com Poi, uma espécie de pirão feito com Taro, raiz só existente lá, é uma delícia e vem bem defumado. Há também peixe grelhado, frango Teriaki, acompanhado de salsa de abacaxi, um tipo de vinagrete feito com abacaxi picadinho, suco de lima, gengibre, gergelim e hortelã - maravilhoso! Sobremesas: pudim de coco, mousse de coco, bolo de coco, panqueca de coco, pudim de abacaxi, mousse de abacaxi, torta de abacaxi, bolo de abacaxi - melhor levar remédio pra afta, hehe.
Os drinks são bem aguados; nossa piña colada é mil vezes mais saborosa.
Duro é a hora de ir embora. Entrei no mar, pedi a benção de todos os deuses ancestrais e soprei um punhado de areia em direção às West Mountains, que estavam bem atrás de mim, pedindo pra voltar. Mas ainda parece que uma parte do meu espírito ficou lá.
O avião partiu à noite. As luzes lá de baixo se afastando, se misturando com as estrelas, a ilha ficando cada vez mais longe. Me senti indo embora da Terra do Nunca. Impossível não chorar.
Aloha, Hawai'i.
Ma'halo, meu Deus... até um dia.

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Por um olhar mais atento aos pequenos detalhes da vida