sábado, 16 de julho de 2011

Para viciados em sorvete!



O melhor sorvete da minha vida.
É a melhor definição que eu tenho para a sorveteria Stuzzi, aberta há poucos meses no Campo Belo. Ela já tinha duas filiais: uma na Vila Madalena e outra no shopping Analia Franco.
Agora abriram mais uma loja na rua Zacarias de Góis, 1419, a algumas quadras de onde moro. Perdição!
Fundada em 1922, perto de Veneza, pelo italiano Vittorio Scabin, a gelateria Stuzzi produz semanalmente 16 diferentes sabores. Os nomes estão em italiano, mas os funcionários, bem preparados, explicam tudo direitinho. Quase dá pra escolher de olhos fechados, porque todos os sabores são incríveis.
Em minha expedição exploratória, acompanhada sem o menor sacrifício pela minha filha, provamos o Limone con Lampone (limão com framboesa) e o Crostata di Mascarpone (um tipo de queijo muito usado nos doces italianos)con Limone.
Embora os primeiros sorvetes da Stuzzi tenham sido feitos com frutas e neve, a consistência dessas delícias dos deuses é a de um creme delicado, com sabor bem marcante. O de Mascarpone vem com pedacinhos de biscoito, molhadinhos, que derretem na boca e te levam ao céu. Não é à toa que o mais típico doce italiano feito com Mascarpone é o Tiramisù (literalmente, "Leva-me pra cima").
Aliás, a Stuzzi serve esse e outros doces, além de salgados, cafés e sopas, à noite.
O ambiente é belíssimo, remetendo aos anos 20 e a música de fundo não podia ser outra: italiana. Há um espaço aberto atrás, com um agradável jardim e três vagas de estacionamento, embora seja fácil estacionar nas redondezas. Por cada bola de sorvete você paga R$ 8,00 ou R$ 14, por duas. Vale cada centavo!

Gelateria Stuzzi - www.stuzzi.com.br
Rua Zacarias de Góis, 1419 - 11 2495-2272
Seg. a sábado, 9 às 20 horas ou domingos e feriados, das 12 às 20 horas.

domingo, 27 de março de 2011

Pobre planeta, quem aderiu?

Ontem fiz minha parte durante a Hora do Planeta.
Avisei marido e filhos e às 20:30 em ponto apagamos as luzes e tiramos todos os aparelhos eletrônicos das tomadas. De velas em punho, subimos as escadas do meu sobrado e abrimos as janelas para conferir quantos da vizinhança haviam aderido. Poucos. Muito poucos.
Tive vontade de pegar minha bike e sair de megafone pelas ruas, anunciando a proposta; por um consumo de energia sustentável; por uma hora de meditação acerca do que estamos fazendo com nosso planeta, cujas fontes energéticas estão se esgotando e levando o ser humano a apelar para a energia nuclear - pra dar no que deu no Japão.
Apesar da minha decepção com os vizinhos, segui firme no meu propósito. Pedimos uma pizza. E à luz de velas, somado ao atraso do motoqueiro, foi a reunião de jantar mais longa e plena de conversas que já tivemos.
Será que a luz reduzida facilita o diálogo? Além do evidente romantismo, estávamos eu, marido e filhos tagarelando e rindo e prolongando aquela "hora do planeta" por mais e mais horas.
Penso que poderíamos tomar essa iniciativa sem necessidade de campanhas, apenas espontaneamente. Desligar a TV, som e nos concentrarmos na voz do outro, ou na voz interna, se você estiver só. O som do silêncio é bom! O bruxulear da luz de uma vela expande pensamentos...e, de quebra, contribuimos com a ecologia, ainda que por alguns instantes.
Se você não aderiu desta vez, tente na próxima. Ou tente hoje mesmo.
E também precisamos exigir que o poder público acabe com a orgia das luzes acesas ininterruptamente nos seus edifícios, de Brasília até as grandes capitais. Ora essa, que vergonha...

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Uma exposição que levou a outra!

No último sábado estive com minha filha Adriana no Museu Paulista, mais conhecido como Museu do Ipiranga.
A intenção era conferir a exposição "Papel de Bala", que resgata embalagens antigas de guloseimas de diversas regiões do Brasil.
Enquanto matava a saudade da infância, caia o maior pé-d'água lá fora. Então resolvemos dar uma volta pelo museu, que já visitamos várias vezes.
E foi aí que deparamos com outra exposição bem legal: "Imagens recriam a História". Trata-se de uma coletânea de fotos de Militão Augusto de Azevedo retratando a São Paulo do séc. XIX e as respectivas reproduções em tela, pintadas no século seguinte, por Benedito Calixto, José Washt Rodrigues etc.
O que achei mais interessante é que o objetivo dos pintores era dar detalhes, não muito nítidos nas fotos, do calçamento da cidade, frisas nas paredes e até de personagens presentes nas fotos. A inserção de outros detalhes atendia também a intenção do autor de destacar determinados edifícios no cenário.
A grata surpresa foi a presença de duas obras que foram reproduzidas em relevo, com as devidas descrições em braile, ao lado, para os portadores de deficiência visual. Uma delas é "Combate de Botocudos em Mogi das Cruzes", de Oscar Pereira da Silva, de 1920.
Muito pouco, com certeza, em relação à quantidade de telas. Mas refleti e tentei "sentir" a tela em relevo com os olhos fechados...pensando no quanto os cegos precisam ter seus olhos nas pontas dos dedos.
E no quanto, em muitos sentidos...eles enxergam melhor do que nós.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Lixo em Sampa é problema complexo

Eu prezo muito os garis da Prefeitura de São Paulo, que fazem o trabalho que, em muitos casos, os próprios moradores e comerciantes poderiam fazer.
Mas existe uma falha no sistema de coleta desse lixo que foi varrido das ruas: os carrinhos dos garis não comportam tamanho volume de lixo. Então eles o ensacam e deixam nas calçadas, para coleta dos caminhões, no mesmo dia.
O detalhe é que a varredura termina logo depois do almoço. O caminhão de lixo da Prefeitura só passa após as 18. Nesse ínterim, o lixo varrido acaba assim:

Os catadores de material reciclável têm um importante papel no destino do lixo gerado nas grandes cidades. Mas nem todos são conscientes de seu trabalho; muitas vezes abrem os sacos de lixo retirando apenas o material mais lucrativo. E isso vai parar nas bocas de lobo, junto com o resto de dejetos de toda natureza que é jogado nas ruas. Pura falta de educação dos "cidadãos" ditos "civilizados".
Se nós moradores e comerciantes estamos sujeitos a multas ao colocar saco de lixo na calçada antes do horário devido, como a própria Prefeitura poderia proporcionar a coleta mais rápida do lixo varrido pelos garis? Fica aí a pergunta.
Por um olhar mais atento aos pequenos detalhes da vida