domingo, 27 de março de 2011

Pobre planeta, quem aderiu?

Ontem fiz minha parte durante a Hora do Planeta.
Avisei marido e filhos e às 20:30 em ponto apagamos as luzes e tiramos todos os aparelhos eletrônicos das tomadas. De velas em punho, subimos as escadas do meu sobrado e abrimos as janelas para conferir quantos da vizinhança haviam aderido. Poucos. Muito poucos.
Tive vontade de pegar minha bike e sair de megafone pelas ruas, anunciando a proposta; por um consumo de energia sustentável; por uma hora de meditação acerca do que estamos fazendo com nosso planeta, cujas fontes energéticas estão se esgotando e levando o ser humano a apelar para a energia nuclear - pra dar no que deu no Japão.
Apesar da minha decepção com os vizinhos, segui firme no meu propósito. Pedimos uma pizza. E à luz de velas, somado ao atraso do motoqueiro, foi a reunião de jantar mais longa e plena de conversas que já tivemos.
Será que a luz reduzida facilita o diálogo? Além do evidente romantismo, estávamos eu, marido e filhos tagarelando e rindo e prolongando aquela "hora do planeta" por mais e mais horas.
Penso que poderíamos tomar essa iniciativa sem necessidade de campanhas, apenas espontaneamente. Desligar a TV, som e nos concentrarmos na voz do outro, ou na voz interna, se você estiver só. O som do silêncio é bom! O bruxulear da luz de uma vela expande pensamentos...e, de quebra, contribuimos com a ecologia, ainda que por alguns instantes.
Se você não aderiu desta vez, tente na próxima. Ou tente hoje mesmo.
E também precisamos exigir que o poder público acabe com a orgia das luzes acesas ininterruptamente nos seus edifícios, de Brasília até as grandes capitais. Ora essa, que vergonha...

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Por um olhar mais atento aos pequenos detalhes da vida