quinta-feira, 26 de abril de 2012

Lomi-lomi: Massagem Havaiana

Ir para o Havaí foi uma das experiências maravilhosas que tive na minha vida. Lá, recebi a massagem típica local, chamada de "Lomi-lomi". Na volta ao Brasil, numa destas coincidências que não são coincidências, surgiu a chance de fazer um curso, pouco tempo depois. Eu ainda estava imersa na cultura havaiana, completamente encantada com aquelas imagens, aqueles sons, aquele mar. Acho que é o tipo da experiência que fica gravada dentro da gente para sempre. Os grandes mestres, descendentes diretos dos Kahuna, são poucos, no Havaí. O conhecimento foi sendo passado oralmente e depois, com a morte dos mais velhos, se dispersou. Cursos de especialização acontecem todo ano na Nova Zelândia.
 Nesta massagem, utilizo o óleo de semente de uva, de absorção rápida, que deixa a pele macia sem que fique gordurosa. É o óleo mais utilizado nas terapias corporais, pois além de leve, é hidratante e contém vitamina E, que regenera os tecidos. Podemos associar óleos essenciais, como a Lavanda, o Capim-cidreira ou outro, seguindo indicações da Aromaterapia. O terapeuta aplica este óleo nas mãos e antebraços, propiciando movimentos contínuos e muito suaves, ritmados, como se fossem ONDAS por todo o corpo de quem recebe. Damos especial atenção à rotação de articulações, pois os havaianos acreditam que são nestes pontos que acontecem as estagnações de energia. Esta é uma terapia corporal transmitida milenarmente pelos antigos mestres Kahuna, que eram os curadores do mundo Polinésio, presentes na cultura ancestral havaiana. A massagem era um dos elementos de cura medicinal antiga, inserida na filosofia dos 7 princípios Huna, que são: IKE - Só existe uma verdade, aquela que você decide que seja, ou, o mundo é o que você pensa;  KALA - Não se deve dissociar o corpo do espírito, a integração entre estas duas coisas e o todo não tem limites; MAKIA - A energia segue o fluxo do pensamento ou preste atenção para que a energia flua nesse caminho; MANAWA - Quanto maior sua presença no agora, mais força você tem para superar crenças limitantes. O poder está no agora! ALOHA - Amar é estar feliz e abençoar o que nos faz feliz ou compartilhe alegria e afeição! MANA - Dê permissão a si mesmo e a força surgirá - todo o poder vem de dentro. PONO - A eficácia é a medida da verdade - quanto mais verdadeira é uma atitude, mais eficaz ela será! Com tais princípios em mente, o terapeuta foca no bem-estar, no relaxamento do cliente, ao mesmo tempo em que abre um canal que permite a conexão de quem recebe a massagem consigo mesmo, com o todo e com a divindade. Trata-se, portanto, de uma técnica sagrada e muito especial, trabalhando no físico e ao mesmo tempo no espírito de quem recebe e de quem aplica. A concentração do terapeuta tem que ser integral e a transmissão de energia se dá quase que intuitivamente, sem sequências rígidas. A palavra havaiana para saúde é OLA. A mesma palavra usada para VIDA. Afinal, não há vida sem saúde, nem saúde sem vida. Tive o privilégio de estar no Havaí e receber pela primeira vez a Lomi-lomi, há três anos. De volta, como nada acontece por acaso,surgiu a oportunidade do curso e iniciação em Lomi-lomi, que tenho o prazer de compartilhar com vocês, com atendimento domiciliar, inclusive nos finais-de-semana. Abaixo, meus contatos e um vídeo, caso você queira conhecer um pouco mais desta maravilhosa terapia corporal, que integra corpo, mente e alma. E PILI MAU NA POMAIKA Í ME ÓE - Que você tenha uma boa fortuna, que seus caminhos sejam abençoados - ALOHA!

 Paula Calloni  - atendimento a domicílio - Zona Sul - SP
998415-6009

domingo, 1 de abril de 2012

Quando o individual atropela o coletivo

Sinto no povo brasileiro uma tremenda dificuldade ao lidar com ambientes coletivos.
As pessoas não conseguem perceber e respeitar o limite alheio...parecem comportar-se como se estivessem sozinhas no mundo.
Um exemplo clássico é o trânsito. Pra dizer o mínimo, não se usa seta. Atitude que não só faz parte das regras de trânsito, como também demonstra consideração pelos outros motoristas e pelos pedestres. E quantos acidentes não poderiam ser evitados pelo simples acionar daquela coisinha móvel no lado direito do volante...custa?
Outro dia no hipermercado, uma pessoa empatou uma fila de 15 pessoas (no caixa rápido) por conta de uma frigideira para um ovo. Sabem, aquelas, fofinhas, pequenas. Mas, ora essa, não dá pra pensar que na fila tem gente com horário de trabalho, mães indo pegar filhos na escola e sabe-se lá quantos outros compromissos. Mas algumas pessoas simplesmente pensam: "Não é problema meu. Eu quero minha frigideira de um ovo, porque TÔ PAGANDO. Os outros que se danem".
Até num local onde supõe-se que as pessoas tenham um pouco mais de bom senso, sensibilidade...uma exposição de arte e cultura, por exemplo.
Ontem, estava eu no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) visitando exposição sobre a Índia. Eu estava encantada lendo a história de uma peça antiquíssima, quando, de repente, uma senhora se põe na minha frente, para ler a mesma coisa, interrompendo a minha leitura e obstruindo a minha visão do objeto. Assim, sem pedir licença, sem olhar pra trás. Não poderia ficar ao meu lado, a fim de que nós duas e mais pessoas pudéssemos contemplar a mesma coisa e desfrutar do mesmo momento sublime de apreciar uma obra de arte?
Vou a uma exposição para me enriquecer culturalmente, encher meus olhos,alimentar meu espírito. Esta é uma necessidade minha, um exercício meu...mas o espaço onde vou encontrar isso é coletivo e lá estão mais pessoas buscando a mesma experiência. Então eu tenho o direito de ser individualista? Acho que não. Porque ARTE não combina com individualismo!
Na sala seguinte, duas moças ultrapassaram a faixa no chão, delimitando a distância das peças e as tocavam, sem obedecer os avisos para não fazer isso.
Aí já resvalamos para outra questão, que é a falta de costume na convivência com o ambiente de exposições e museus. No momento em que o público em geral tiver mais acesso à cultura, a educação e a consciência sobre como comportar-se nesses locais também pode se ampliar.
Voltando ao ponto inicial...nosso povo tem muitas qualidades, mas este saber conviver em espaços públicos ainda deixa MUITO a desejar.
Quem vai educar um jovem a não ouvir funk no último volume ou a não sentar-se de pernas abertas num ônibus? Quem vai educar o homem de meia-idade para que não finja estar dormindo, só pra não dar lugar a um idoso que acaba de entrar no vagão do metrô? Quem, quem vai ensinar à jovem senhora da exposição de arte que não se interrompe a leitura nem se obstrui a visão de quem está do lado, apreciando a mesma obra?
Isso para não dizer do trânsito, onde além de mal-educados, colocamos vidas em risco ao sermos individualistas.
Não há super-heróis para nos salvar dessas situações...também temos receio de interpelar as pessoas ainda que com a máxima delicadeza, porque elas andam muito melindrosas e qualquer crítica pode soar grosseira.
Qual a solução então?
Por um olhar mais atento aos pequenos detalhes da vida