sexta-feira, 12 de abril de 2013

Quickmassage: muito mais do que relaxamento


Você já deve ter passado por centros de grande circulação de pessoas: hipermercados, shoppings, lojas e visto muita gente sentada naquelas cadeiras esquisitas, com um cidadão vestido de branco atrás, amassando as costas do cliente, usando mãos, cotovelos ou até antebraços. A descrição de quem a recebe, geralmente, é de alívio ou até dormência, corpos largados sobre a tal cadeira. “Claro, massagem relaxa” – você pode pensar.

Pois eu tenho uma novidade pra te contar: não, massagem não só relaxa.  Massagem trata.

Ok, ela pode ser relaxante sim, mas o objetivo maior das massagens orientais – e a Quickmassage é apenas uma delas -  é a prevenção, alívio de sintomas e, consequentemente, relaxamento.

Mas como uma massagem que leva no máximo 30 minutos, que pode ser feita em qualquer pequeno espaço e que dá pra fazer com roupa e tudo pode fazer tanta coisa por você?

Simples. Nós, terapeutas corporais, nos utilizamos dos conhecimentos milenares da Medicina Chinesa. Segundo ela, nosso corpo, além das veias, artérias e vasos, é envolto por  canais de energia vital – os meridianos. Cada um destes meridianos é responsável por levar energia aos órgãos principais do corpo, como rins, fígado, coração, baço, estômago etc. O bom fluxo dessa energia vital – o Ki – também é responsável pelo equilíbrio entre mente , corpo e espírito, coisa difícil na vida atribulada do corre-corre diário.

O bom profissional, o estudioso sério dessa terapia, saberá utilizar a Quickmassage respeitando algumas contra-indicações e fazendo algo mais do que um mero relaxamento. Através de amassamentos, pressões em pontos específicos, pinçamentos e alongamentos, pode ajuda-lo a reequilibrar esse fluxo energético que circula em todo o seu corpo. Nós, terapeutas, nesta técnica, não doamos nossa energia para você, mas ajudamos VOCÊ a fazer sua energia circular em seu próprio corpo de maneira mais eficiente.

A Quickmassage nasceu na China, do conhecimento e da vontade de muitos terapeutas formados pela vida e por seus ancestrais,  que queriam apenas propiciar bem estar ao seu próximo. Era aplicada em cadeiras, na rua, em calçadas.

 É uma terapia que trabalha todos os pontos utilizados também na Acupuntura, que estejam localizados nas costas, na cabeça, nos braços e nas mãos. Tem a vantagem de ser rápida e de poder ser aplicada com facilidade até no seu local de trabalho ou em eventos, pois utilizamos uma cadeira portátil.

Caso tenha interesse, agende sua sessão comigo. Dê uma chance ao seu bem-estar!

Paula Calloni – Massoterapeuta -  98415-6009 – pcalloni@uol.com.br

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

A moça triste da loja de doces

Sabe quando você inventa de fazer alguma coisa doce, gostosa, na cozinha? E precisa daquelas coisinhas que não se encontra em qualquer supermercado? Corantes, confeitos, tinta dourada para pintar biscoitos ou gotas de chocolate em pacote? Sem falar nos doces, alguns antigos, de quitanda, que sempre fizeram as festas dos meus filhos e emagreceram a minha carteira a cada ida.
Pois é, aqui na minha rua há uma loja assim. Uma portinha, pequena, onde você acha de tudo. E nem o fato de não ter onde estacionar podia ser desculpa, afinal, eu posso ir a pé.
Mas uma coisa me bloqueia na hora de ir até lá. É a cara permanente de tristeza da dona da loja. Não há nenhum outro funcionário simpático para compensar tamanho baixo astral da mulher.
Como alguém que trabalha numa loja de doces pode ser tão triste e mal-humorada? Como uma pessoa, sentada por oito horas,  em seu próprio negócio, num bairro concorrido, com tudo aquilo em volta: chocolates, bolos, jujubas, laços de enfeite, caixas bonitas e crianças ávidas por uma guloseima pode se dar ao luxo de ser triste? Cada vez que olho para ela, fico me perguntando que história difícil ela pode ter...um casamento ruim, uma mãe doente, uma perda fatal, oh céus, o que será? E deveria perguntar? E deveria pegar um daqueles doces de abóbora em forma de coração, da prateleira,  mostrar a ela que ser feliz é possível?
Dizer-lhe: "Você já experimentou uma paçoquinha dessas? Faz tão bem à alma! Tenta, vai?" - será que adiantaria?
Ah...suspiro, quase ficando triste junto com ela.
E assim vejo, em muitas outras lojas, com muitas outras coisas legais no entorno - estar empregado já não é uma benção? -  vendedores e balconistas mal-preparados, mal-humorados, preconceituosos, tristes ou indiferentes, de má-vontade, que parecem estar nos fazendo um favor.
Torço para que, nesse ano, os lojistas atentem para a importância do sorriso sincero de seus vendedores.
 
Quanto à moça triste da loja de doces, espero um dia decifrar o enigma do seu desânimo. E conseguir mostrar a maravilha que uma Maria-mole de vez em quando é capaz de fazer por ela.



(O desenho acima é do artista Leyr, de São Gonçalo - RJ )
Por um olhar mais atento aos pequenos detalhes da vida